Eram três e quarenta da tarde de um sábado que parecia ferver. O calor de março não vinha apenas do sol que castigava o telhado da casa; vinha das paredes, do chão, e principalmente do silêncio elétrico que pairava entre Roberto e Marina há dias.
Roberto estava na poltrona da sala, um livro aberto no colo que ele não lia há quarenta minutos. Sua mente estava presa num loop infinito, reprisando o toque da pele da filha, o cheiro do cabelo dela, o som da respiração dela no quarto ao lado à noite. Ele se sentia um animal enjaulado, andando em círculos, esperando o tratador esquecer a portinhola aberta.
A campainha rasgou o silêncio como um tiro.
Ele se levantou devagar, agradecendo a interrupção, qualquer coisa para quebrar a monotonia daquela tensão sexual insuportável. Quando abriu a porta de madeira maciça, a figura parada na varanda fez seu sangue gelar e ferver simultaneamente.
Thiago. O ex. O moleque de vinte e poucos anos, com sua barbinha desenhada e camisa de linho amassada, segurando uma caixa de papelão com a expressão de quem pisa em ovos.
"Sr. Roberto," ele começou, a voz oscilando entre o respeito forçado e a arrogância juvenil. "A Marina... ela tá? Eu vim trazer umas coisas que ficaram no meu apartamento. Livros, umas roupas. E... bem, eu queria conversar."
Roberto apoiou uma mão no batente da porta, bloqueando a entrada com seu corpo largo. Ele tinha vinte anos e vinte quilos de músculo a mais que aquele garoto. A vontade de esmagar o nariz dele era palpável.
"Ela não quer ver você, Thiago. Deixa a caixa aí e some."
"Pai?"
A voz veio de cima, do topo da escada. Roberto não precisou virar para saber que o ar na sala tinha mudado de densidade. Ficou mais pesado. Mais úmido.
Ele se virou lentamente. Marina descia os degraus de madeira peroba um a um, descalça. O som da pele dos pés dela tocando a madeira envernizada era audível no silêncio súbito. *Plaf. Plaf. Plaf.*
Ela usava um short jeans antigo, desfiado, tão curto que a curva inferior das nádegas escapava a cada movimento da perna. E uma regata branca, de algodão fino, quase transparente, com cavas largas que desciam até as costelas. Ela não usava sutiã.
Roberto engoliu em seco, sentindo a saliva engrossar na garganta. Os seios dela balançavam livremente sob o tecido, pesados e redondos. Os mamilos estavam duros como pedras, empurrando o algodão, duas saliências escuras e insolentes que pareciam encarar os dois homens na porta. As auréolas, largas e acastanhadas, eram sombras visíveis através do branco.
Ela parou no último degrau, na mesma altura do chão da sala, mas mantendo a postura altiva de uma rainha prestes a ordenar uma execução.
"Deixa ele entrar, pai," ela disse. A voz era fria como gelo, mas seus olhos... seus olhos queimavam com uma febre que Roberto reconhecia porque a via no espelho toda manhã.
Roberto recuou um passo, contrariado, abrindo espaço. Thiago entrou, os olhos fixos no corpo de Marina como se ela fosse um ímã. O garoto lambeu os lábios, nervoso.
"Ma... Marina. Eu trouxe suas coisas." Ele colocou a caixa na mesa de centro de vidro, as mãos tremendo levemente. "Olha, eu sei que fui um babaca. A Júlia... foi um erro estúpido. Eu sinto sua falta, Ma. A gente tinha uma química, uma conexão que eu não encontro com mais ninguém..."
Marina soltou uma risada curta e seca. Ela caminhou até o centro da sala, parando a meio caminho entre o pai e o ex-namorado. O cheiro dela - uma mistura de sabonete de lavanda e o almíscar natural de uma mulher no auge da fertilidade - impregnou o ar.
"Conexão?" ela repetiu, a palavra rolando na língua com desprezo. "Você acha que sabe o que é conexão, Thiago? Você é um menino brincando de casinha."
Ela se virou de costas para o ex e caminhou até Roberto. Parou tão perto que os seios dela roçaram no tecido da camisa polo dele. Roberto sentiu o calor irradiar dela, uma fornalha humana. O pau dele, traidor e leal apenas aos seus instintos mais baixos, começou a inchar na cueca, pesado e doloroso.
"Você não faz ideia do que é um homem de verdade," ela sussurrou, alto o suficiente para Thiago ouvir.
Marina levantou a mão direita e pousou-a no peito de Roberto, espalmada sobre o coração que batia forte e ritmado. Seus dedos finos acariciaram o peitoral dele através da malha, apertando o músculo, sentindo a dureza por baixo. Então, num movimento fluido que fez o tempo parar, ela deslizou o braço pela cintura dele, colando o corpo lateralmente ao dele. Apoiou a cabeça no ombro largo do pai, olhando para Thiago com um sorriso de desafio puro.
"Vocês..." Thiago gaguejou, os olhos arregalados, indo da mão dela no peito do pai para os quadris deles colados. "Vocês estão muito... estranhos. Que porra é essa?"
"Essa," Marina ronronou, esfregando o nariz no pescoço de Roberto, inspirando fundo o cheiro dele, "é a minha casa. E esse é o meu homem."
Roberto sentiu um choque elétrico percorrer sua espinha. *Meu homem*. Não *meu pai*.
A sanidade dele estava por um fio, e o fio acabara de ser cortado. A presença do Thiago ali - o intruso, o macho jovem rival - ativou um circuito primitivo no cérebro reptiliano de Roberto. Ele não era mais o pai protetor. Ele era o macho alfa reclamando sua fêmea diante de um competidor mais fraco.
Ele passou o braço esquerdo pelos ombros de Marina, puxando-a brutalmente contra si. A mão grande dele desceu pelas costas dela, sentindo a curva da coluna, até pousar na cintura, os dedos afundando na carne macia acima do cós do short.
"Você ouviu ela, moleque," Roberto rosnou. A voz dele estava uma oitava mais baixa, gutural, vibrando no peito. "Vaza."
Mas Thiago não se moveu. Ele estava paralisado, horrorizado e fascinado na mesma medida. Seus olhos desceram para a virilha de Roberto, onde o volume na calça jeans era agora inegável, uma protuberância obscena marcando o tecido grosso.
"Você tá de pau duro," Thiago sussurrou, incrédulo. "Você tá de pau duro pra sua filha. Meu Deus, vocês são doentes..."
"E daí?" Marina desafiou. Ela virou o rosto e, sem aviso, mordeu o lóbulo da orelha de Roberto. Puxou a carne com os dentes, a respiração quente e úmida entrando no canal auditivo dele. A mão dela desceu do peito para o abdômen dele, tateando os músculos contraídos, descendo... descendo... até pousar sobre o volume na calça.
Roberto soltou um grunhido involuntário quando ela apertou. A mão pequena dela envolveu o pau dele através do jeans, medindo, sentindo a grossura, o calor, a pulsação.
"Olha, Thiago," ela comandou, a voz rouca de desejo. "Olha o que um homem de verdade tem. Não aquele graveto que você carrega."
Thiago deu um passo para trás, mas não saiu. Ele não conseguia sair. Estava preso no espetáculo grotesco e hipnótico. A mão dele desceu inconscientemente para a própria virilha, apertando-se. Ele estava excitado. O horror da cena estava alimentando uma perversão que ele nem sabia que tinha.
"Quer ver mais?" Marina perguntou, os olhos brilhando com malícia demoníaca. "Quer ver como a gente se ama?"
Ela se afastou um passo de Roberto e, com os olhos fixos nos do pai, levou as mãos à barra da regata.
"Marina..." Roberto tentou dizer, mas a palavra morreu na garganta seca. Ele não queria que ela parasse. Ele queria ver. Queria que o Thiago visse. Queria exibir sua propriedade.
Ela puxou a regata para cima num movimento único, jogando-a no chão.
Nua da cintura para cima.
Os seios dela, libertos, eram a coisa mais bonita e pecaminosa que Roberto já vira. Eram firmes, desafiando a gravidade, a pele pálida contrastando com as auréolas largas e escuras, cor de caramelo queimado. Os mamilos, eretos e rugosos, pareciam pedir para serem mordidos. O suor fino fazia a pele brilhar na luz da tarde.
Thiago soltou um gemido audível. "Puta que pariu..."
Roberto não aguentou. Ele avançou. Não como um pai abraça uma filha, mas como um homem toma uma mulher. Ele agarrou a nuca dela com uma mão, dedos entrelaçando nos cabelos castanhos, e a puxou para um beijo devastador.
Suas bocas se encontraram com violência. Dentes bateram. Roberto invadiu a boca dela com a língua, explorando cada canto, provando o gosto dela - café, menta e desejo. Marina respondeu com igual ferocidade, chupando a língua dele, mordendo o lábio inferior dele até sentir gosto de sangue.
Ele desceu a outra mão para o seio esquerdo dela, cobrindo-o completamente. Apertou com força, moldando a carne macia, sentindo o peso delicioso na palma. O polegar dele encontrou o mamilo duro e o esfregou sem piedade. Marina gemeu contra a boca dele, o som vibrando nos dentes de ambos.
"Fica," Roberto rosnou, separando as bocas por um milímetro, os olhos injetados de sangue fixos em Thiago. "Você quer ver? Então senta nessa porra de poltrona e assiste. Assiste como eu fodo ela melhor do que você jamais sonhou."
Thiago obedeceu, trêmulo, caindo na poltrona como se as pernas tivessem cedido. Ele estava pálido, suando frio, mas com uma ereção visível marcando a calça de linho.
Roberto voltou a atenção para a filha. Para sua mulher. Ele a empurrou até o sofá de couro marrom, fazendo-a tropeçar e cair de costas. O som da pele nua dela batendo no couro foi um estalo erótico.
Ele subiu no sofá, ficando de joelhos entre as pernas dela, ainda vestido. Olhou para baixo. Marina estava esparramada, peito subindo e descendo freneticamente, os seios balançando com a respiração. As pernas dela estavam abertas, o short jeans esticado ao máximo na virilha, desenhando perfeitamente os lábios da buceta por baixo do tecido grosso. Havia uma mancha escura de umidade começando a se formar ali.
"Tira," ele ordenou.
Marina levantou os quadris, desabotoando o short com dedos trêmulos. Puxou o zíper. O som do metal descendo foi como um trovão na sala silenciosa. Ela empurrou o jeans e a calcinha preta de renda juntos para baixo, chutando-os para longe.
Ela estava completamente nua.
Roberto olhou. Thiago, da poltrona, esticou o pescoço para ver.
A buceta dela era perfeita. Um monte de Vênus levemente gordinho, coberto por uma penugem castanha aparada num triângulo estreito e caprichoso. Os lábios externos eram carnudos, fechados, mas brilhantes de umidade. Um fio de lubrificação natural - *fluido de excitação* - escorria da fenda em direção ao ânus.
"Abre," Roberto comandou.
Marina obedeceu. Ela puxou os joelhos em direção ao peito, agarrando os tornozelos, e abriu as pernas o máximo que a anatomia permitia. A fenda se abriu como uma flor carnívora. O interior rosa-escuro, quase vermelho de tanto sangue acumulado, pulsava. O clitóris, inchado e proeminente, brilhava sob o capuz de pele. O buraco vaginal, úmido e convidativo, parecia piscar para eles.
Roberto não tirou a roupa. A urgência era grande demais. Ele apenas abriu o cinto, abriu o botão da calça e baixou o zíper. Enfiou a mão na cueca boxer e puxou o pau para fora.
Ele saltou para o ar, livre, balançando pesado. Dezoito centímetros de carne congestionada, grossa, veias azuis saltadas como cordas ao longo do corpo cavernoso. A cabeça, larga e em forma de cogumelo, estava num tom de roxo violáceo, brilhando com pré-gozo que gotejava do orifício uretral.
Thiago soltou um "caralho" sussurrado. A comparação era humilhante. O pau de Roberto era uma arma de guerra; o de Thiago era um brinquedo.
Roberto se inclinou sobre Marina, apoiando uma mão no encosto do sofá e a outra agarrando o seio direito dela, apertando até os dedos ficarem brancos. Ele posicionou a cabeça do pau na entrada dela.
Não houve gentileza. Não houve "estou te machucando?". Houve apenas posse.
Ele empurrou os quadris para frente num golpe seco.
A cabeça rompeu a resistência dos lábios vaginais, deslizando para dentro do canal apertado e quente. As paredes da vagina de Marina agarraram o intruso, sugando-o, moldando-se ao redor da circunferência grossa.
Marina gritou - um som alto, agudo, primitivo. A cabeça dela jogou para trás, o pescoço arqueado, tendões saltados.
"Isso..." Roberto grunhiu, empurrando mais. O corpo cavernoso entrou centímetro por centímetro, esticando-a, preenchendo-a completamente. "Toma tudo. Toma tudo do papai."
Ele enterrou até os ovos baterem nas nádegas dela. O som do impacto - carne contra carne, úmido e estalado - ecoou. Ele estava fundo. Tão fundo que podia sentir o colo do útero dela contra a cabeça do pau, uma barreira firme e sensível.
"Olha, Thiago!" Roberto gritou, virando o rosto suado e contorcido de prazer para o garoto na poltrona. "Olha onde eu tô! Olha quem tá fudendo ela!"
Thiago estava com a mão dentro da calça, masturbando-se freneticamente, os olhos vidrados na junção dos corpos. "Você tá dentro dela... puta que pariu, você tá dentro dela..."
Roberto começou a bombear.
Retirava quase tudo, deixando apenas a cabeça presa nos lábios inchados, e então socava tudo de volta com força brutal. O atrito era divino. A vagina dela era uma luva de veludo quente e molhada, apertando-o em ondas rítmicas.
A cada estocada, os seios de Marina balançavam violentamente, hipnóticos. Roberto soltou o seio que segurava e agarrou os dois, juntando-os, esfregando os mamilos um no outro enquanto continuava a foder.
Marina estava em êxtase. Ela revirava os olhos, a língua para fora, babando um pouco. "Pai... pai... fode... me arromba... ai, meu Deus, isso... no fundo... bate no fundo..."
Roberto inclinou-se mais, mudando o ângulo. Agora ele roçava diretamente no ponto G dela a cada entrada. O efeito foi imediato. Marina começou a ter espasmos, as paredes vaginais contraindo tão forte que quase o expulsavam, apenas para sugá-lo de volta com mais força.
Os sucos dela - uma mistura branca e viscosa de lubrificação natural - começaram a espumar ao redor da base do pau dele, escorrendo pelas bolas, pingando no sofá de couro. O cheiro de sexo se tornou acre, animal, inegável.
"Você gosta disso, vadiazinha?" Roberto rosnou, dando um tapa estalado na coxa interna dela, deixando a marca vermelha dos dedos na pele branca. "Gosta de dar pro seu pai na frente do namoradinho?"
"Sim! Sim!" ela gritou, a voz rouca. "Eu sou sua puta! Sua puta incestuosa! Fode! Fode!"
A degradação verbal era o combustível final. Roberto sentiu a pressão na base da espinha aumentar, o formigamento pré-orgásmico tomando conta de suas bolas.
Ele olhou para Thiago uma última vez. O garoto estava gozando na própria mão, gemendo baixo, assistindo ao pai da ex-namorada possuí-la. A humilhação do outro macho era o tempero final.
"Vou encher ela," Roberto anunciou, a voz falhando. "Vou encher ela de leite."
Ele agarrou os quadris de Marina, cravando os dedos na carne macia, e aumentou a velocidade para um borrão frenético. *Plaf-plaf-plaf-plaf*. O som era obsceno, molhado, rápido.
Marina gritou quando o orgasmo a atingiu. O corpo dela travou em um arco rígido, os pés crispados, o interior da vagina convulsionando violentamente ao redor do pau dele.
Roberto rugiu. Ele enterrou o pau até o limite máximo, prensando o púbis contra o dela, e explodiu.
O primeiro jato de sêmen saiu com tanta pressão que doeu. Ele sentiu o líquido quente e espesso sendo injetado diretamente contra o colo do útero dela. Um jatoOndas intermináveis de porra acumulada por dias de tensão.
Ele manteve-se pressionado contra ela, sentindo o pau pulsar e esvaziar, doando sua semente para o ventre proibido da filha.
Marina soluçava de prazer embaixo dele, as pernas tremendo, a buceta ainda apertando os últimos espasmos ao redor do pau dele que começava, muito lentamente, a amolecer.
O silêncio voltou à sala, quebrado apenas pelas respirações ofegantes dos três.
Roberto saiu de dentro dela devagar. O som de sucção - *shhhluuuck* - foi alto e vulgar. Quando a cabeça do pau se libertou, um fio grosso de sêmen branco e perolado, misturado com os fluidos dela, escorreu da buceta escancarada de Marina, descendo pela fenda das nádegas até o couro do sofá.
A entrada dela estava vermelha, inchada, aberta e latejante, vazando a prova do crime.
Roberto ajeitou o pau mole de volta na cueca, sem se limpar, e fechou a calça. Virou-se para Thiago, que estava afundado na poltrona, limpando a mão melada na própria camisa, com cara de quem tinha visto um fantasma e gostado.
"O show acabou," Roberto disse, a voz calma, assustadoramente normal. Ele apontou para a porta. "Agora você vai embora. E se abrir a boca pra alguém sobre o que viu aqui... bom, você sabe do que eu sou capaz."
Thiago se levantou, trêmulo. Ele olhou para Marina uma última vez - nua, suada, coberta de porra, com um sorriso de satisfação absoluta no rosto - e depois para Roberto. Havia medo nos olhos dele, sim. Mas havia também um respeito perverso. O respeito de um animal derrotado pelo líder da matilha.
"Entendi, Sr. Roberto," ele sussurrou. "Desculpa."
Ele saiu tropeçando, batendo a porta atrás de si.
Roberto virou-se para Marina. Ela ainda estava na mesma posição, pernas abertas, exibindo o estrago delicioso que ele fizera. Ela estendeu os braços para ele, os olhos brilhando com lágrimas de felicidade distorcida.
"Vem limpar, papai," ela pediu, a voz doce e infantil contrastando com a imagem pornográfica de seu corpo. "Tá escorrendo tudo."
Roberto sorriu. Um sorriso de lobo. E se ajoelhou entre as pernas dela novamente. Não para foder dessa vez. Mas para lamber. Para limpar sua marca. Para provar o gosto do seu próprio pecado misturado com o dela.
Afinal, a noite estava apenas começando.
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