Dei pra o moleque da cidade nova - Parte final

Um conto erótico de nikovskin
Categoria: Gay
Contém 5861 palavras
Data: 18/01/2026 10:16:59
Última revisão: 18/01/2026 14:02:03

Naquele sábado, minha tia foi a feira sem mim, pois se encontraria com Augusto.

Dado o compromisso a noite, meu dia girou em torno desse evento. Além do almoço e alguns afazeres em casa, não me ocupei com nada.

Thiago e eu trocamos mensagens sobre assuntos banais durante o dia e mais tarde nos mantivemos atualizados sobre nossas posições até que ele me buscasse.

Às 20h, eu já havia tomado banho e escolhia o que vestir trancado no quarto. Peguei uma camisa larga de gola, cuja estética simulava a de um time inexistente, e um short com bolsos. Vesti-me, passei um perfume com aroma atacado e calcei uma sandália de solado robusto sem cabresto. Já pronto, restava apenas aguardar o sinal.

Quinze minutos depois, Thiago mandou-me uma mensagem pedindo que o aguardasse na parada.

Me despedi da minha tia e fui. Não demorou muito para ele aparecer. Montava uma moto alta, preta. Eu não saberia dizer marca, modelo ou nada do tipo. Afirmava com certeza que tinha duas rodas, um farol e um tanque. Somente.

Ele vestia uma camisa preta sem estampa no estilo oversized e um short jeans de lavagem azul-claro. Deu-me boa noite com um sorriso largo e fez menção para que eu montasse na traseira. Respondi-lhe apressado e subi na moto, apoiado em seus ombros.

Dei sinal para que partisse e ele assentiu. Percorremos o caminho em segurança, Thiago pilotava de maneira cautelosa. Chegamos pouco mais de 15 minutos.

Além dos amigos dele — que eram em quatro — a praça estava vazia. Suas pistas os equipamentos não eram mais funcionais, o que impossivilitava o uso para o qual foi destinada. Então sería só a gente.

Desci da moto e esperei Thiago estaciona-la. Nos aproximamos da mesa onde fui apresentado a olhares atentos e curiosos. Seus nomes eram Fábio, Nestor, Wesley e Ramón. Cumprimentei a todos com um aperto de mão e um "opa, tudo bem?". Observei curioso que dentre todos, Thiago se destacava por ter a pele mais escura — além de ser o mais charmoso.

Eles foram receptivos e bastante amigáveis e logo de me apresentar o que estava a mesa: duas caixas de baralho, uma caixa de Uno, um estojo com dominós e algumas sacolas. Nelas, diversos salgadinhos, doce sortidos e garrafas geladas de 239ml de bebidas alcoólicas.

Direcionei o olhar a eles e só então percebi que Nestor já bebericava uma. O vidro azul na sua mão estava pela metade.

Quando nos acomodamos, eles foram se servindo de salgadinhos e distribuindo as bebidas. Thiago pousou a mão na minha coxa e perguntou-me se eu iria querer uma.

— Ah não, eu não bebo álcool — me desculpei.

Um coro de surpresa veio em seguida. Eles insistiram em uníssono para que eu aceitasse e por fim conseguiram me convencer a tomar um único gole, para experimentar.

Wesley me estendeu a sua, já aberta, e eu enchi a boca num gole generoso. Parecia refrigerante de início, mas depois veio um fundo muito amargo e fez minha boca salivar excessivamente.

Não quis mais e devolvi a garrafa, fazendo uma careta. Eles riram, e de solsaio.notei uma sombra de indiferença cruzar o rosto de Thiago.

A dinâmica de interação entre eles consistia em piadas e tirações. Todo o tempo. E nenhum presente saía ileso. Só pegavam leve quando se voltavam a mim. Fiquei grato por minha excelente habilidade de adaptação social, que me permitiu participar das conversas sem parecer um bloco de concreto deslocado.

Os assuntos variavam. De garotas e esportes a coisas obcenas e desafios absurdos. Eles não se limitavam a ocupar somente a mesa em que estávamos; levantavam-se, pulavam de um canto a outro, se empurravam e carregavam uns aos outros no colo. Além de gargalharem e falarem muito alto.

Os que mais beberam foram Nestor, Wesley e Fábio. Thiago bebeu somente duas, seguido por Ramón, que voltaria pilotando.

— Achei que cê bebesse mais — comentei curioso.

— Hoje não tô pra álcool — sorriu amarelo e dispersou o assunto.

Ele constantemente se certificava de que eu estava confortável e garantia minha participação na maioria dos assuntos. Apesar de estar contente, eu já começava e sentir-me socialmente esgotado.

Se passava das 22h40 quando decidimos ser a hora de parar. Os últimos ônibus da linha noturna começariam a passar. Nestor e Fábio embarcariam em um dali a 20 minutos. Recolhemos as coisas, embalamos os lixos e descartamos na lixeira mais próxima.

Nos direcionamos para a rua de saída do skatepark e nos despedimos.

Ramón subiu na moto com cautela e avançou rua acima até sumir depois da ladeira.

Felipe e Nestor seguiram para a direita, pelo caminho mais seguro até a parada. Eles chegariam em cerca de 10 minutos.

Thiago, que conhecia os arredores melhor do que eu, me direcionou para o lado oposto. Uma de suas mãos pousou em minha nuca e me guiou para a esquerda.

Percorrido alguns metros, ele falou acanhado.

— Foi mal se a zuada da galera te azucrinou, mano.

— Ei, nada disso. Relaxa. Eu sou o intruso. Não cabe a mim se incomodar com algo. Além do mais, eles são bacanas.

— Que bom então — Thiago pareceu aliviado.

O intuito da conversa me soava vago, então resolvi questiona-lo.

— Onde estamos? — perguntei, soando mais paranóico do que curioso.

— Estamos no arredores da Praça Verde. Seguiremos por essa rua asfaltada até o topo, enrolaremos a esquerda, depois direita, percorreremos dois quarteirões e chegaremos na parada dos ônibus da linha da madrugada. Essa rota se inicia as 23h40, aguardaremos pelos arredores até que o primeiro passe. Você sobe na um-zero-cê e desce na outra lateral do seu quarteirão. Entendeu?

Eu havia entendido, mas fiquei preocupado com o horário. Chegaria em casa depois da 00h. Torci para que minha tia não virasse uma fera quando eu falasse a ela.

— Entendi sim.

— Relaxa, vai dar certo — Ele esbarrou o ombro direito no meu.

Já havia se provado algumas vezes que Thiago parecia inventar pequenos pretextos para me tocar. Como da vez em que jogávamos na sala de casa e ele esbarrava seu pé em mim "acidentalmente", ou quando tentei descer na minha parada e ele enroscou nossas pernas dificultando que eu passasse. Houve outros exemplos, uns menos sutis que outros, além das vezes em que andamos próximos e sua mão esbarrava na minha coxa, na minha bunda ou até mesmo na minha própria mão.

E honestamente estava longe de ser um problema para mim.

Fitei seu rosto com uma expressão suave e, devido a proximidade, o encontrei a um palmo de distância do meu.

Seus olhos se estreitaram em direção ao nariz, fitando minha boca e um brilho astuto cintilou sob as sobrancelhas espessas. Vislumbrei minúsculas sardas marrons polvilhadas sobre o bronze jovem de seu rosto; seus lábios, umedecidos com a língua, reluziam um brilho molhado. Estavam entreabertos, mostrando parcialmente seus dentes frontais.

Eu inspirei profundamente respirando seu hálito. Seu olhar retornou aos meus e pude notar seu rosto se diluir em uma expressão safada. A partir dali, os toques de Thiago se tornaram mais ousados e ele começou a se comportar de uma maneira quase predatória.

A atmosfera em nossa volta se tornou quase magnética, como se deixasse claro que havia algo urgente e contido nos rondando.

De vez em quando, os nós dos seus dedos se metiam entre os meus e os acariciava. Ou seu braço rodeava minha cintura e me desviava de um obstáculo invisível.

Tão intocável era a construção do que estava acontecendo que eu não ousei questionar coisa alguma. Thiago mostrou estar consciente do que pretendia, portanto me deixei a mercê de seus passos astutos.

Já seguíamos por uma avenida comprida, escassa de luz e movimento, logo depois de termos dobrado à direita. À esquerda, notei alguns amontoados de estabelecimentos fechados, além de postes danificados e um ou dois terrenos baldios. Nós dois seguíamos pela direita, por uma calçada que acompanhava toda a extensão de um longo muro, repleto de buracos e aberturas de diversos tamanhos. Por detrás dele, árvores altas e fartas se projetavam noite acima, comprometendo a iluminação dos poucos postes restantes.

Caminhamos por mais alguns metros até que que Thiago se remexeu inquieto. Notei que buscava por alguma coisa com o olhar curioso.

— Ei, vou precisar parar pra dar uma mijada — anunciou fingindo vergonha ao nos aproximarmos de um pedaço aberto do muro. Bastou que eu o fitasse para levar a mão a redor do próprio pau e segurar, tornando nítido o porte guardado.

Torcia para estar soando o mais natural que podia, levando em consideração que eu estava diante da situação mais sexual que havia vivenciado até ali. Respondi após um pequeno esforço:

— O bacana de sermos homens é que podemos mijar em qualquer canto. Se enfia no meio de alguma árvore dessas, bota pra fora e se alivia.

Observei Thiago se aproximar de um pedaço caído do muro e esticar o pescoço para dentro.

Seus movimentos eram cautelosos, movidos por uma intenção velada.

— Tem o risco de passar ninguém não, né? — Perguntou despretensiosamente, varrendo os arredores com um olhar atento.

— Posso garantir que não há nem menção do perigo de alguém passar aqui. — Acompanhei seu olhar e uma sombra de medo passou sobre meus rosto.

— Tu num tá com vontade também não? — Perguntou Thiago, como um gato ensaiando o bote.

Eu neguei, por medo do oculto. Um breve nervosismo do que poderia vir a seguir me chacoalhava.

— Então me espera aqui, qualquer coisa me chama.

Fiz que sim com a cabeça, e, não sei se devido ao frio ou a adrenalina, ela balançou mais vezes do que eu pretendia.

Me escorei no muro quando Thiago sumiu no escuro. Pude ouvir seus passos estalando galhos secos e folhagens seguido por um breve silêncio enfeitado pelo tilintar de uma fivela. E então o som de um jato líquido esburacando o chão e respingando ruidosamente na vegetação ao redor.

Enquanto o aguardava, me peguei experimentando o arsenal de sensações que percorriam o meu corpo. A adrenalina pareceu aguçar todas as outras sensações. Senti picos intensos de alegria, empolgação, sono e até mesmo medo, isso em um pequeno intervalo de 15 segundos.

Medo.

Me passou pela cabeça o quão mórbido seria se eu fosse morto bem ali, no escuro, inocentemente, estando longe de casa, aguardando obediente ao lado de uma brecha escura por um moleque cafajeste que fazia um carnaval na minha cabeça.

Afastei o pensamento depressa. Eu não podia morrer. Eu não ia, na verdade. Estava apenas desocupado e a mercê de pensamentos intrusivos.

Um assobio curto cortou abruptamente meus devaneios, como uma flecha. Meu corpo reagiu de imediato. Os pelos da minha nuca se eriçaram. Meu coração palpitou na boca da garganta e um sabor amargo se espalhou na minha boca.

Eu estava para ter um treco quando ouvi meu nome escapulir baixinho por trás do muro.

— Levi — Como o farfalhar do vento —, vem cá.

— Thiago? — Chamei baixinho buscando confirmação.

— É, vem aqui — Vi sua silhueta fantasmagórica surgir na beira do muro.

Fiz o mesmo trajeto que ele percorrera minutos antes e o segui. Galhos e folhas secas crepitavam sob meus pés a cada passo, até que parei instintivamente em um local próximo ao muro onde respingos escuros se destacava na areia. Olhei ao redor procurando ajustar os olhos ao escuro, até que me dei conta de que aquilo se tratava claramente de um terreno abandonado, coberto por vegetação alta e diversa.

Os poucos espaços e caminhos entre os matos pareciam formados por pessoas, na intenção de se aliviarem de suas necessidades biológicas e outras mais. Sacos plásticos, papéis higiênicos e incontáveis preservativos usados tornavam as coisas mais óbvias.

Gostaria de dizer que senti nojo, que repudiei o que via ou qualquer besteira puritana dessas, mas eu me senti num abatedouro. Os resquícios no chão esbanjavam virilidade, masculinidade, sede por alívio sexual.

Thiago chegou perto de mim. Tão perto quanto minutos atrás, quando nossos ombros se esbarraram.

— Tá ligado o game que te venci? — Perguntou com cautela.

— T-tô sim.

Me senti ridículo ao perceber que gaguejei. Mas ele pareceu nao notar. Ou simplesmente não se importou.

— Eu... já escolhi o prêmio.

Deus mais dois passos incertos em minha direção e pude sentir seu volume duro empurrar minha mão. Seu hálito enevoou minha bochecha.

Um calor lascivo subiu meu braço, inflamando meus pensamentos.

— Ah é? — Minha voz tremeu quando ele fez o fez pulsar.

— Eu queira que tu liberasse pra mim.

Foi curto e direto. Assim, sem o menor arrodeio. Ainda que eu tivesse percebido um nervosismo sutil.

Resmunguei um gemido, tentando soar afirmativo. Mas eu queria ouvir de novo. Da primeira vez, ficara presa na aba da orelha e se recusado a entrar. Eu queria a certeza de que eu era o alvo de seu desejo.

— Eu babo em tu desde o dia em que tu me comeu com os olhos na parada do instituto — acrescentou manhoso.

Ele não precisava dizer mais nada. Se assim quisesse, poderia me despir completamente e me predar ali mesmo. Eu não relutaria um instante sequer.

Mas ele não quis. Se limitou a segurar minha mão esquerda, como um cavalheiro, e a grudou tal qual uma garra ao redor da sua ereção.

Era bastante quente e os relevos da sua estrutura eram nítidas ao toque. Mesmo tremendo, eu tateei firmemente. O cumprimento era satisfatório, se encaixava na média e não parecia que me machucaria. Era reta, com espessura uniforme e a glande protuberante. Pude ouvi-lo arfar baixinho contra meu ombro enquanto eu o apertava.

— Vamos entrar mais, aqui é muito exposto — pediu baixinho enquanto esfregava sua bochecha na minha.

Eu assenti.

Ele desgrudou minha mão do seu pau e a segurou, me puxando mato a dentro. Ouvi um tilintar de chaves e então uma luzinha azul vagabunda despontou caminho a frente. Era uma daquelas lanterninhas baratas de camelô.

Conforme entravamos, a vegetação ia ficando menos densa. Meu corpo vibrava em alerta, eletrizado pela adrenalina. Cada passo desencadeva espasmos de empolgação.

Eu não via os arredores com clareza, contudo seguia firme confiando em Thiago.

Caminhamos ansiosos até que o muro já não estivesse mais a vista. Nos deparamos com o galho arriado de um grande arbusto, sob o qual uma espécie de gruta havia naturalmente se formado. Um emaranhado de folhas, galhos e cipós conferiam ao espaço um teto e uma meia-parede.

Concordamos silenciosamente que o lugar seria aquele.

Thiago largou a mochila no chão e se voltou para mim. Eu estava petrificado.

Ele se aproximou sem floreios, agarrou minha cintura e me colou em seu corpo.

A ponta do seu nariz percorreu da linha da minha mandíbula até o pescoço, onde senti sua boca se abrir e conferir ao local um chupão. Sua respiração aumentou o ritmo e ele passou a arfar forte conforme beijava minha pele.

Com a mão direita, ele agarrou minha nuca e abocanhou meus lábios. A pouca experiência que eu tinha foi encoberta pelo que Thiago sabia fazer com a língua: enfiava fundo na minha garganta e, ao retirar, sugava firme entre os dentes meu lábio inferior. Não demorei para conseguir pegar o ritmo e logo imitar seus movimentos.

Ele me beijava com fome e sede, tateando todo o meu corpo trêmulo enquanto me apertava com força em lugares excitantes. Sua boca não se detinha apenas em me beijar. Ele sugava e mordia avidamente meu pescoço, meu peitoral, meus ombros, isso tudo enquanto esfregava ritmadamente seu pau em minha virilha.

Comecei a sentir a boca inchada e em seguida dormente. Segurei seu rosto entre as mãos e o afastei, fazendo sinal para respirar. Ele entendeu.

Seus lábios estavam com o rosa mais vivo, quase roxos. Confesso que não me contive com a visão e deslizei a língua sobre sua boca, como se lambe um sorvete.

Ele sorriu e me deu uma sucessão de beijinhos rápidos.

Sua mão direita subiu até a minha — que permanecia em seu rosto — e a segurou. Em segundos, ela já estava envolta no mastro de carne dentro da sua cueca.

Estava úmido, e o calor era maior. Tateei as cegas até chegar na glande, onde meus dedos escorregaram. Arregalei os olhos involuntariamente ao perceber o quanto estava babando.

Deslizei o polegar em movimentos círculares repetidas vezes na cabecinha, enquanto via seu rosto se contorcer bem na frente do meu. Thiago continha os gemidos, o que me provocava cada vez mais excitação.

Em um movimento súbito, sua mão retornou rapidamente a minha nuca e eu percebi que ele estava me forçand para baixo. Quase em desespero.

— Bota na boca, vai — pediu em um sussurro falho.

Aproveitei a mão em sua cueca e puxei sua roupa para baixo, expondo seu pau que pendeu duro para baixo.

Olhei atento e deslumbrei um pênis circuncidado, com corpo reto, veias salientes e uma cabeça arroxeada e reluzente — da mesma tonalidade que seus lábios exibiam quando descolaram dos meus mais cedo. Do umbigo, descia uma trilha de pelos recém-aparados que conduziam ao monte público, onde se amontoavam em provocação. Era lindo, apetitoso. Parecia feito para ser devorado.

Salivei quando por fim vi o doce que fantasiava há duas semanas. Instintivamente me pus de joelhos, ficando a altura daquele pêndulo babão.

O segurei próximo ao meu rosto e inspirei. Um cheiro gostoso de suor recente inundou minhas narinas junto a um aroma rançoso de esperma.

Senti sua mão agarrar o topo do meu cabelo e erguer meu rosto para cima. Acima de um farto par de peitos, fitei um olhar sedento adornado por um rostinho safado. Ele segurou o próprio pau e deu-me três lapadas no rosto.

— Toma pirocada, ó — ele salivava, contraindo os lábios num bico distraído, como se a boca se moldasse sozinha na forma da letra "Ó".

Com a cabecinha babada, ele deslizou sobre meus lábios, melando-os como se fosse batom. Logo depois, senti seu polegar tocar minha boca gentilmente, insinuando que eu a abrisse. Obedeci com um silencioso "A" e seu dedo avançou até enganchar em meus dentes, onde senti uma pressão sutil exercida para baixo, forçando com cautela uma abertura maior.

Abri mais a boca e pareceu suficiente. Antes mesmo que eu me acostumasse com o espaço, senti seu pau invadir.

O sabor me intrigou, mas não me surpreendeu. Em minhas próprias punhetas eu já havia experimentado aquele líquido e não era mais que um ranço salgado. Mas a textura era espetacular. Era como uma geleia rígida escorregando sobre minha língua.

— Relaxa a língua e não usa os dentes, combinado? — ele pediu ao perceber que eu não era experiente. Apesar disto, estava disposto a ser compreensivo.

Assenti, com ele ainda na boca, e me esforcei para fazer meu melhor.

Tentando imitar os vídeos pornôs que eu costumava ver, comecei a sorvar com avidez, sugando e expelindo, até deixa-lo completamente lubrificado. Houveram uma ou duas vezes em que tentei engolir até a garganta, mas me engasguei estupidamente, o que fez ele rir.

Retornei a zona segura da mamada e me mantive por alguns minutos até que o tirei da boca. Com as mãos meladas da minha próxima saliva, lambuzei toda sua região escrotal e iniciei uma punheta escorregadia, daquelas que produzem um barulho delicioso.

Seus gemidos começaram a escapar mais descompassados, quase espremidos, quando ele segurou minhas mãos abruptamente e afastaram de seu pau. Ergui a visão até seu rosto e o contemplei se contorcer em uma expressão de prazer.

— Não, não, não... calma ai, garotão. Não quero gozar agora. — Ouvir a sua voz rouca falando daquela maneira me levou a êxtase. — Vem cá.

Ele me ergueu pelos braços, enxugou com a mão direita a baba em minha boca e me beijou. Segurando meus quadris, ele conduziu-me até um tronco semioculto por trás do arbusto. Quando nos encostamos, ele virou-me de costas para si e apoiou-me contra o tronco.

Senti seu pau cutucar minha bunda por cima do shorts. Tentei puxar minha roupa para baixo, mas estava afobado demais e não obtive sucesso.

Percebendo a intenção, Thiago enfiou os dedos no cós frontal do short, abriu o botão e num rápido movimento a peça já estava caída sobre meus tornozelos. Ele também pediu permissão para remover a cueca, a qual concedi, apesar de relutante.

Agora nu da cintura para baixo, meu coração batia de maneira aloprada. Eu podia sentir as pulsações desreguladas de qualquer parte do meu corpo. Em virtude disto, cada pedaço de pele meu estava atipicamente sensível. A brisa mais sutil seria capaz de me causar tremeliques.

Thiago tomou ciência disso. Senti suas mãos quentes subirem minhas costas, deslizarem descendo por minha cintura e pararem firmes sobre meu quadril.

— Tá tremendo? — perguntou em um sussuro.

Não respondi a tempo de evitar que um gemido manhoso cortasse meus lábios no instante em que seu pau escorregou sem cerimônia para o meio das minhas pernas.

Seus braços serpentearam minha barriga e se enroscaram em meu torso. Senti sua boca abocanhar meu trapézio e sua respiração se tornar pesada, como a de um bicho. Por extinto do tesão, comecei a rebolar contra sua virilha.

— Shhh, só relaxa. Vou te ensinar a me saborear certinho.

Então, por fim, isso era sexo? Esse "esfrega-esfrega" quente, molhado e escorregadio que delirava a cabeça e colocava o corpo em frenesi?

Com as costas coladas na minha, Thiago iniciou um movimento lento e ritmado de vai e vem. Olhei para baixo só para perceber a cabeça arroxeada do seu pau despontando e se retraindo logo abaixo do meu escroto. Parecia não ser possível, mas ele babava mais a cada estocada, tornando o deslize tão fluido quanto líquido puro.

Suas mãos se desenroscaram de mim e subiram até meus peitos. Cercando uma certa pressão em meus mamilos, ele tentou torce-los gentilmente, mas estava seco.

Num movimento rápido, ele desceu a ponta dos dedos até a própria glande e retornou com eles lubrificados. Quando repetiu o movimento, agora de maneira mais promissora, senti dois núcleos serem ativados simultamente, enviando ondas frenéticas por todo o meu corpo. Eu gemia beirando o escândalo. Que sensação magnífica.

Com beijos lentos e úmidos no meu pescoço, orelhas, nuca e trapézio ele passou a alternar a cadência do movimento de quadris: ora se movimentava como louco, ora suavizava as estocadas até quase parar.

Nos mantivemos assim por minutos incontáveis. A eternidade teria passado naquele instante e eu não a notaria. Quando ficou satisfeito, Thiago foi diminuindo o movimento aos poucos, até que parou e desencaixou o pau das minhas pernas com um estalo molhado.

Gemi um protesto involuntário quando o senti afastar-se.

— Vem cá — ele me puxou para dentro da gruta.

O observei se ajoelhar um instante diante da mochila e remexer dentro dela.

Era extremamente prazeroso para mim observar como eu estava a mercê do prazer de Thiago. Até ali, ele havia me jogado de um lado para o outro, me virado de cima para baixo e quase me virado do avesso.

Um lençol?!

Olhei espantado para um amontoado de pano em suas mãos. Ele se ergueu e pisoteou de qualquer jeito uma região de vegetação rasteira, formando uma espécie de cama amassada. Em seguida, estendeu o lençol por cima e me indicou o local com um sorriso triunfante.

Tudo isso durou menos de quarenta segundos, e, num instante, eu já estava com o rosto afundado contra o tecido e com a bunda empinada para o alto, sustentada por suas mãos.

De relance, o vi posicionado de joelhos atrás de mim. Seu corpo se curvou em minha direção e eu fechei os olhos. No instante em que o senti cobrir meu buraco com sua língua e em seguida sorvar ruidosamente, eu fiquei grogue.

Quem me olhasse no rosto naquele momento, me veria babando de tanto prazer. E por "babando" eu quero dizer que água saia da minha boca em cascatas!

Thiago se pôs a fazer movimentos rápidos para todas direções, intercalando entre lábios, lingua e dentes. De mordiscadas a chupões violentos, pude sentir que ele marcava toda a minha bunda. Em certos momentos, senti sua cara enterrada entre minhas nádegas enquanto suas mãos as separava. Naquela altura, eu já estava completamente entorpecido pelo prazer e ele sabia. Ele parecia me ler inteiramente. Conseguia prever minhas intenções e preditava minhas reações.

Quando decidiu que eu já estava lubrificado o suficiente, começou a usar o polegar com intensidade, massageando a minha entrada. O sentia deslizar para dentro e sair no mesmo segundo. Meu cu contraía descontroladamente sob a manipulação dos seus dedos, implorando para ser invadido. Não importava qual fosse a parte que ele meteria, eu só precisava que fosse logo.

— Por favor, me come — implorei manhoso, forçando meu quadril para trás na intenção de que seu dedo escorregasse por completo para dentro de mim.

Ele agarrou meu pescoço e me colou de costas em seu peito. Senti seu coração palpitando no mesmo ritmo que o meu.

— Fica quietinho, fica — ordenou baixinho ao pé do meu ouvido. — Eu vou te preparar da maneira que eu gosto, na hora em que eu quiser, aí sim te como, beleza?

Assenti revirando os olhos.

Com um movimento ágil, Thiago me soltou e me virou de costas contra o chão, encaixando suas coxas sob as minhas — a célebre “posição de frango assado”.

Ao perceber que eu ainda estava desnecessariamente vestindo uma camisa, fez uma careta retorcida e a tirou com gentileza.

Agora completamente nu, senti seus braços deslizarem sob meu tronco e me erguerem, colando meu corpo ao dele. Enquanto sua boca se prendia ao meu mamilo esquerdo, minhas mãos deslizaram por suas costas, agarraram-se em sua nuca e, com os dedos enroscados em seu cabelo, pressionaram ferozmemte seu rosto contra meu peito.

Seus gemidos intensos passaram a se misturar com uma respiração abafada, e ouvir aquilo foi um verdadeiro deleite para meus ouvidos. Meu corpo jamais havia experimentado tantos prazeres ao mesmo tempo, afirmo com convicção.

Thiago beijou, mordeu e chupou todo o meu peitoral, deixando um rastro de manchas roxas onde sua boca passava. Sua glande, gelada de baba, se contorcia inquieta no meio das minhas nádegas. Passei a rebolar estrategicamente, na esperança de que ela me invadisse "por acidente".

Percebendo minha intenção, ele se apossou da minha bunda com as mãos e enfiou lentamente dois dedos em mim. Em resposta, eu rebolei com mais empenho.

Fitei-o no rosto e encarei a luxúria cintilar no fundo dos seus olhos. O seu rosto juvenil brilhava de suor. Sua boca se recusava a fechar, entreaberta pelos gemidos ritmados. Baba escorria pelo lábio inchado. Minha mente girava.

Suguei sua boca com voracidade, inspirando o ar que saía por suas narinas. Experimentei ainda retribuir a torção nos mamilos, o que o fez morder com força minha boca.

Retomando o controle, Thiago me arrancou de seu quadril e fez menção para que eu deitasse e mandou que eu empinasse a bunda. Senti um tapa queimar em cada uma de minhas nádegas no momento em que atendi o comando e em seguida suas mãos as separaram.

Ouvi o som inconfundível de uma escarraga e então uma jatada molhada pousou diretamente no alvo pretendido. No meio do meu cu. A cusparada começou escorrer mas ele a deteve com a cabeça do próprio pau e a recolocou no lugar necessário. Ali, passou a pincelar com pressão.

Beirei a loucura quando ele ainda se demorou deslizando entre meu vinco intergluteo até finalmente forçar entrada.

Forçar não seria bem o termo correto, dado a facilidade com que senti a pontinha da sua glande — aquela onde desponta a fenda da uretra — se acomodar com precisão nos primeiros centímetros do meu cu. Entretanto, nem mesmo a quantidade excessiva de baba impediu a dor lancinante que me aferiu quando o restante da glande me invadiu de súbito e se acomodou, oculta.

Recolhi-me num salto, afastando-me dele.

Eu sentia como se estivesse literalmente arregaçado. Nenhuma dor que eu sentira até então se comparava aquilo. Era como se uma faca quente entalhasse profundamente uma maldição. Eu queria chorar e arrancar aquilo para longe.

Thiago foi compassivo. Suas mãos acalentaram minhas costas e ele sibilou um "shhh" tenro ao notar que havia me machucado. Desculpou-se em um tom manhoso e perguntou se estava confortável para continuar.

Inferno! Que dor maldita!

Mas que prazer luxuoso. Aquela dor aguda, jamais experienciada, havia sido causada pela cabeça pulsante daquele moleque filho da puta.

Contraí os músculos anais algumas vezes para dissipar a dor e respondi que sim a sua pergunta no instante em que me senti confiante para retomar.

Voltei a posição e me arreganhar para ele.

— Sei que dói bastante mas vou devagar e te compenso, prometo — ele confidenciou no meu ouvido.

Pronto para a segunda tentativa, reagi atentamente aos seus pedidos para relaxar e enfim consegui tornar confortável e prazerosa a invasão daquele mastro.

Foquei nos relevos do seu pau deslizando cada vez mais fundo dentro de mim, pedaço por pedaço. Senti o momento exato em que chegou ao fim, pois senti uma presença larga em um local que jamais imaginei ser possível sentir algo. Eu também senti seu saco suado grudado em minha bunda.

Ele se deteve alguns longos segundos até que eu me acostumasse com o invasor. Enquanto eu respirava, senti ele aumentar rapidamente de volume dentro de mim. A sensação me arrancou um gemido manhoso.

— O que é isso que você fez? — Arfei.

— Isso? — Ele repetiu três vezes.

— É! — Quase berrei.

— Tô pulsando a pica — E repetiu uma outra. — Gosta?

Afirmei com um gemido e o ouvi gargalhar sem ruído.

Thiago começou a se movimentar dentro de mim repetindo os movimentos que havia feito entre minhas pernas. Cumprindo com o prometido, ele começou devagarinho. Suave. Quase como uma massagem. Ele retirava de dentro até restar somente a cabecinha e em seguida enterrava de uma vez, espremendo as bolas contra minha bunda.

À medida que eu relaxava, ele intensificava o ritmo das estocadas. Bastou que me percebesse completamente entregue para se soltar de vez. Thiago passou então a me estocar com força, colidindo sua virilha contra minha bunda em estalos audíveis.

Eu sentia cada centímetro do seu pau me moldar por dentro. A cada estocada, ele cravava mais e mais fundo o formato daquela massiva tora de carne. Eu fui tomado por sensações alucinantes. Queria rir, chorar, gritar, morder algo, engolir rios, gemer aos berros e dizer que o amava. O prazer enlouquecia cada átomo do meu corpo.

Me sentia vazio e fraco quando ele retirava todo o pau de dentro de mim, mas durava somente até o momento em que ele o injetava outra vez, bem fundo, penetrando as entranhas. O barulho dos nossos corpos em atrito e suor me deixava em delírio.

Nos devoramos nessa posição por um tempo, até que ele meteu fundo uma última vez e se demorou, como se estivesse despedindo-se. Em seguida, o arrancou de mim com um estalo. Plóp

Quando descolou de mim, Thiago pediu-me uma sugestão para a próxima posição.

Eu queria vê-lo. Queria assistir o tesão acariciar sua face enquanto o prazer lhe feria a garganta, lhe arrancando gemidos. Pedi a ele portanto que se deitasse de peito para cima e me deixasse montar nele.

Ele recebeu a sugestão com um sorriso safado e se esparramou de costas para o chão. Com os braços estendidos para trás da cabeça, escancarou as pernas em plena exibição e seu pau apontou para os céus como um obelisco reluzente. A composição era perfeita: seu corpo adotara a forma de uma escultura masculina da antiga Grécia.

Puta que pariu, que garoto canalha.

Eu poderia ter gozar sem me tocar, somente admirando aquela aparição pecaminosa iluminada pela luz prateada da lua.

Me esgueirei sobre ele como quem montasse um cavalo, prendi sua cintura com minhas pernas e pousei as mãos em seus peitos — não apenas pousei: eu enchi as mãos com aquelas protuberâncias macias e suculentas. Ajustei minha bunda, busquei firmeza e sentei lentamente em seu pau. Uma vez penetrado por completo, comecei a rebolar em ritmo constante.

Admito com franqueza que fiquei fascinado com a carinha safada de Thiago: olhos revirando, a boca entreaberta em gemidos firmes e um sorriso safado, enquanto as sobrancelhas contrariam-se.

Cavalguei nele com intensidade, agarrado em seus cabelos. Tive que me controlar para não gozar incontáveis vezes, mas chegou um momento em que qualquer respiração mais intensa tinha o potencial de me levar ao orgasmo final.

— Thiago, eu preciso gozar. Meu corpo implora tanto quanto te deseja.

A última frase o fez rir olhando em meus olhos. Seu cabelo estava bagunçado, seus olhos, antes ávidos, agora se deixavam pesar pelo cansaço e seu peito subia e descia, marcado por uma uma respiração ofegante.

— Eu também — admitiu numa gargalhada baixa.

Deu-me um selinho tenro e por fim o senti erguer o quadril. Para cima e para baixo. Socando em mim outra vez. E outra vez. E de novo. Firme e fundo. Até que seus dedos fincaram a carne das minhas nádegas, as separou, e então ele intensificou a constância, estocando com voracidade. O que o dominou naquele instante foi quase animalesco, primitivo.

Meus quadris já não me sustentavam mais, eu estava exaurido. Minhas pernas começaram a falhar, fracas.

Foi quando um gemido gutural escapou de sua garganta. Ele me segurou sentado e se contraiu sucessivas vezes. Senti pulsações sequenciais despontando dentro de mim enquanto seu quadril me jogava para cima. Seus gemidos e e solavancos diminuíram gradativamente, como se o prazer se dissolvesse no silêncio.

Sem sequer nem me tocar, meu corpo foi tomado por solavancos e um prazer intenso inflamou meu corpo inteiro. Eu esporrei jatos grossos de leite na cara e peitos dele.

Thiago riu satisfeito, lambendo meu rosto como um cachorro contente.

— Porra — eu arfei. — Fugi da sina que afirma que a primeira vez é sempre entranha. Isso foi...

— Fenomenal — ele acrescentou.

Assenti, esfregando a ponta do meu nariz no seu.

Não deixei que Thiago o retirasse de dentro de mim. Queria senti-lo puramente — recolhido, no cru. Aguardamos pouco mais de um minuto até que ele ficasse flácido e então meu próprio corpo o expeliu.

Ele me envolveu com os braços e me puxou para deitar sobre seu corpo. Não me importei com a gosma recheando nossos peitos.

Senti seu nariz enterrado em meu cabelo e seus dedos acariciarem minhas nádegas, suavemente. Um de seus dedos desceram até minha entrada arregaçada e a massageou. Estava absurdamente sensível, agora que a adrenalina começava a se assentar.

— Relaxa e põe pra fora.

Respondi ao seu comando e pude sentir um líquido quente e constante escorrer de dentro de mim. Era seu esperma. Sua marca. Eu havia sido inseminado.

— Minha comida favorita vai ser você pelo tempo que me permitir.

Não pude evitar uma risada e por fim concordei.

Nos levantamos devagar e nos limpamos com papéis que (pasmem) ele tinha armazenado na mochila. Recolhemos tudo o que espalhamos e nos preparamos para deixar o local.

Não foi possível desfazer a cama no mato amassado, que agora estava mais acentuada. Como um ninho. Um ninho de amor. O único resquício.

Cambaleei um pouco enquanto caminhava, em virtude da dor na virilha e o cu esfolado.

Um prazer que meu corpo me confidenciou foi o de comprimir os músculos interiores, provocando a tona das lesões . A sensação me lembrava o que a entalhou ali e então eu sorria, contente.

A luz prata da lua amarrou as cordas e encantou o feitiço. Uma gota de cera das estrelas selou o ato.

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