Era Giulia, uma das minhas melhores alunas. Inteligente, segura de si, provocante na postura e orgulhosa do próprio caminho. Sempre foi dona de si, mesmo quando ainda estava na escola. Ela me encarou por alguns segundos antes de falar, sem rodeios, com a voz firme:
— Acho que a gente precisa conversar. E não… não é como professora.
Naquele domingo quente em Contagem, MG, eu estava surpresa. Uma das minhas alunas tinha em mãos um conteúdo que poderia facilmente acabar com a minha vida. Sem pensar duas vezes, respondi que precisávamos conversar de mulher para mulher, só nós duas. Ela balançou a cabeça em concordância. Olhei para os três meninos e disse para eles me esperarem do lado de fora do ferro-velho
Após um tempo em silêncio, Giulia finalmente me olhou e disse, com uma calma que não combinava com a situação:
— Professora, eu não tenho nada contra a sua vida. Com quem você se relaciona, quantos amantes tem… isso não é da minha conta.
Ela engoliu seco antes de continuar:
— Mas eu precisava de dinheiro. Meu pai deixou uma dívida com um agiota, e a cobrança já tinha passado de ameaça. Naquele dia, no parque, eu vi o que você fez com aqueles homens. Todos adultos. E, sem pensar, gravei tudo.
Na hora, me veio à cabeça tudo o que eu já tinha ouvido sobre Giulia: órfã de mãe, criada por um pai bêbado, viciado em apostas, que nunca soube protegê-la de nada. Ela não era má. Estava acuada.
Eu a encarei não como aluna, mas como mulher. Como alguém que, assim como eu, havia cruzado uma linha sem volta. Disse que iria ajudá-la a pagar a dívida. Que resolveríamos aquilo juntas.
Giulia me abraçou forte, aliviada, quase tremendo.
Mas, no instante em que senti seu corpo colado ao meu, algo dentro de mim se contraiu.
Um arrepio percorreu minhas costas.
Meu pensamento foi imediato e perturbador:
Foi simples demais.
E quando algo é simples demais… o preço sempre vem depois.
E eu sabia, no fundo, que aquela ajuda não terminaria apenas em dinheiro.
Saí dali e fui direto para o meu carro. Decidi que o acordo com Giulia ficaria apenas entre nós duas. Antes de ir embora, disse aos homens que não precisavam se preocupar com nada, que aquilo estava resolvido. Eles aceitaram sem questionar, como quem prefere não saber demais.
Naquela mesma tarde, Breno me ligou. A voz distante, prática.
— Não vou voltar pra casa na segunda. Vou ficar mais uma semana na casa dos meus pais.
Desliguei sentindo um misto de alívio e vazio. Era o espaço que eu precisava… e talvez mais do que isso.
Fui ao banco, saquei cerca de dez mil reais e liguei para Giulia. Ela atendeu rápido, nervosa. Passei para buscá-la pouco depois. No carro, quase não trocamos palavras. O silêncio dizia mais do que qualquer explicação.
Quando chegamos à casa do agiota, Roger nos recebeu na porta. Um homem alto, olhar frio, sorriso torto. Ao lado dele, dois outros homens — seus capangas — observavam tudo em silêncio.
Roger me analisou de cima a baixo, demoradamente, como se me medisse. Depois apontou para Giulia e disse, num tom seco:
— Era pra ela ter vindo sozinha.
Então seus olhos voltaram para mim. O sorriso se alargou, carregado de algo que me fez gelar por dentro.
— Mas agora que você está aqui… — ele fez uma pausa calculada — talvez a gente renegocie esse acordo.
Senti o peso daquele olhar me atravessar.
Naquele instante, entendi que o dinheiro talvez não fosse a única coisa que ele esperava receber.
Ele me encarou por alguns segundos que pareceram longos demais. Então se levantou devagar e se aproximou, encostando as mãos no meu corpo com uma intimidade forçada. O ar ficou pesado.
Roger lançou um olhar rápido para os capangas e disse, num tom frio:
— Já que você se ofereceu pra vir, é você quem vai pagar essa parte do acordo.
Apontou para Giulia.
— Se negar… ela assume o preço.
Giulia deu um passo à frente, desesperada.
— Eu sou virgem! — gritou, quase em pânico.
Aquela afirmação me atingiu de surpresa. Não combinava em nada com tudo o que eu já tinha ouvido sobre ela. O medo em sua voz era real, cru, sem defesa.
Respirei fundo, encarei Roger nos olhos e disse, com a voz firme apesar do coração acelerado:
— Eu aceito.
O sorriso dele foi lento, satisfeito.
E naquele instante eu entendi que tinha cruzado um limite do qual não haveria retorno
Ele me levou para um quarto luxuoso e não perdeu tempo. Sem remediar, retirou minha blusa e logo após a calça jeans. Em seguida, me deitou de costas na cama. Em excitação, passou a fazer movimentos com os dedos em minha buceta. Eu já estava acostumada após os últimos dias com os três rapazes, mas aquele homem de quase dois metros de altura sabia usar cada movimento. Cada um deles fazia meu corpo estremecer.
Antes mesmo do que eu pensava, veio meu primeiro gemido, logo outro, até passar a gemer alto como puta. Ele, então, experiente, me fez ter um orgasmo logo de cara com os dedos. Senti que ele iria me penetrar. Logo colocou a cabeça na minha parte íntima e, com movimentos leves alternando com movimentos intensos, me fez um vai e vem maravilhoso, com ritmo, força e jeito, onde gozei, gemi, pedi mais e estava em êxtase total.
Roger, um homem de 38 anos, negro, alto, com aquele ar de superioridade. Ele me põe de quatro e passa a me foder com estocadas violentas e brutais. Continua a meter enquanto fala que eu sou uma delícia, pedindo para eu gozar para ele. Meus gemidos saem descontrolados. Ele mete, me dá tapas na bunda e, em seguida, vai em direção ao meu cu. Eu digo: “Aí não, por favor…”, mas ele ejacula no meu orifício anal e começa a meter de novo, dizendo o quanto meu cu é gostoso. Eu rebolo no pau de Roger, enquanto ele fala palavras sujas. Os sons dos corpos se batendo ecoam, meus seios balançam, e tudo se mistura na intensidade do momento.
Após horas, fiz anal, vaginal, boquete, tudo que vocês possam imaginar. Ele pediu aos seus capangas para me levarem embora e disse que eles iriam levar meu carro outro dia.
Saindo dali, Giulia me olhou com admiração e respeito. Ela ficou comigo aquela noite. Eu a perguntei se ela estava bem; ela disse que sim e que eu era uma inspiração para ela.
Na terça-feira, acordei cedo com o corpo dolorido pela noite anterior. Então desço para colocar o lixo e dou de cara com Giulia. Ela, com lágrimas nos olhos e uma mochila, me diz que o pai a expulsou de casa. Ela completa com um pedido de ajuda, pois não tem lugar para dormir. Eu, com pena, digo que ela pode ficar até o final da semana, pois meu marido está fora. Ela, sorrindo, me abraça.
Logo após chegar, ela me pede para dormir. Eu a deixo no quarto e saio de casa, pois tenho que comprar umas coisas. Às 13h40, retorno. Ouço que alguém está tomando banho e penso que seja Giulia. Enquanto estava na cozinha, ouço um grito de Giulia. Entro no quarto e vejo Breno em pé, de toalha, e Giulia recém-acordada, até que meu marido, nervoso, diz:
— QUE PORRA É VOCÊ
Em choque, peço a Giulia para ir dar uma volta. Ela pega umas roupas, se troca e sai. Breno, nervoso, me pergunta quem era a menina e o que ela estava fazendo ali. Sem citar a dívida e outras coisas, digo a ele a história dela, sobre o pai viciado em apostas, e peço calma, pois eu resolveria isso.
Ele me ouve e diz que, se for para ajudar, ele concorda, mas que é melhor não se envolver, pois isso me traria problemas devido a minha profissão. Ele se veste e vai para a hamburgueria.
Ao chegar, Giulia me diz que tomou um susto, mas gostou do que viu, e diz ainda que eu tinha um marido gostoso em casa. Fico enciumada e logo vejo que talvez hospedá-la não seja uma boa ideia.