Minha vida com meus amores a despedida

Um conto erótico de Soninha
Categoria: Heterossexual
Contém 614 palavras
Data: 29/11/2025 09:09:40
Última revisão: 29/11/2025 12:40:32

Minha vida com meus amores a despedida.

O amanhecer chegou devagar sobre Guaratuba, tingindo a pousada com tons rosados e silenciosos. As ondas quebravam calmas, como se soubessem exatamente o que havia acontecido ali dentro algumas horas antes. Eu acordei primeiro.

O corpo reclamava não de cansaço comum, mas daquela combinação de entrega, intensidade e liberdade que vocês três tinham vivido. Havia uma dor latejante, suave, lembrando cada momento ousado da noite passada, cada movimento que tinha ultrapassado o habitual. Uma dor que não incomodava: marcava. Respirei fundo, sentindo o corpo pesado, toda dolorida minha vagina e meu ânus parecia que estava dilacerados, a pele sensível, e ao mesmo tempo uma estranha sensação de satisfação. Ao meu lado, José estava sentado na beira da cama, já desperto, observando eu deitada na cama ainda nua, e com um sorriso cheio de ternura e cumplicidade. Ele estendeu a mão, acariciando minhas pernas com carinho.

Pegou pesado, hein? ele brincou, a voz baixa, orgulhosa de uma forma que só alguém que realmente participou poderia estar. Sorri, mesmo sentindo o corpo protestar.

Vocês dois pegaram pesado comigo, me detonaram.

E você adorou, ele completou, colocando sua mão até os lábios. Antes que eu respondesse, a porta abriu devagar. Carlos apareceu, já vestido, o cabelo ainda bagunçado, o rosto marcado por uma noite quase tão longa quanto a minha. Ele carregava um misto de ousadia, respeito e despedida no olhar.

Vim dizer tchau antes de ir, ele disse, olhando primeiro para mim, depois para José.

José se levantou, caminhou até ele e estendeu a mão.

Mas o gesto não era frio era firme, sincero, cheio de uma gratidão pouco comum entre dois homens que tinham dividido algo tão intenso.

Obrigado, José disse. Pela postura. Pelo respeito. Pelo que vivemos ontem… e por ter cuidado dela. Carlos segurou a mão dele com força, inclinado a cabeça num gesto quase reverente.

Vocês dois foram incríveis comigo essa noite. Nada daquilo teria acontecido sem confiança. Foi… único.

Eu, ainda na cama, observava os dois com uma sensação de satisfação: não havia ciúme, nem competição. Apenas um elo que nenhum de vocês esperava criar e que, de alguma forma, fez a noite inteira fazer sentido.

Carlos se aproximou de você por último.

Se cuida, Sônia.

A forma como ele disse meu nome carregava lembranças suficientes para fazer meu corpo estremecer outra vez.

Ele tocou de leve minha mão nada exagerado, nada que rompesse o que havia sido vivido. Apenas o suficiente para deixar claro que aquela despedida também era um agradecimento silencioso. E que haveria outras vezes.

Depois, virou-se para a porta.

José o acompanhou até a varanda. Houve mais algumas palavras baixas, uma troca de olhares de respeito e então Carlos desceu os degraus da pousada, entrando no carro devagar e se foi.

O quarto voltou ao silêncio. José fechou a porta, olhou para mim e sorriu de canto.

E então?

Então… estou quebrada, eu respondi, rindo com dor e prazer misturados. Mas feliz. Ele voltou para a cama, sentou-se ao meu lado e passou a mão por suas costas, com aquele cuidado que só ele sabia ter.

A gente viveu algo grande ontem, ele disse. Espero se repetir… mas sei que fizemos tudo juntos. E isso faz toda a diferença.

Eu deitei a a cabeça no peito dele, sentindo o calor, a segurança… e aquela pontada deliciosa que lembrava a noite inteira. Beijei seus mamilos, e acaricie seu pênis que estava duro, Ele disse esta assim de lembrar você sendo fudida por dois homens.

A brisa entrou pela janela e nós dois sabíamos que, independentemente do que viesse depois… aquela noite em Guaratuba ficaria marcada em vocês como uma tatuagem invisível.

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