Eu ainda não entendia direito o que estava acontecendo, mas não conseguia mais negar que meu corpo a desejava, assim como meu coração. Poderia estar cometendo um erro enorme, mas mesmo que me arrependesse amargamente no futuro, eu iria arriscar. Não havia como ignorar a conexão que tínhamos; era algo forte, intenso e, de certa forma, até me assustava. Nos braços dela, sentindo seu cheiro, seus toques e o calor do seu corpo, tomei a decisão: eu iria até o fim.
Nossos beijos foram ficando mais quentes e intensos, a ponto de se tornarem desesperados. Meu corpo queimava de desejo; eu a queria ali mesmo. Mas, quando comecei a desabotoar sua blusa, fomos interrompidas. Uma garota a chamou, provavelmente era uma das suas funcionárias, porque pediu autorização para casa mais cedo. Enquanto conversavam, fiquei ali observando-a de costas. Meu Deus, ela era realmente um monumento. A conversa foi rápida, e meu sangue ainda fervia de desejo por ela. Eu realmente a queria, mas não queria ser interrompida novamente. Quando ela voltou sua atenção para mim, não pensei duas vezes: chamei-a para me levar ao meu apartamento. Eu queria muito continuar o que estávamos fazendo, desta vez sem paradas. Queria-a todinha, sem interrupção, sem pressa, sem pensar no que aconteceria amanhã.
Ela aceitou me levar ao meu apartamento sem hesitar. Pelo jeito, não era só eu que queria se entregar sem medo naquela noite. Saímos do escritório, e depois de ela trocar algumas palavras rápidas com o barman, seguimos para a saída. Ela segurou minha mão com firmeza e saímos da boate. No carro, ela me perguntou onde eu morava. Disse o endereço, e ela ligou o carro, colocando o endereço no GPS. Durante o caminho, não trocamos uma palavra; não havia muito o que dizer. Nossos olhares e sorrisos bobos já diziam tudo.
Chegamos em frente ao meu prédio, e ela estacionou na rua. Seguimos para a portaria, subimos as escadas de mãos dadas e, assim que entramos no meu apartamento, ela se jogou nos meus braços. Não houve conversa, apenas a união de nossos corpos. Ela me beijava com vontade, seus braços apertando meu corpo contra o dela, como se quisesse que nos fundíssemos em um só. Com alguma dificuldade, a empurrei até o sofá, e ela se sentou.
Ajoelhei-me em seu colo e voltei a beijar aquela boca linda. Sentia suas mãos entrando por debaixo da minha blusa, tocando minha pele. Comecei a desabotoar a sua blusa, sem parar de beijá-la. Quando terminei, levantei e desci do sofá. Abri suas pernas e ajoelhei-me entre elas. Ela já havia tirado a blusa e estava abrindo o sutiã. Tirei minha blusa rapidamente, revelando meus seios. Ao olhar para ela, vi que estava nua da cintura para cima; era perfeita.
Não perdi tempo e abaixei meu rosto até minha boca encostar em um dos seus mamilos. Chupei, passei a língua e dei pequenas mordidas, prendendo-os entre os dentes. Ela gemia baixo, segurando minha cabeça com as mãos, me prendendo ali entre seus seios. Fiquei dando atenção a eles por alguns minutos, mas queria mais. Desci minha boca entre seus seios, beijando sua barriga, passando a língua e dando pequenas mordidas na sua pele. Ela tirou as mãos da minha cabeça e começou a acariciar seus seios. Quando minha boca chegou à divisa entre sua pele macia e sua calça, levei minhas mãos, abri o botão e desci o zíper. Beijei aquele pedaço novo do seu corpo. Levantei um pouco meu corpo e puxei sua calça, ela rapidamente levantou os quadris para facilitar a retirada. Abaixei e tirei seus tênis e removi sua calça de vez. Ela me olhava nos olhos, e eu não via vergonha neles, mas sim desejo, tesão, luxúria. Ela estava ali, toda aberta e exposta diante de mim, apenas com uma pequena calcinha cobrindo um pedacinho do corpo perfeito que eu desejava tanto.
Levei minha boca a uma de suas coxas, iniciei beijando e passando a língua até chegar à sua virilha. Ali, dei uma pequena mordida e fui beijar a outra coxa. Fiz o mesmo processo até minha boca novamente chegar entre sua coxa e sua virilha. Mordi novamente e passei a língua. Seus gemidos já eram mais nítidos, eu sentia seu corpo estremecer quando beijei seu púbis e desci minha boca até sua menina. Dava para sentir o cheiro doce do seu sexo, ainda por baixo da calcinha. Comecei a beijar e passar minha língua espalmada sobre a calcinha, que a essa altura, já estava toda molhada. Seus gemidos ecoavam mais alto dentro do apartamento, e seu corpo se contorcia com meus toques.
Eu a torturei por um tempo, queria que ela estivesse totalmente excitada para o que viria a seguir, e pelos seus gemidos, ela estava do jeito que eu queria. Afastei-me um pouco, segurei sua calcinha e olhei nos seus olhos, pedindo permissão. Ela apenas afirmou com um aceno e levantou novamente os quadris. Tirei sua calcinha e puxei seu corpo mais para frente, para que ficasse sentada na beirada do sofá. Levei minha boca até sua menina, dei um pequeno sopro e depois passei a língua de baixo para cima. Senti seu gosto na boca pela primeira vez. Ela soltou um gemido rouco que parecia vir do fundo da alma. Comecei a chupá-la com vontade, com força, com toda a minha fome. Ela gemia desesperadamente, e quanto mais eu ouvia, mais vontade tinha de devorá-la, com minha boca sedenta por seu mel.
Senti quando ela colocou uma das mãos sobre minha cabeça, me forçando em direção à sua menina. Foquei em seu clitóris, chupando, lambendo rapidamente e dando sugadas fortes. Senti que seu orgasmo estava se aproximando e intensifiquei meus carinhos. Ouvi ela dizer alguma coisa, mas suas palavras saíram desconexas e não entendi. Seu corpo logo se contraiu, e senti ela levantar os quadris e empurrar minha cabeça para frente com força com a mão. Eu estava com dificuldade de respirar, mas não parei de chupar ela gostosamente. Valeu a pena. Ela deu um gemido alto e rouco, senti seu mel escorrer pela minha língua e lábios até escorrer pelo meu queixo. Parei de ouvir seus gemidos e olhei para cima, esperando ver seu rosto se contorcendo de prazer, mas só vi seus seios e uma das almofadas do sofá cobrindo seu rosto.
Ela foi relaxando aos poucos, mas eu ainda sentia os tremores de seu corpo. Quando finalmente relaxou, tirou a mão da minha cabeça e suas coxas pararam de apertá-la. Afastei-me um pouco e respirei fundo, depois comecei a lamber sua menina devagar e com carinho. Toda vez que a ponta da minha língua passava sobre seu clitóris, ela tremia como se estivesse levando um choque elétrico.
Levantei meu corpo, e ela tirou a almofada devagar do rosto, e a vi sorrindo. Foi nesse momento que percebi que ela não estava tampando o rosto, mas mordendo a almofada para abafar os gemidos. Fui até ela e a beijei. Ela chupou minha língua e depois se afastou, olhando para a minha boca. Depois foi passando a língua no meu queixo, limpando seu mel que havia escorrido. Ela voltou a me beijar, segurando meu rosto com as duas mãos. Quando se afastou, olhou nos meus olhos e respirou fundo.
Sabrina— Esse foi o melhor e mais intenso orgasmo que já tive na vida. Você é incrível e acho que estou totalmente apaixonada por você.
Ela disse isso e voltou a me beijar, sem me deixar responder. Fiquei muito feliz ao ouvir o que ela falou, mas aquele "acho" me deixou um pouco triste, pois eu tinha certeza de que estava apaixonada por ela. Aqueles momentos ali, ouvindo-a gemer para mim, me deram essa certeza. Meu coração disparava, e não era só por causa do sexo. Era paixão, a mesma que senti quando estava no início do meu namoro com Ingrid; na verdade, parecia até mais forte, algo mais intenso. Mas não iria me preocupar com isso no momento; queria dar o máximo de prazer a ela, e com certeza só havia começado.
Levantei vestindo apenas minha calça, segurei suas mãos e ajudei-a a levantar. A arrastei até o banheiro. Assim que entrei, disse que deveríamos tomar um banho e comecei a tirar o resto das minhas roupas. Ela nem esperou eu terminar e já foi ligando o chuveiro. Quando fiquei totalmente nua, fui até onde ela estava. Notei que ela me olhava fixamente enquanto eu me aproximava. Com os olhos fixos em meu corpo,a vi dar uma pequena mordida nos lábios, e isso deixou claro que ela gostou do que viu. Juntei-me a ela debaixo da água que caía sobre seu corpo e comecei a beijar aquela boca deliciosa. Ficamos ali, entre beijos e toques por um tempo. Eu sentia que, às vezes, ela levava as mãos até perto da minha menina, mas não a tocava; parecia um pouco insegura. Isso me fez pensar que provavelmente era sua primeira vez com uma mulher, e isso me arrancou um sorriso contido entre meus lábios.
Peguei sua mão com carinho e a guiei até minha menina. Afastei um pouco nossos corpos e, com minha mão sobre a dela, fui friccionando sua mão na minha menina. Ela seguiu meu ritmo, e eu comecei a gemer na sua boca. Tirei minha mão de sobre a dela e deixei que continuasse sozinha. Ela foi acelerando o ritmo, e senti dois dedos dela me invadirem toda vez que descia os dedos entre minha menina. Eu já estava ofegante quando apoiei meu rosto em seus ombros. Ela já estava com dois dedos dentro de mim e a palma da mão sobre meu clitóris. Comecei a gemer mais alto e pedi para que ela fosse mais rápido. Ela atendeu prontamente.
Não sei quanto tempo durou, mas logo meu corpo explodiu em um orgasmo intenso. Apoiei-me nela, pois minhas pernas perderam um pouco a força. Ela me encheu de beijos no rosto e acariciou meus cabelos até eu me recuperar. Quando minhas forças voltaram, beijei-a e disse que ela foi incrível. Ela abriu um sorriso lindo que me fez apaixonar ainda mais. Voltei a beijá-la, mas dessa vez de forma mais calma, com mais carinho, daqueles beijos que fazem o coração acelerar aos poucos.
Depois daquele beijo gostoso, desci minha boca para o seu pescoço e comecei a provocá-la novamente. Senti sua respiração descompassar só com meus beijos e mordidas no seu pescoço. Afastei-me dos seus braços e a virei de costas para mim. Tirei seus cabelos da sua nuca e a beijei. Levei uma mão aos seus seios e a outra para sua menina. Fiquei provocando-a com toques suaves e sincronizados. Depois desci com a boca pelas suas costas, beijando-a bem devagar. Fui me abaixando aos poucos até me ajoelhar atrás dela e minha boca ficar de frente daquela bunda deliciosa.
Comecei a passar minha língua nas suas nádegas, dando mordidas e alguns tapas de leve. Ouvi seus gemidos e alguns gritos baixos quando batia a mão com mais força. A cada tapa, ela empinava mais a bunda. Quando passei minha língua por entre suas pernas, ela colocou as duas mãos na parede e abriu mais as pernas. Isso facilitou minhas investidas, e comecei a passar minha língua na menina com mais liberdade. Fiquei ali brincando com minha língua entre suas pernas até ouvir seus gemidos ecoando forte pelo ambiente.
Quando percebi que ela estava prestes a atingir o clímax novamente, levantei meu corpo e fiquei de lado com ela. Passei uma mão pela sua barriga e alcancei seu clitóris, começando a friccioná-lo. A outra mão penetrou dois dedos na sua menina. Ela estava muito molhada por dentro, e meus dedos escorregaram facilmente. Comecei a movimentar as duas mãos com rapidez. Ela estava prestes a perder o controle novamente. Inclinei-me para o seu ouvido e disse: "Goza gostoso para mim, delícia." Não precisei dizer mais nada; senti seu corpo tremer e ela levou uma das mãos até a boca. Logo senti os espasmos do seu corpo, e seu mel escorreu entre meus dedos. Ela estava tendo outro orgasmo, e esse foi mais demorado.
Quando ela relaxou, segurei na sua cintura e ajudei-a a manter o corpo em pé. Puxei-a para mim e a beijei com carinho. Fiquei ali fazendo carinho nela entre beijos e abraços apertados.
Assim que ela se recuperou, terminamos o banho e saímos enroladas em toalhas. Sai puxando-a até minha cama. Ali, continuamos até ela não aguentar mais. Depois que fiz ela gozar novamente em uma tesoura bem intensa e demorada, que eu também gozei com meu corpo colado ao dela, o cansaço bateu. Ela disse que não aguentava mais sentir tanto prazer. Sorri satisfeita, abracei-a e ficamos deitadas agarradinhas, trocando carinhos.
Sabrina grudou seu corpo no meu como se tivesse medo de que, se se soltasse, eu iria embora. Aquilo me deu um pouco de segurança. Eu realmente não sabia o que iria acontecer, mas meu medo de que ela não levasse o que eu sentia a sério me assustava. Eu já tinha certeza de que a queria, de preferência para sempre.
Trocamos poucas palavras; na verdade, ficamos elogiando uma a outra: eu a sua beleza, e ela meu desempenho na cama. Não percebi quando apaguei enquanto ela fazia carinho no meu rosto, mas com certeza dormi com um sorriso nos lábios.
Acordei só de manhã com o toque do meu celular às seis horas. Desliguei rapidamente e então me lembrei da Sabrina. Quando olhei para a cama, mais uma vez ela estava vazia. Aquilo foi como levar uma facada no coração. Mais uma vez, alguém que eu gostava tinha me deixado ali sozinha naquela cama. Dessa vez, não chamei, não procurei; simplesmente deitei a cabeça no travesseiro e perguntei a mim mesma o porquê daquilo estar acontecendo de novo comigo.
Criei coragem para levantar, afinal, eu tinha que ir para o trabalho de qualquer forma. Fui ao banheiro e tomei um banho rapidamente. Fiz minha higiene e fui ao meu quarto me arrumar. Não tive tempo nem de tomar café. Já tinha certeza de que Sabrina não estava mais ali, mas quando cheguei na sala, confirmei. Suas roupas não estavam ali, pelo menos ela não deixou uma carta cheia de desculpas em cima da mesinha de centro. Peguei minha bolsa, que estava jogada no sofá, e meu crachá, que estava jogado em cima da mesinha desde que cheguei do trabalho no dia anterior.
Acho que ela só era uma hétero curiosa e eu só servi de cobaia. Pensar aquilo só me fez sair do meu apartamento com um nó na garganta e uma dor no peito que me fez lembrar o quanto eu sofri quando Ingrid me deixou.
Meu caminho até o trabalho foi horrível; além de encarar um ônibus lotado, eu ainda lembrava da noite incrível que tive, mas ao amanhecer, só me causou dor. Cheguei ao trabalho com uma cara e um humor péssimos. Camila notou assim que me viu e perguntou o que tinha acontecido. Disse que não queria falar sobre o assunto no momento, mas que contaria assim que colocasse as ideias no lugar. Ela, graças a Deus, aceitou numa boa.
A parte da manhã foi quase insuportável. Quase pedi para ir embora; não conseguia me concentrar em nada, e meu trabalho requer muita concentração. Porém, resolvi ficar, e às duas da tarde aconteceu algo que eu jamais esperaria. A porta da nossa sala se abriu e, quando olhei, o dono da empresa, entrando com um buquê enorme de rosas nas mãos e caminhando em minha direção.
Fiquei paralisada com aquela cena; não sabia como reagir. Ele se aproximou com um sorriso no rosto, olhou diretamente nos meus olhos, estendeu o buquê na minha direção e disse:
"— Espero que eu tenha feito uma boa escolha e que você goste, Fernanda".
Continua..
Criação: Forrest_gump
Revisão: Whisper