Entre o amor, a dor e o fundo do poço 2 de 4

Um conto erótico de Lucas
Categoria: Heterossexual
Contém 2470 palavras
Data: 29/08/2025 11:04:06

O rosto dela mudou. Eu percebi. Belly tentava se manter calma, mas os olhos a traíam, eu a conheço muito bem.

— De onde você tirou isso? — disse, quase sussurrando. — Claro que não.

— Você está estranha, Belly. Eu te conheço. Tem algo errado.

— É a Bela que me deixa maluca. Sou eu mesma, não faria isso. Não jogaria fora nossa família por um romance qualquer.

— Belly, por favor. Se estiver me traindo, me fala. A gente termina numa boa, ficamos amigos, cuidamos das crianças. Eu só não quero ser feito de trouxa.

— Amor… não tem ninguém. Eu te amo. Amo nossa família.

— Mas você está distante demais. Fala em família, mas quase não está aqui. Esses dias esqueceu até de buscar a Bela na escola. Nós sempre fomos parceiros. O que está acontecendo?

— Já falei! Fora isso não tem nada demais. Eu juro.

Olhei nos olhos dela, sentindo o nó apertar meu peito.

— Se eu descobrir, Belly… não vou te perdoar.

Foi então que ela gritou:

— Para com essa porra! Não tem traição! E você não vai me deixar. Nunca!

O grito cortou o ar. Respirei fundo, virei as costas. Eu odeio que gritem comigo. Saí para o quintal, tentando buscar ar. Ela veio atrás, me abraçou pelas costas.

— Me perdoa… sei que você não gosta quando grito. Fiquei nervosa por me acusar assim. Vamos entrar, por favor.

De volta à cozinha, ela preparou café. Sentou—se diante de mim, o olhar marejado, mas sereno.

— Me desculpa. Eu sei que estou afastada, mas não é traição. É a Bela. Ela tem me magoado muito, eu me perdi nisso. Mas eu vou tentar. Vou estar mais presente. Por nós. Pela nossa família.

Fiquei em silêncio por alguns segundos, observando o vapor subir da xícara. Então, baixei a guarda.

— Tudo bem, Belly. Me perdoa também. Não devia ter te acusado tendo apenas suposições.

Ela sorriu leve, mas seu olhar… ainda me deixava inquieto.

—Já que você tá aqui e meu marido está no trabalho, porque a gente não aproveita?

Entrei na brincadeira

—E se seu marido chegar?

—Não vai, ele tá de plantão

Ela sentou no meu colo e puxou meus cabelos pra trás.

—Você vai me foder igual puta, hoje a esposa não tá aqui, quem tá aqui é a puta que trai o marido

Ela começou a me beijar, eu levantei e segurei nos cabelos dela, botei a cabeça a dela na mesa e a bunda empinada pra mim, levantei sua saia e passei a bater.

—Cada tapa você conta comigo, ouviu puta?

—Sim (Plaft !)

—Aiii

—Contando vagabunda, eu quero essa bunda vermelha

Plaft — Um — Plaft — dois — Plaft — aiiinnn três.

Revezei as bandas que estavam com a marca da minha mão, botei ela ajoelhada e esfreguei o pau na cara dela e batia vendo ela fazer cara de safada.

—Chupa piranha, mas sem as mãos

Comecei a foder a boca dela como se fosse uma buceta enquanto ela engasgava e deixava o pau babado.

—Baba bem que eu vou comer seu cu

—Meu cu não por favor, meu marido vai ver que estou arrombada

—Eu quero que ele veja mesmo, piranha tem que tomar no cu

Peguei ela pelos cabelos e coloquei empinada na mesa, com um pé na cadeira eu botei no cu dela sem dó.

—Aiii meu cu

—Tá doendo piranha?

—Meu cozinho tá doendo, vai devagar

—Eu vou te foder até gozar nesse cu

—Tá me arrombando

—ai meu cu, aí meu cu...

Segurei nas nacas dela e gozei litros e tirei de dentro com porra pingando

—Limpa, lambe até deixar meu pau limpo

Ela limpou toda a porra.

—Cavalga, vem

Ela sentou com a buceta molhada e foi quicando.

—Gosta de comer casada né? Então mete, me deixa toda fodida antes que meu marido chegue.

Levantei ela e coloquei sentada na pia e cravei fundo na buceta dela fazendo ela gozar e encravar as unhas nas minhas costas.

—Porra que delicia, a gente manda bem amor

—Na cama a gente se entende

Rimos bastante e tomamos banho, e os dias seguiram sem que eu suspeitasse de nada, até que recebi uma mensagem no celular avisando de um reboque perto de um hotel do outro lado da cidade. O seguro informou sobre a batida: era o carro da Belly. Comecei a ligar, mas ela não atendia, até que me mandou uma mensagem dizendo que estava bem e que o reboque levaria o carro para o conserto.

Dessa vez não a confrontei. Eu sabia que ela iria mentir. Então fui ao hotel indicado pela localização do reboque.

— Oi, moça, tudo bem?

— Oi, senhor, como posso ajudar?

— Estive aqui outro dia com minha esposa. Ela quebrou o carro na frente do hotel, mas acho que esqueceu a carteira.

— Carteira? Não, não me avisaram nada. Qual o nome dela?

— Isabelly.

Ela ligou para alguém no viva—voz:

— Escuta, sabe se alguma Isabelly esqueceu uma carteira aqui na segunda—feira à tarde?

— Isabelly? Não sei…

— Aquela que bateu com o carro na frente.

— Ah, sim, a enfermeira que vem sempre com aquele loiro.

Nesse momento gelei. Não ouvi mais nada da conversa. Meu rosto queimava, minhas mãos suavam.

— Moço! Moço! — gritava a atendente. — O senhor está bem?

— Sim, estou… é que… bem…

Não consegui formular a frase.

— Ela te traiu, né? — disse a atendente. — Imaginei que fosse alguém tentando descobrir algo. Mas gostei de você, quis ajudar.

Procurei um lugar para sentar. A atendente me deixou entrar, trouxe água.

— Pode ficar o tempo que precisar, moço.

— Obrigado.

— Eu me chamo Tatiana. Tati. Se precisar, é só avisar.

— Quem é o loiro?

— Infelizmente não posso dar informações de clientes.

Na hora me veio à mente: o fotógrafo. Claro. O fotógrafo!

— Vou matar ele. Aquele desgraçado com o sorriso debochado.

— Calma, moço. Não estraga sua vida. Se fizer isso, eles vão ter vencido.

— Meu nome é Lucas.

— Prazer, Lucas — disse ela, estendendo a mão com um sorriso leve.

— Eu não sei o que eu faço, não sei mesmo.

— Tem alguém para ligar? Algum lugar para ficar?

— Não tenho.

— Então fica aqui. Faço um desconto. Já é um lado bom do chifre.

Nesse momento ela me arrancou um sorriso.

— Vou ficar.

— Que bom, Lucas. “Respeita Januário, Lucas!”

— O quê?

— Nada… é que sou fã do Lucas Gonzaga. “Lucas! Respeita Januário, Lucas!” — disse ela cantarolando.

— Você não existe, Tatiana.

Do nada ela me beliscou.

— Que isso?

— Só para você saber que eu existo.

Eu entendi o que ela queria. Não aguentava me ver triste e tentava me animar. Por algum tempo, conseguiu me fazer esquecer do chifre.

Mas então coloquei em prática um plano antigo, para tentar descobrir alguma coisa.

Tentei vincular o e—mail da Isabelly no meu notebook. Eu sabia a senha, mas precisava da autorização para um novo dispositivo. Então enviei mensagem:

— Belly, vai chegar uma notificação dizendo que alguém quer entrar no seu e—mail. Sou eu, estou usando para recuperar minha conta. Vai ser rápido, depois você muda a senha se quiser.

— Que isso, amor. Pode mandar.

Assim que tive acesso, mudei o dispositivo que recebe notificações para aceitar. Se ela tentasse mudar a senha, eu saberia.

Tatiana, ao meu lado, exclamou:

— Caralho, você é um gênio. Queria ter te conhecido antes pra hackear meu ex.

— Podemos hackear agora.

— Ele me bloqueou. Não aguentou chifre trocado. Não me orgulho, mas foi gostoso ele saber que dei pro amigo dele.

Tati tornava tudo menos pior do que era.

Abri o Google Fotos e não tinha nada relevante. Fui nas fotos apagadas — geralmente as pessoas esquecem de apagar dali — e encontrei muitas fotos dela pelada. Nenhuma mostrando o rosto. Fotos que ela nunca me mandou, claro. Alguns prints também. Um deles, em específico, era uma conversa com o fotógrafo:

"Meu Deus, mandei a foto da buceta pro Lucas."

"O corno deve estar feliz, mas eu quero a foto também 😈."

Ela enviou a foto e ele respondeu embaixo:

"Minha buceta."

"Sua, meu safado."

Havia pequenos vídeos, de cinco segundos, dela nua e de um pau que devia ser o dele.

— Sabe o que é pior, Tati? Eu sabia… mas fingi não ver.

— É o que dizem, o coração não sente… pera, olhos não veem… ah, não sei.

Ri novamente.

— O que os olhos não veem, o coração não sente.

— Isso aí.

Fiquei passando na minha memória tudo o que aconteceu, e o sorriso dele não saía da minha cabeça. Por um impulso de ódio, fui até o curso de fotografia do tal professor. Esse foi o meu erro. Cheguei lá e ele estava conversando e fumando com algumas pessoas. Sem dizer nada, acertei um soco no rosto dele que o fez cair no chão. As pessoas em volta me seguraram, e eu saí dali direto para o hotel. Mas Tatiana não estava mais lá; seu turno havia acabado.

Deitei com a cabeça rodando e adormeci em transe. Quando acordei de madrugada, havia dezenas de ligações da Isabelly e várias mensagens querendo saber onde eu estava. A essa altura, ela já imaginava o que tinha acontecido. O amante devia ter contado. Eu tinha sido burro, mas o sangue ferveu e fui incapaz de me controlar.

Para minha surpresa, quem bateu à porta foi minha cunhada, Carla.

— Lu! Sei que você está aí, me deixa entrar.

Abri a porta. Ela se sentou na cama, olhando para o nada.

— A Bela me pediu para te achar.

— Como ela sabe onde eu estou?

— Pelo seu celular. Não é difícil quando vocês compartilham tudo em família.

— Então a…

— Não, a Belly não sabe. Ela não entende nada de tecnologia. Mas está preocupada também. Você descobriu, não foi?

— Você sabia?

— Sim. Eu, minhas irmãs… e a Bela.

Naquele instante, tudo fez sentido: a conversa na cozinha, o ódio da Bela pela mãe, o pedido de morar comigo. Tudo estava claro.

— Ela foi muito burra. Eu avisei que ia dar merda, mas quem sou eu, né? A mais nova. Mas saiba: todas nós alertamos ela sobre isso.

Você devia terminar. Eu não aceitaria uma traição. Mas deixa ela pelo menos explicar os motivos dessa loucura.

— Eu sei o que ela vai dizer. Não sei se quero ouvir.

— Vai no seu tempo. Eu gosto de você, sabe? Nós gostamos. E ela também vai tirar isso da gente. Que idiota…

Outra batida na porta. Era Maria.

— Posso entrar?

— Pode. Pela primeira vez vou participar de uma reunião de vocês?

— Que merda… ele já sabe?

Carla apenas acenou com a cabeça.

— Vocês iam mentir para mim até quando?

— Não cabia a nós te contar. E não cabe agora. Só vim saber como você está, a pedido da Bela.

— Será que mais alguma de vocês vai bater à porta?

Toc—toc.

— Não é possível!

Quando abri, era Tatiana.

— Moço, tem dois policiais aqui querendo falar com você.

— O senhor é o Lucas?

— Sim, sou eu.

— Precisa nos acompanhar para prestar esclarecimentos sobre uma tentativa de homicídio.

— Tentativa de homicídio?!

— Por favor, nos acompanhe.

Pronto. Corno e preso no mesmo dia. Tive que esperar amanhecer para prestar esclarecimentos. Ficou claro que se tratava de uma agressão. No máximo, eu pagaria as despesas médicas dele.

Na saída da delegacia, Isabelly me esperava.

— Amor…

— Não. Hoje não. Preciso descansar. Depois a gente conversa.

Ela abaixou a cabeça e me deixou ir. Passei três dias no hotel com Tatiana, que tentava me animar, enquanto eu preparava os papéis do divórcio com o advogado. Deixaria tudo para ela. A guarda das crianças seria compartilhada.

Fui até casa para conversar. Bati na porta e ela abriu.

— É sua casa, não precisa bater.

— Era minha. Agora é sua e das crianças. Trouxe os papéis do divórcio. Quero que seja rápido.

Ela se assustou. Não esperava que eu tomasse essa atitude.

— Deixa esses papéis aí. Vamos tomar um café.

— Não vai me perguntar nada?

— Não quero. Estou machucado demais para te ouvir.

— Eu não queria te magoar. De verdade. Foi um erro e você jogou tudo para o ar.

— Isso não é um erro, Isabelly. Um erro é esquecer de pagar uma conta, quebrar um copo. Traição é uma escolha. E toda escolha tem consequências.

— E eu vou assumir as consequências. Mas quero assumir ao seu lado. Podemos superar isso e resgatar a nossa família.

— Não tem o que resgatar. Você estragou tudo. Você me quebrou, Isabelly. Me destruiu.

— Eu posso reconstruir. Eu posso…

Ela chorava, e eu também. Mas estava decidido.

— Eu não consigo. Vou sempre pensar na tua traição. Sempre. Assina os papéis e me deixa ir.

— Não vou assinar. E se sair por essa porta, nunca mais vai ver seus filhos.

— Você está me ameaçando? Usando as crianças? Você não seria tão baixa assim…

— Experimenta sair e você vai ver.

— Eu vou pagar pra ver, Isabelly. O resto de consideração que eu tinha por você está acabando.

— Já que não quer lutar pela sua família, então não precisa dela.

— Eu não quero você, Isabelly! Você! Meus filhos são outra coisa.

Foi nesse momento que eles chegaram.

— Pai! — gritou a Bela.

— Minha filha…

— Vocês estão brigando?

— A gente está só conversando.

— Se lembra da promessa, pai?

— Lembro, filha. Lembro sim. Vamos tomar um sorvete?

Saí sem me despedir da Isabelly.

Na sorveteria, Bela se abriu comigo:

— Pai, ela ia te largar. Ele alugou uma casa e queria que a gente fosse morar com ele. Me apresentou a casa e tudo. Foi por isso que eu briguei com ela.

— Por que não me contou, filha?

— Fiz um acordo. Eu não te contaria se ela nunca mais visse ele. Mas ela levou ele pro meu aniversário. Nunca vou perdoar ela, pai. Nunca.

— Deixa que eu resolvo. O pai vai dar um jeito. Vou comprar uma casa para você e seu irmão morarem comigo.

Pesquisei casas para comprar ou alugar. No meio tempo, fui até minha casa ver se ela tinha assinado os papéis. Estava vazia. Completamente vazia.

Liguei para Isabelly e para meus filhos, mas ninguém atendia. Carla, enfim, atendeu.

— Cadê a Isabelly com meus filhos?

— Ela só faz merda, Lu. Foi embora do país com eles. Virou amante de um juiz, que a mandou pra fora do país.

— Ela não pode fazer isso. Eu preciso dos meus filhos!

— Onde você está?

— Na minha casa.

— Estamos indo aí. Se acalma.

Entrei em pânico. Pouco depois chegaram Carla e Fernanda, outra irmã dela, advogada especializada em família.

Sentamos os três e Fernanda explicou: o que Isabelly fez configurava sequestro. Mas eu não conseguiria nada — o juiz, muito influente, seguraria qualquer ação.

Começava ali a minha luta para ver meus filhos novamente.

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Foto de perfil genéricaEspectador Contos: 81Seguidores: 109Seguindo: 4Mensagem Tendo a fixar na realidade.

Comentários

Foto de perfil de Velhaco

Q a esposa é mau caráter já estava explícito, agora quero ver as penas dela voando, muito bom parabéns

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Mas é uma puta safada mesmo, né?? Além de ser uma vadia covarde, ainda por cima é maluca.

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A atitude da esposa foi um giro de 360 graus na história. A família dela é culpada também. Vamos aguardar os próximos passos.

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Foto de perfil de MisterAnderson

Uau. Trama diferente. Tô gostando. Foi pra um lado que não se vê sempre.

Parabens

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Começou bem mas degringolou para coisas sem pé ném cabeça.

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Foto de perfil de fer.pratti

Concordo, pra mim não faz sentido a esposa fazer o que fez….

Esse acordo com a filha, esse caso com o juiz, aceitar sair de casa pra ficar com o fotografo e depois ter outro amante, a filha que queria ficar com o pai e ter ido pro exterior

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