A manhã na chácara amanheceu com uma névoa suave descansando sobre a relva, abafando os sons e tornando o ambiente quase etéreo. Júnior já estava de pé bem antes do sol nascer, movendo-se com uma energia nervosa pela casa principal, conferindo cada detalhe da arrumação: mesa posta, toalhas alinhadas, churrasqueira impecável. O evento do dia não era declarado, mas ele sabia que tudo precisava estar perfeito. Gabriel chegaria a qualquer momento para um encontro íntimo, apenas os dois. Nada poderia sair errado.
A chácara, longe da cidade e envolta por árvores altas, parecia um mundo à parte, onde regras seriam reescritas diariamente ao gosto de Gabriel. Júnior sentia a tensão aumentar à medida que a manhã avançava; cada passo soava como uma aprovação ou reprovação antecipada do Mestre. As marcas dos tapas ainda pulsavam discretamente sob a camisa, lembretes de sua submissão recente e de como aquele dia também seria moldado pelo poder de Gabriel.
Por volta das nove, o ruído grave do motor da BMW cortou o silêncio matinal, anunciando a chegada de Gabriel. Júnior sentiu o coração disparar, uma mistura de excitação e nervosismo tomando conta de seu corpo. Ele correu até a entrada, chegando ofegante quando Gabriel desceu do veículo.
— Bom dia, Mestre! — Júnior disse, imediatamente se ajoelhando no cascalho da entrada, ignorando as pedrinhas que se cravavam em seus joelhos. — Seja bem-vindo à sua propriedade!
Gabriel observou a cena com um sorriso satisfeito, vestindo uma bermuda e uma regata que destacava seus músculos definidos. Ele se aproximou de Júnior ajoelhado e, sem cerimônia, apoiou o pé direito no ombro do escravo.
— Tire meu tênis, cadela. Meus pés estão suados da viagem.
Com mãos trêmulas de devoção, Júnior desamarrou os cadarços e removeu cuidadosamente o tênis de Gabriel. Para sua surpresa, Gabriel não estava usando meias, e seus pés descalços ficaram expostos ao ar matinal. Júnior fez o mesmo com o outro pé, guardando os tênis com reverência.
— Agora, beije meus pés e me agradeça por ter vindo.
Júnior inclinou-se e beijou cada pé de Gabriel, sentindo a pele quente e ligeiramente úmida contra seus lábios, junto com o cheiro forte e másculo que emanava dos pés descalços de seu Mestre.
— Obrigado, Mestre, por honrar sua propriedade com sua presença divina. É o maior privilégio da minha vida.
Gabriel riu, uma risada baixa e satisfeita, e começou a caminhar descalço pelo cascalho em direção à casa. Júnior o seguiu, carregando os tênis como se fossem relíquias sagradas. Quando chegaram à porta da casa, Gabriel parou e ergueu um pé.
— Olha só que sujeira, cadela. Meus pés ficaram imundos com essa caminhada. Limpe-os antes de entrarmos.
Júnior olhou para os pés de Gabriel, que estavam cobertos de terra e pequenos detritos do cascalho. Sem hesitar, ele se ajoelhou e começou a lamber a sola dos pés de Gabriel, sentindo o gosto áspero da terra misturado com o sabor salgado da pele. Passou a língua entre os dedos, removendo cada partícula de sujeira, enquanto Gabriel observava com satisfação.
— Muito bem, cadela. Agora me leve para dentro. Quero ver se você preparou tudo como mandei.
Júnior se levantou rapidamente e o guiou pela chácara, mostrando cada detalhe que havia preparado: a piscina na temperatura ideal, a mesa posta com as melhores louças, a churrasqueira já acesa. Gabriel inspecionava tudo com olhar crítico, assentindo ocasionalmente.
— Aceitável — disse Gabriel, sentando-se em uma cadeira confortável à sombra. — Agora me traga uma água gelada e fique de joelhos ao meu lado. Tenho uma surpresa para você hoje.
Júnior correu para buscar a água, seu coração batendo forte. Uma surpresa? Seria a meia? Ele voltou rapidamente, entregou a água a Gabriel e se ajoelhou ao lado da cadeira, os olhos fixos em seu Mestre com expectativa.
Gabriel tomou um gole da água e pegou o celular, digitando rapidamente. Júnior não conseguia ver o que ele escrevia, mas notou um sorriso malicioso se formando nos lábios do Mestre.
— Sabe, cadela, hoje vai ser um dia especial. Muito especial.
Cerca de vinte minutos depois, o som de carros se aproximando quebrou a tranquilidade da chácara. Júnior se levantou rapidamente, o pânico estampado em seu rosto.
— Mestre! Mestre! — ele disse, agitado, se aproximando de Gabriel. — Eu não agendei nada para hoje! Não era para ninguém chegar! Pode ser algum vizinho, algum conhecido... isso vai estragar nosso dia! O que eu faço? Eu mando embora? Eu...
Gabriel o interrompeu com uma gargalhada alta e diabólica, seus olhos brilhando com uma malícia cruel.
— Ah, sim. Minha surpresa. Levante-se e vá abrir o portão, cadela. Meus amigos chegaram.
O sangue de Júnior gelou. O mundo pareceu parar por um instante. Amigos? Que amigos? Ele não havia sido avisado de que haveria outras pessoas. Sua mente entrou em pânico total.
— M-Mestre, eu... eu não sabia que... Por favor, eu não estou preparado para... Eles vão ver... eles vão saber...
— VAI! — Gabriel bradou, fazendo Júnior pular de susto. — E não me envergonhe na frente deles! Você é minha cadela, e eles sabem disso. Agora VÁ ABRIR ESSE PORTÃO!
Com as pernas bambas e o coração disparado, Júnior correu até o portão, sua mente um turbilhão de terror e humilhação. Eles sabiam? Como sabiam? O que Gabriel havia contado? Suas mãos tremiam quando ele abriu o portão, revelando três jovens descendo de um carro: João Guilherme, João Victor e Thiago. Eles olharam para Júnior com sorrisos debochados e olhares de superioridade, claramente já sabendo de toda a situação.
— E aí, cadela! — gritou João Guilherme, rindo alto. — Cadê o Gabriel? Chegamos para o show!
Júnior sentiu o rosto queimar de vergonha, as lágrimas ameaçando brotar. Eles sabiam. Todos sabiam de sua condição. Sua voz saiu fraca e trêmula:
— E-ele está... está na área da piscina... por favor, me sigam...
— "Por favor"? — zombou João Victor. — Que educado! Gabriel treinou bem essa cadela!
Os três amigos de Gabriel caminharam pela chácara como se fossem os donos, comentando sobre a propriedade e fazendo piadas cruéis sobre Júnior, que os seguia atrás, sentindo-se cada vez menor e mais humilhado.
— Cara, que lugar foda! — exclamou Thiago. — E tudo isso é da cadela? Gabriel realmente achou uma mina de ouro!
Quando chegaram à área da piscina, Gabriel se levantou com os braços abertos, um sorriso vitorioso no rosto.
— Meus amigos! Bem-vindos à propriedade da minha cadela!
— Que lugar incrível, Gabriel! — exclamou Thiago, olhando ao redor com admiração. — E essa é a famosa cadela que a gente viu nos vídeos?
Gabriel apontou para Júnior, que estava parado, tremendo de vergonha e terror.
— Essa mesmo. Júnior, apresente-se adequadamente aos meus amigos. Mostre a eles quem você realmente é.
Júnior sentiu o mundo girar. Ele olhou para Gabriel, implorando silenciosamente por misericórdia, mas encontrou apenas um olhar frio e autoritário. A realidade da situação o atingiu como um soco no estômago. Não havia escapatória. Lentamente, com as pernas tremendo, ele se ajoelhou diante dos três amigos.
— Eu... eu sou o escravo do Gabriel... — murmurou, a voz quase inaudível.
— Mais alto, cadela! — ordenou Gabriel, se aproximando. — E olhe nos olhos deles! Eles vieram aqui especialmente para te conhecer!
Júnior ergueu a cabeça, as lágrimas finalmente brotando e escorrendo por suas bochechas.
— Eu sou o escravo do Gabriel! Estou aqui para servi-los!
Os três amigos explodiram em gargalhadas cruéis. João Victor bateu palmas, claramente extasiado com a cena.
— Cara, isso é surreal! Ele realmente faz tudo que você manda! É melhor que os vídeos!
Gabriel se aproximou de Júnior e colocou o pé descalço em sua cabeça, empurrando-a para baixo até que seu rosto quase tocasse o chão.
— Claro que faz. Ele nasceu para isso. Não foi, cadela? Diga a eles o que você é.
— S-sim, Mestre... — Júnior respondeu, a voz abafada pela posição humilhante. — Eu... eu sou sua propriedade... sua cadela...
João Guilherme se aproximou, os olhos brilhando com uma curiosidade sádica.
— Gabriel, a gente pode... testar também? Quero ver se ele obedece a gente do mesmo jeito.
Gabriel sorriu amplamente, removendo o pé da cabeça de Júnior.
— Claro! Ele está à disposição de vocês. Cadela, você vai obedecer meus amigos como se fossem eu. Qualquer coisa que eles mandarem, você faz. Entendeu?
Júnior sentiu o estômago revirar, mas sabia que não tinha escolha. Assentiu, derrotado.
— Sim, Mestre...
Thiago foi o primeiro a testar, sentando-se em uma cadeira e apontando para seus tênis sujos.
— Então limpa meu tênis, cadela. Com a língua. Quero ver se você é tão obediente quanto o Gabriel diz.
Júnior olhou para Gabriel uma última vez, implorando silenciosamente, mas encontrou apenas um aceno de aprovação. Com o coração despedaçado e a alma destroçada, ele se arrastou até Thiago e começou a lamber seus tênis, sentindo o gosto amargo de terra e borracha enquanto os quatro homens riam acima dele.
— Isso é incrível! — exclamou João Victor. — Ele realmente faz! Gabriel, você é um gênio! Como você conseguiu isso?
Gabriel se recostou em sua cadeira, observando a cena com satisfação suprema. Seu plano estava funcionando perfeitamente. Júnior estava sendo humilhado na frente de uma plateia, e cada segundo de degradação alimentava o ego de Gabriel como combustível puro.
— Agora, cadela — disse João Guilherme, claramente se divertindo —, quero que você nos sirva bebidas. E toda vez que trouxer algo, você se ajoelha diante de cada um de nós e agradece pela oportunidade de nos servir.
Júnior se levantou com dificuldade, as pernas tremendo. Ele correu para a cozinha, sua mente um turbilhão de humilhação e desespero. Como havia chegado a esse ponto? Como permitiu que sua vida se tornasse um espetáculo para o divertimento de outros?
Mas mesmo em meio ao desespero, uma parte perversa de sua mente sussurrava que aquilo era o que ele merecia, o que ele secretamente desejava. E essa percepção o aterrorizava mais do que qualquer humilhação física.
Ele voltou com as bebidas, ajoelhou-se diante de cada um dos amigos de Gabriel e murmurou, com a voz embargada:
— Obrigado pela oportunidade de servi-los...
E assim começou o que seria o dia mais longo e humilhante da vida de Júnior, sob o olhar satisfeito de Gabriel e a risada cruel de seus amigos, que finalmente tinham sua própria cadela pessoal para brincar.