Desafio da Casa dos Contos
OBS: Optei por publicar apenas depois de ter os contos prontos, evitando alongar mais do que o necessário. Serão narrativas curtas, diretas e já finalizadas. A ideia é que este projeto tenha pelo menos três temporadas, trazendo diferentes histórias sob a ótica de múltiplos personagens. Espero que curtam!
Ao lerem este relato, as senhoras e os senhores precisam compreender, antes de mais nada, duas coisas.
Primeiro: nunca houve motivos para suspeitar da minha esposa — dedicada, irmã presente, mãe excepcional.
Segundo: uma pessoa apaixonada, às vezes, não enxerga o que está diante dos seus próprios olhos.
Infelizmente, foi assim que cheguei ao fundo do poço.
Eu e Isabelly somos casados há 15 anos e temos dois filhos: um menino de cinco anos e uma menina de quinze. Minha esposa, conhecida como Belly, é loira, de sardas, magra, seios médios e olhos verdes. Não é do tipo que malha; sua beleza é natural, e nossa filha herdou dela essa aparência.
Eu sou médico, e ela, enfermeira. Trabalhamos em locais diferentes, mas todos no nosso círculo de amigos nos conhecem bem.
Belly é uma das cinco irmãs, todas muito unidas. Aos poucos falarei de cada uma, mas, a princípio, é preciso conhecer Maria, a mais velha. Foi ela quem assumiu o cuidado de todas as irmãs, pois a mãe delas faleceu cedo e o pai, um alcoólatra inveterado, sempre foi ausente. Hoje ele vive sozinho em algum lugar que nunca fiz questão de conhecer. O início das minhas desconfianças começou justamente em uma briga entre Belly e Maria.
Cheguei em casa e as duas discutiam em voz contida, tentando evitar que alguém ouvisse. Mas, quando entrei, vi Maria apontando o dedo para minha esposa e dizendo:
— O Lucas não merece isso, ele não merece isso!
Lucas sou eu: alto, branco, forte, cabelos pretos e ondulados. Um homem pacato, que odeia brigas e ama a família.
— Não mereço o quê? — perguntei.
As duas ficaram nervosas, buscando palavras. Minha esposa respondeu:
— Maria está reclamando da forma como tenho lidado com nossa filha, só isso.
De fato, a convivência entre as duas tem sido um inferno: vivem brigando, disputando não sei o quê.
— É isso, Lucas. Você não merece chegar em casa e passar por essas coisas. De qualquer forma, estou indo. Vou deixar vocês em paz — disse Maria.
— Que isso, Maria? Fica para o jantar.
— Não posso, tenho que resolver umas coisas.
— Que pena…
Belly a acompanhou até a porta, e eu vi quando Maria segurou a cabeça da minha esposa e murmurou:
— Não estraga tudo… cuidado com o diabo.
Achei estranho, porque Maria nunca foi religiosa. Mas fiquei quieto. Ainda assim, não engoli aquela história. Não sou tão ingênuo a ponto de não desconfiar.
— A discussão foi séria, amor? — perguntei.
— Você conhece a Maria. Ela ainda acha que é minha mãe. Não foi nada demais.
— E as crianças?
— Bela está com a minha irmã.
Bela é nossa filha. Herdou a beleza da mãe, mas tem meu temperamento: calma, fria e calculista. Talvez seja por isso que briga tanto com Belly. O silêncio e a indiferença dela acabam deixando minha esposa ainda mais furiosa.
A irmã mencionada é Carla, a mais nova. Tem apenas 18 anos, mas é muito responsável. Sonha em abrir uma clínica de estética — projeto que pretendo ajudá-la a realizar. Diferente de Belly, Carla não pinta os cabelos: é branquinha, de cabelos pretos e olhos verdes. Pratica yoga, academia e outros exercícios, o que lhe dá um corpo mais definido que o da minha esposa.
— E o Antônio? — perguntei.
— Está dormindo — respondeu ela.
— Então estamos sozinhos? — perguntei, puxando—a para perto, colando seu corpo ao meu. Começamos a dançar a nossa música — que não tocava ali, mas que já havíamos dançado tantas vezes que os passos estavam gravados em nós.
Cantei baixinho ao seu ouvido:
Used to spend my nights out in a barroom
Liquor was the only love I'd known
But you rescued me from reachin' for the bottom
And brought me back from being too far gone
You're as smooth as Tennessee whiskey
You're as sweet as strawberry wine
You're as warm as a glass of brandy
And honey, I stay stoned on your love all the time
(Tennessee Whiskey – ouçam)
Naquele instante, nada mais existia. O mundo se apagava e restávamos apenas eu e ela.
— Eu te amo, Belly. Como nunca pensei amar alguém.
— Eu também te amo — respondeu.
Senti uma lágrima escorrer pelo meu ombro, e ela se aconchegar ainda mais. Conhecia exatamente o espaço onde se encaixava em mim — o corpo, o toque, o cheiro, o amor.
Depois, abrimos um vinho. Conversamos sobre o trabalho, sobre nossos filhos, sobre a vida. Não apenas como marido e mulher, mas como os bons amigos que sempre fomos.
Envolvi ela em meus braços e juntos chegamos ao nosso quarto. Ali não era só sexo, era entrega, cumplicidade e não sabia onde meu corpo começava e o dela terminava.
Beijei sua boca, e desci pelo pescoço, os seios que eu sabia onde e como explorar. Beijava e mordia de leve fazendo ela gemer.
Passei a língua pela sua barriga até chegar na sua calcinha. Retirei ela como quem desnuda o prazer escondido sob o véu feito por deusas.
Belly já estava molhada, mas eu passei a língua pelo seu clitóris revelando mais um gemido, circulava ela e coloquei a pontinha do dedo no cu dela.
— Aiii amor, vou gozar, vou gozar
Ouvir ela entre gemidos dizer que ia gozar me fazia ter ainda mais vontade de fode—la todos os dias.
— An, an, an ahhhh!
Belly gozava na minha boca e o corpo relaxava na cama sujando os lençóis e me deixando de pau duro como pedra.
Ela veio me chupar, mas eu segurei no seu queixo e olhando em seus olhos.
— hoje não, hoje minha função é te dar prazer
Peguei as duas pernas dela deixando toda arrebanhada e fui pincelando a cabeça do meu pau na sua buceta.
— Mete amor
— Pede, quero te ouvir pedir rola
— Me fode! Enfia essa pica inteira dentro de mim e me faz gozar.
Dei uma estocada entrando tudo de uma vez arrancando um gemido de ambos. Segurei no seu pescoço e estocava tudo e tirava. Cada estocada eu arranca um um gemido dela.
Segurei seus calcanhares, e enquanto metia beijava seus pés como um devoto. Belly mordia os lábios e revirava os olhos revelando assim mais um gozo.
— Fica de quatro
Ordenei a ela que prontamente se posicionou
Posicionei a cabeça do pau na porta do cu dela fazendo ela contrair.
— amor eu não me limpei
Não dei ouvidos, cuspi para lubrificar e fui entrando centimetro por centimetro enquanto Belly mordia a fronha sentindo tudo. Depois do pau todo atolado, minhas mãos percorriam suas costas e eu a arranhava de leve, fazendo ela tremer.
Passei a comer o rabo dela do jeito que ela gosta, sem muita pressão mas indo até o fundo enquanto puxava seus cabelos.
— Devagar amor, tá doendo, coloca o librificante
tirei o pau com um pouco de merda, limpei e librifiquei e castguei o cu dela até gozar dentro e os dois caírem exaustos na cama.
Olhamos um para o outro e sorrimos, não precisava dizer nada, sabíamos o que estava acontecendo ali e depois de um banho, limpamos a bagunça, adormecemos agarrados e entregues.
Acordei e fui tomar banho, tinha que sair com minha filha para comprar algumas coisas para a festa de 15 anos dela.
Já debaixo do chuveiro Belly entrou nua, perfeita.
— Minha vez de te fazer gozar, você merece depois da noite de ontem
Abaixou olhando em meus olhos e fez o melhor boquete do mundo, sem tirar os olhos dos meus, me chupou até eu gozar na boca dela e ela engolir tudo. Limpou o restante que tava no canto da boca e foi escovar os dentes.
— Já contratei o fotógrafo para a festa — disse Belly, ajeitando o cabelo diante do espelho. — É o Igor, professor de fotografia da Bela.
— O que falta comprar? — perguntei distraído.
— Ela sabe.
Bela estava radiante com os preparativos. Eu, em silêncio, sofria: meu dinheiro escorrendo e minha filha crescendo rápido demais. Nenhum pai merece passar por isso, pensei, mas o sorriso dela bastava para que tudo valesse a pena.
No carro, ela ouvia umas músicas estranhas.
— Pai, o senhor precisa me prometer que não vai me fazer passar vergonha.
— Por quê, filha?
— O Lipe, pai.
— Ah, o Felipe… — respondi em tom irônico.
Felipe, colega de escola dela, seria o cavalheiro a dançar na festa.
— Paiii, promete.
— Tá bom… prometo não matar o Felipe na sua festa. Mas depois eu não garanto nada.
— Para, pai! — disse, rindo e empurrando meu braço.
— Eu não vou fazer nada, mas vou ficar puto. Isso não tem como evitar. Você é minha filha e eu te amo.
O dia seguiu entre compras, risadas e confidências. Sempre fomos muito próximos — ela me contava sobre paixões, namoradinhos e até segredos que só dividia comigo e com minha cunhada Carla.
Enfim, o grande dia chegou. A casa cheia de familiares, amigos e, claro, Lipe. Belly circulava, preocupada com o fotógrafo e os detalhes da festa. Mas algo me incomodava: ela bebia mais do que de costume.
Na hora da valsa, dancei com minha filha nossa música, a mesma que um dia dancei com sua mãe. Entreguei—a ao tal Felipe, mas não sem antes cochichar no ouvido do garoto:
— Se fizer minha filha chorar, corto sua veia aorta.
Ele arregalou os olhos, e Bela caiu na risada. Bailaram “A Bela e a Fera”. Depois vieram os funks, risos, flashes. Mas algo faltava: Belly, que havia ensaiado para dançar com Bela, sumira.
Saí para procurá—la e a cena me atravessou como um punhal: Belly saía do banheiro ajeitando o vestido, e logo atrás vinha o fotógrafo. Fui beijá—la, mas ela virou o rosto.
— Estou atrasada, amor. Preciso ir para a apresentação.
Juro que vi o fotógrafo rir de deboche. Mas calei—me. Minha cunhada Carla apareceu, pegando no meu braço:
— Vamos, Lu. Vamos assistir.
Na apresentação, Bela pegou o microfone. O público gritava “gostosa!”, e ela se constrangia:
— Para, meu pai tá aqui! — disse, rindo.
Respirei fundo, um peso se soltando do peito. Então, ela declarou:
— Quero agradecer ao amor da minha vida por essa festa.
Os amigos gritaram: — Felipe! Felipe!
— Meu pai — corrigiu Bela. — Pai, eu te amo muito. O senhor não tem noção do quanto. Sei que às vezes arrumo uns “Felipes” para te tirar do sério, mas nenhum homem nunca vai ocupar o lugar que o senhor ocupa no meu coração. Nunca!
Chorei como criança, enquanto Carla me consolava.
Depois, Bela agradeceu ao irmão e à família. Só não agradeceu à mãe. Quando questionei, ela apenas me abraçou em silêncio.
Mais tarde, encontrei Belly chorando com as irmãs. Sentei—me ao lado dela, fiz carinho em seus cabelos.
— Ela me odeia — soluçou.
— Não, amor. Ela é adolescente. E adolescentes adoram nos ferir.
Voltamos para casa em silêncio. Belly tomou remédios para dormir. Coloquei Antônio, nosso caçula, na cama e fui ao quarto de Bela.
— Por que não agradeceu sua mãe, filha?
Ela demorou a responder. Então sussurrou:
— Pai, se um dia vocês se separarem, eu quero ficar com você. Me promete?
— A gente não vai se separar, filha… mas eu prometo.
Ela virou de lado e dormiu. Mas aquelas palavras me corroeram.
A dúvida se reacendeu quando, numa noite, Belly correu ao banheiro antes de transarmos e voltou com a barriga vermelha, como se tivesse esfregado algo.
— O que houve? — perguntei.
— Brincadeira no trabalho. Desenharam na minha barriga.
Tentei ignorar. Mas a lembrança do banheiro, do fotógrafo, da risada debochada não me deixava.
O alerta final veio no hospital. Durante um plantão, recebi uma foto no celular: um nude de Belly, com a legenda: “sua buceta”. Logo em seguida, a mensagem foi apagada.
Naquela noite, não consegui mais calar.
— Belly… — disse, com a voz embargada. — Amor… você está me traindo?
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