A sala de conferências da empresa estava transformada. Luzes suaves piscavam, o som de jazz preenchia o ar, e o champagne tilintava nas taças. A festa anual da empresa estava em pleno vapor, e Laura, com seu vestido preto colado ao corpo, sentia todos os olhares. O decote ousado e a fenda na coxa deixavam pouco para a imaginação. Ela era a esposa perfeita do chefe de vendas, Daniel, sempre ao seu lado em eventos como esse. Mas hoje, algo estava diferente. Daniel, como sempre, estava preso em conversas com executivos, rindo alto, alheio ao calor que subia pela espinha de Laura. Ela tomou um gole do champagne, os olhos vagando pela multidão, até encontrarem os de Rafael, o novo gerente de marketing. Ele estava encostado no bar, a camisa azul desabotoada no colarinho, um sorriso perigoso brincando nos lábios. Laura sentiu um arrepio. Eles já tinham trocado olhares antes, em reuniões, nos corredores. Sempre inocentes. Até agora. Rafael se aproximou, a voz grave cortando o murmúrio da festa. Cansada de ser a esposa troféu esta noite? Laura ergueu uma sobrancelha, o coração disparando. E se eu estiver? respondeu, a voz rouca, desafiadora. Ele se inclinou mais perto, o hálito quente roçando a orelha dela. Então talvez precise de uma distração. Minutos depois, os dois estavam num canto escuro do corredor de serviço, longe das luzes e do barulho. O corpo de Laura pressionado contra a parede fria, as mãos de Rafael explorando a curva de sua cintura, subindo lentamente pela fenda do vestido. Ela gemeu baixo quando ele apertou sua coxa, os dedos ousados demais, rápidos demais. Você é louco, ela sussurrou, mas não o afastou. O perigo era intoxicante. Você não faz ideia, ele murmurou, antes de capturar os lábios dela num beijo faminto, dentes roçando, línguas se entrelaçando. As mãos dela puxaram a camisa dele, sentindo a pele quente por baixo. A culpa queimava, mas o desejo era mais forte. O som distante da música abafava os suspiros dela enquanto Rafael descia os lábios pelo pescoço, mordiscando a pele sensível, a mão agora deslizando por baixo do vestido, encontrando a renda da lingerie. Laura arqueou o corpo, rendida, cada toque enviando faíscas pelo seu sangue. E se alguém nos pegar? ela ofegou, mas o tom era mais excitação que medo. Rafael riu contra a pele dela, os dedos agora atrevidos, explorando onde ela mais pulsava. Deixa eles verem, ele provocou, antes de movê-la contra a parede com mais força, o ritmo dos dois se tornando frenético, quase desesperado. Naquele momento, Daniel, o marido, estava a metros dali, brindando com colegas, sem suspeitar que a esposa, tão impecável em público, estava se desfazendo nos braços de outro, num corredor escuro, onde o único som era o eco dos suspiros e o roçar dos tecidos.
Os gemidos suaves de Laura ecoavam no corredor escuro, abafados apenas pelo som distante da música da festa. As unhas dela cravaram nos ombros de Rafael, enquanto os dedos dele, habilidosos e implacáveis, exploravam sua pele quente e úmida, deslizando por baixo da renda com uma precisão que a fez estremecer. Você é tão... perigosa, ele sussurrou contra o pescoço dela, os lábios roçando a pele sensível antes de morder levemente, arrancando um gemido mais alto. Laura inclinou a cabeça para trás, o corpo arqueando contra a parede fria, entregando-se ao calor que a consumia. Mais rápido, ela murmurou, a voz quase um rosnado, a culpa agora apenas uma faísca apagada pelo desejo voraz. Rafael obedeceu, os dedos movendo-se com urgência, encontrando o ritmo perfeito que a fazia ofegar, as pernas tremendo. Ele puxou o vestido para cima, expondo mais de suas coxas, a fenda rasgando ligeiramente com o movimento brusco. Quero você agora, ele grunhiu, os olhos escuros queimando de desejo enquanto a mão livre desfazia o cinto dele com pressa. Laura não hesitou, os dedos dela descendo para ajudar, roçando a evidência dura do desejo dele através do tecido. O som do zíper cortou o ar, e em segundos, ele a levantou, as pernas dela envolvendo sua cintura. A parede segurava o peso dos dois, e o calor dos corpos colados era quase insuportável. Ela sentiu ele pressionado contra ela, quente e pulsante, e quando ele a penetrou, o mundo dissolveu-se em um borrão de prazer. Laura mordeu o lábio para abafar um grito, mas os sons escapavam, selvagens e descontrolados, enquanto Rafael a tomava com uma intensidade feroz, cada movimento mais profundo, mais rápido. As mãos dela puxaram os cabelos dele, os quadris acompanhando o ritmo frenético, como se o perigo de serem pegos só aumentasse o fogo. Você é minha esta noite, Rafael sussurrou entre os gemidos, uma mão apertando a coxa dela com força, a outra segurando seu rosto para um beijo possessivo, molhado, cheio de urgência. Laura sentia cada centímetro dele, o prazer construindo em ondas que a faziam perder o fôlego, a mente vazia de qualquer pensamento que não fosse aquele momento. A poucos metros, a festa continuava, risadas e taças tilintando, Daniel ainda preso em sua bolha de conversas, sem imaginar que sua esposa estava se rendendo completamente, o corpo tremendo contra a parede, à beira do êxtase, num corredor onde o único testemunho era a tensão elétrica entre ela e Rafael.
A festa seguia alheia, mas o corredor escuro pulsava com o desejo desenfreado de Laura e Rafael. O corpo de Laura tremia, cada investida de Rafael a levando mais perto do abismo. O som dos corpos colidindo ecoava no corredor, misturado aos gemidos abafados dela e ao grunhido baixo dele. Você gosta disso, não é? ele murmurou, a voz rouca, os lábios roçando a orelha dela enquanto a segurava com mais força, os dedos cravando na carne macia de suas coxas. Laura só conseguiu assentir, os olhos semicerrados, perdida na onda de prazer que a atravessava. De repente, um ruído. Passos ecoaram no corredor, vindos da direção da festa. Alguém se aproximava. Laura congelou por um instante, o coração disparando com o medo de serem pegos, mas Rafael não parou. Pelo contrário, ele intensificou o ritmo, uma mão cobrindo a boca dela suavemente, os olhos brilhando com uma mistura de desafio e desejo. Shhh… deixa eles virem, ele sussurrou, a voz carregada de excitação, enquanto continuava a movê-la contra a parede, cada estocada mais profunda, mais desesperada. Os passos pararam por um segundo, uma voz masculina murmurando algo sobre onde estão os copos extras. Laura sentiu o pânico misturado com o êxtase, o risco de serem descobertos tornando cada toque ainda mais elétrico. Ela mordeu o lábio de Rafael para não gritar, o corpo começando a se contrair, o clímax se aproximando como uma tempestade. Ele sentiu, e um sorriso predador cruzou seu rosto. Vai, Laura, agora, ele ordenou baixo, acelerando, os quadris batendo contra os dela com uma urgência quase selvagem. Ela se desfez, o orgasmo a atingindo como uma onda violenta, o corpo convulsionando contra ele enquanto abafava um gemido contra o pescoço dele. Rafael a seguiu segundos depois, um grunhido gutural escapando enquanto se entregava, os dois colapsando juntos contra a parede, ofegantes, suados, ainda entrelaçados. Os passos no corredor se afastaram, o perigo passando sem que fossem vistos. Por um momento, eles ficaram em silêncio, a respiração pesada misturando-se no ar. Laura afastou o rosto do ombro dele, os olhos brilhando com uma mistura de culpa e excitação. Isso foi insano, ela sussurrou, a voz trêmula, enquanto ele ajeitava o vestido dela, os dedos ainda possessivos. Rafael riu baixo, beijando-a com firmeza. Você não viu nada ainda. Do outro lado da porta, a festa continuava, as risadas de Daniel ecoando, alheio ao fato de que sua esposa acabara de cruzar uma linha da qual não havia volta, o corpo ainda quente, marcado pelos toques de outro homem.
Laura e Rafael ainda ofegantes, mas a noite está longe de acabar. Laura ajeitou o vestido com dedos trêmulos, o coração ainda disparado, enquanto Rafael a olhava com aquele sorriso que prometia mais problemas. Volta pra festa antes que sintam sua falta, ele disse, a voz baixa, mas com um tom que a desafiava a ficar. Ela respirou fundo, tentando recompor a máscara de esposa perfeita, mas o calor entre suas pernas e o gosto dele ainda em seus lábios tornavam isso impossível. Você vem comigo? perguntou, a voz provocadora. Rafael apenas assentiu, o olhar faminto. De volta ao salão, a festa parecia ainda mais vibrante, as luzes coloridas dançando sobre os rostos dos colegas de Daniel. Laura pegou outra taça de champagne, tentando ignorar o formigamento no corpo. Daniel, do outro lado da sala, finalmente a notou e acenou, mas logo foi puxado por outro executivo. Alheio. Sempre alheio. Isso só alimentava o fogo em Laura. Rafael reapareceu ao lado dela, disfarçando com uma conversa casual sobre o novo projeto da empresa, mas seus dedos roçaram a cintura dela por baixo da mesa, escondidos pela toalha longa. Laura prendeu a respiração, o toque reacendendo tudo que acabara de acontecer no corredor. Para com isso, ela sussurrou, mas o tom era mais um convite que uma ordem. Ele sorriu, os dedos subindo lentamente pela coxa dela, escondidos pela penumbra do salão lotado. Você acha que consegue ficar quieta? ele provocou, a mão agora atrevida, deslizando por baixo do vestido novamente, encontrando a pele ainda sensível. Laura apertou a taça com força, os olhos fixos à frente, fingindo ouvir a conversa de um colega próximo. Cada movimento dos dedos de Rafael era calculado, lento o suficiente para torturá-la, rápido o suficiente para mantê-la à beira do colapso. Ela mordeu o lábio, o corpo tenso, tentando não se contorcer na cadeira. De repente, Daniel se aproximou, rindo alto com um copo na mão. Laura, amor, tá tudo bem? Você tá vermelha! Ele estava a poucos metros, perto demais. Rafael não parou, os dedos agora mais ousados, circulando com precisão onde ela mais sentia. Laura forçou um sorriso, a voz trêmula. Tá quente aqui, só isso, respondeu, as pernas tremendo sob a mesa. Daniel riu, distraído, e virou-se para cumprimentar outro convidado. O risco era insano, mas Laura não queria que Rafael parasse. Ela se inclinou levemente para ele, sussurrando: Se vamos fazer isso, faça direito. Os olhos dele brilharam, e ele aumentou a intensidade, os dedos movendo-se com uma urgência que a fez agarrar a borda da mesa, o prazer crescendo em espiral. A multidão, a música, Daniel a poucos passos – tudo só tornava a sensação mais avassaladora. Quando ela chegou ao clímax, foi silencioso, mas devastador. Laura fechou os olhos por um segundo, o corpo estremecendo disfarçadamente, a respiração entrecortada. Rafael retirou a mão devagar, levando a taça aos lábios como se nada tivesse acontecido, um sorriso satisfeito no rosto. Você é boa nisso, ele murmurou, baixo o suficiente para ninguém mais ouvir. Laura, ainda recuperando o fôlego, lançou um olhar que misturava raiva e desejo. Isso não acabou, disse, a voz carregada de promessa. A festa continuava, mas entre eles, o jogo estava apenas começando.
Laura e Rafael, a adrenalina pulsando, prontos para levar o jogo a outro nível. Laura ainda sentia o corpo vibrando do último clímax, o olhar de Rafael queimando nela como uma promessa não dita. A festa girava ao redor deles, um borrão de risadas, taças e música, mas o mundo parecia reduzido ao espaço entre os dois. Daniel, agora a poucos metros, conversava animadamente com o diretor, alheio ao fogo que consumia sua esposa. Laura, porém, não conseguia mais fingir compostura. Cada roçar do vestido contra sua pele reacendia o desejo, e Rafael sabia disso. Quero você de novo, ela sussurrou, os lábios mal se movendo, enquanto passava por ele, fingindo pegar outra bebida no bar. O tom era baixo, mas carregado de urgência. Rafael arqueou uma sobrancelha, o sorriso predador voltando. Aqui? Agora? ele provocou, mas seus olhos já procuravam um escape. Ele apontou com o queixo para a porta dos fundos, que levava a uma sala de reuniões vazia, usada para guardar caixas de decoração da festa. Sem dizer uma palavra, Laura caminhou na direção indicada, o coração batendo tão alto que parecia ecoar no salão. Rafael a seguiu, mantendo uma distância discreta, mas seus olhos nunca deixaram as curvas dela, marcadas pelo vestido preto que parecia implorar para ser arrancado. Quando a porta da sala se fechou atrás deles, o silêncio foi quebrado pelo som do trinco. Não havia volta. Laura virou-se para ele, os olhos brilhando com uma mistura de desafio e desejo puro. Nada de joguinhos agora, ela disse, puxando-o pela camisa e colando os lábios nos dele num beijo faminto, quase violento. Rafael respondeu na mesma intensidade, as mãos agarrando os quadris dela, levantando-a para sentá-la na mesa de reuniões. Papéis e canetas caíram no chão, mas nenhum dos dois se importou. Ele arrancou o vestido dela pelos ombros, expondo a pele quente e os seios cobertos apenas pela renda fina. Laura gemeu quando ele desceu a boca, mordendo e chupando com uma urgência que a fez arquear o corpo. Você me deixa louco, ele grunhiu, enquanto desabotoava a calça, liberando-se para ela. Laura não esperou, as mãos envolvendo-o, guiando-o com uma ousadia que ela mesma não sabia que tinha. Então mostra, ela desafiou, a voz rouca, as pernas se abrindo para ele. Quando ele a penetrou, foi com uma força que fez a mesa ranger, o som misturando-se aos gemidos dela, altos demais para o espaço confinado. Cada movimento era desesperado, a mesa batendo contra a parede, os corpos colidindo em um ritmo frenético. Laura cravou as unhas nas costas dele, puxando-o mais fundo, o prazer tão intenso que ela mal conseguia respirar. Mais forte, ela exigiu, e Rafael obedeceu, os quadris batendo contra os dela com uma ferocidade que parecia querer quebrar tudo ao redor. De repente, vozes do outro lado da porta. Achei que vi alguém entrando aqui, disse uma voz masculina. Laura arregalou os olhos, o pânico misturando-se ao êxtase, mas Rafael segurou o rosto dela, os olhos fixos nos dela. Não para, ele sussurrou, acelerando, como se o risco só alimentasse o fogo. Ela mordeu o próprio braço para abafar um grito, o orgasmo a atingindo como uma explosão, o corpo convulsionando enquanto Rafael a seguia, um gemido baixo escapando enquanto se derramava nela, os dois colapsando sobre a mesa, ofegantes, suados, destruídos. As vozes do lado de fora se afastaram, o perigo passando mais uma vez. Laura riu, ofegante, a adrenalina ainda correndo. Você é um perigo, ela murmurou, enquanto ele a ajudava a ajeitar o vestido, os dedos ainda possessivos. E você adora isso, ele retrucou, selando o momento com um beijo lento, carregado de promessas. Lá fora, a festa seguia, Daniel ainda perdido em conversas, sem saber que sua esposa acabara de se entregar a um momento que mudaria tudo. Laura saiu da sala primeiro, o corpo ainda tremendo, o sorriso disfarçado, mas os olhos brilhando com um segredo que ela não sabia se queria guardar.