Capitulo 11 - Experiencia quase morte
Aquele almoço de domingo foi totalmente normal, Sofia não falou mais que o necessário comigo, apenas me encarava o tempo todo, não insisti em nada também, já tinha passado meu recado para ela, da minha parte eu não correria mais atrás dela, o dia foi tranquilo e chegando a tarde nos arrumamos para ir embora, estávamos nos despedindo de todos.
- Muito obrigado pelo fim de semana pessoal - Disse
- Você não precisa demorar tanto pra vim nos ver Gu - Disse mamãe - Pelo menos aos finais de semana
- Todos vocês podem me visitar também - Disse encarando Sofia
Ela marejou os olhos e olhou para baixo encarando o chão
- Obrigada gente foi um prazer conhece-los - Disse Bianca
- Você é sempre bem vinda querida - Mamãe falou pra ela
Entramos no carro e fomos embora.
Antes de mais nada eu resolvi não prosseguir meu relacionamento com Bianca, expliquei para ela que no momento não conseguiria amar mais ninguém, ela entendeu muito bem a situação e eu não queria machucar mais ninguém também, já vivia meu inferno pessoal, e merecia aquilo.
Aquele inicio de semana começou tenso no trabalho, a meses estávamos investigando um traficante e coletando informações para pega-lo, finalmente tínhamos a provas concretas e o mandato de prisão, o único problema era a comunidade onde ele morava, grande e perigosa, organizamos uma operação para a captura dele, minha equipe invadiria a favela por terra pela frente, outra equipe iria emboscar a parte de trás, após nossa proximidade um helicóptero daria cobertura e passaria informações para as equipes em terra.
Nos paramentamos e fomos a captura, o estardalhaço foi grande quando as viaturas chegaram na entrada da favela, fogos de artifícios anunciavam nossa chegada, nós já prevíamos isso, era uma comunidade muito bem vigiada, a equipe que estava foi dividida, um grupo foi pela direita e meu grupo foi pela esquerda, também tínhamos suporte na entrada, fomos avançando e efetuando prisões, até o momento ninguém tinha se atrevido a trocar tiro conosco.
Após uns quatrocentos metros favela a dentro ouvimos disparos de arma de fogo, vinha da esquipe da direita, mais uma vez nos dividimos e pedimos suporte, fui ao encontro da equipe, ao chegar vi um policial baleado, aquilo fez minha adrenalina subir muito, fui ao encontro dele, ele já recebia primeiro socorros do parceiro.
- De onde veio o tiro? - Perguntei
- De cima do telhado, se proteja
- Precisamos de apoio medico e o helicóptero para cobertura - Anunciei no radio
Coloquei meu fuzil o meu lado no chão e auxiliei o policial nos primeiros socorros, ouvi estampidos e ricocheteio de disparos muito próximo
- Se abaixa Steeve - Disse o policial ao meu lado
Não deu tempo, senti dois impactos muito forte, um em meu peito e outro na região abdominal, meu corpo amoleceu e eu cai no chão sem ar, os disparos chicoteavam ao meu redor, de olhos ainda fechados eu tateei o chão em busca do meu fuzil, encontrei, nesse momento me veio Sofia na cabeça, não podia morrer sem vê-la novamente, com muito esforço me ajoelhei e busquei posição para revidar, mas estava difícil de mais para respirar, com a visão turva encontrei os dois atiradores, trocamos tiros, acertei os dois, mas senti um impacto na perna, tinha tomado outro tiro, não consegui sustentar meu peso e cai novamente, já estava quase apagando quando ouvi o helicóptero sobrevoando nossas cabeças.
- Sofia - lembro de dizer e desmaiei sem conseguir respirarEu estava em uma casa muito bonita, ampla com um quintal com uma arvore, Sofia estava sorridente ensinando a lição de casa para nosso filho Henrique, de 6 anos, sua barriga já dava sinais da outra gravidez, dessa vez torcíamos para ser uma menina.
Me aproximei dela a abraçando por trás, ela sorriu abraçando meu pescoço e me beijando.
- Você esta linda com essa barriguinha - Disse acariciando seu ventre
- Eu te amo muito Gustavo - Disse com um lindo sorriso
Ela sorriu mas foi se afastando, como se tivesse sendo sugada por uma luz, ela e Henrique, me desesperei, foi um desespero tão forte que meu peito doeu, não conseguia respirar, vi uma luz ainda mais forte em minhas pupilasSOFIA - Eu gritei
- Calma Sr. Gustavo, esta tudo bem - Uma voz feminina ao meu lado - Sou sua medica esta em boas mãos
Ela foi se afastando com uma lanterna na mão, fui recuperando a visão aos poucos e entendendo onde eu estava, pelo jeito não tinha morrido, apertei os olhos e apurei a audição, ouvia soluços de pessoas chorando ao meu redor, era Papai, Mamãe e Sofia.
- So..Fia - Disse estendendo a mão com dificuldades
Ela chorava compulsivamente, correu para me abraçar, senti uma dor dilacerante na região do peito e gemi.
- Cuidado moça - Disse a medica - Ele esta com as costelas fraturadas, só não foi pior graças a sua condição fisica
Ela afrouxou o abraço mas continuou comigo
- Fiquei com tanto medo Gu - Disse ela chorando - Não faz mais isso comigo por favor
- Eu também fiquei - Disse com dificuldades - Só conseguia pensar em você sabia?
Ela beijou minha testa com carinho e mamãe e papai se aproximaram, ambos também emocionados, principalmente mamãe.
Eles foram me pondo a par dos acontecimentos, mesmo com meus ferimentos e um policial morto a operação foi concluída, alguns bandidos mortos e o traficante preso, os tiros na região superior no meu corpo não atravessaram o colete mas duas costelas se quebraram, e o tiro da perna atravessou sem acertar osso ou artéria, em resumo eu estava bem, só precisava de repouso.
- Agora você precisa ir pra casa Gustavo - Dizia mamãe - Não podemos cuidar de você em seu apartamento
- Mas em casa tem muita escada mãe - Respondi - Sei que não sou um moribundo mas fica difícil a locomoção, pode deixar que eu me viro mãe, não se preocupe.
- É verdade - Respondeu meu pai - No apartamento é melhor, vai ser difícil mas podemos revezar, e Bianca?
- Não precisa gente é serio, consigo sozinho - Disse tentando me sentar, outra dor e falta de ar me abateram.
- Seu teimoso - Sofia disse irritada - Eu fico com ele, já estou de férias da faculdade mesmo, Bianca não é da família, eu cuido do Gustavo.
- Sofia? - Perguntei atônito - Não quero atrapalhar sua vida, é serio
- Isso não é uma negociação Gustavo, assim que tiver alta já vou com você - Disse apertando minha mão
- Obrigado - Disse deixando uma lagrima deslizar pelos meus olhos
Ela me abraçou novamente e beijou meu rosto, olhei para meus pais, mamãe se emocionou fortemente vendo a cena, eu imaginei o que passava em sua mente, a oportunidade de reaproximação minha e de Sofia.
- Então esta certo, quando eu sair da loja eu passo lá pra ver como vocês estão - Disse mamãe
- Ótimo tudo acertado - Disse meu pai - Doutora quando ele vai ter alta?
- Creio que amanhã mesmo Sr. João
- Ótimo, Sofia volte com sua mãe e faça suas malas, eu vou ficar com ele hoje, amanhã levo vocês dois direto, agora vocês precisam sair, ele vai ter que prestar o depoimento dele.
Elas se despediram de mim e saíram, na mesma hora entrou no meu quarto 2 policias e o delegado.
Me interrogaram e registraram tudo que falei, ao dizer os fatos me veio a lembrança bem vivida do evento de horas antes, a imagem no policial ferido e o rosto dos dois que eu neutralizei, um pavor em forma de arrepio subiu pela minha espinha, tentei me levantar para vomitar mas não deu tempo, vomitei no chão mesmo.
- Me digam o que aconteceu com o agente ferido?
- Infelizmente ele não resistiu Gustavo - Disse o delegado
- Deus... - Abaixei a cabeça - E... os dois que eu baleei?
- Mortos - Respondeu
- Preciso de um balde - Disse com o vomito na garganta
Meu pai pegou o lixo e trouxe para mim, vomitei novamente
- Eu... eu matei um ser humano - Disse em choque
- Isso faz parte do nosso trabalho Gustavo, não se sinta culpado, era você ou eles e você ágil certo - Disse o delegado
- Se me permite Doutor - Era meu pai - Gustavo, você não só salvou a sua vida, você pode ter salvo a vida de sei lá quantos policiais, pense nisso filho.
- Bom é isso - Disse o delegado - Provavelmente tenha uma audiência ainda, mas fique tranquilo que não vai dar em nada, assim que estiver se sentindo melhor você pode voltar ao trabalho, boa recuperação.
Eles foram embora, eu e papai ainda conversamos muito, sempre demostrando que fiz a coisa certa, eu não duvidava nem um pouco disso mas ainda estava chocado por ter tirado a vida de alguém, essa noite precisei remédios para dormir.
Quando acordei na manhã seguinte já estavam todos novamente no meu quarto, após algumas horas me deram alta, papai ajudou a me trocar, mamãe e Sofia haviam trazido roupas limpas para mim.
- Onde esta minha arma? - Perguntei ao meu pai
- Aqui filho - Disse ele me entregando - Quer eu que eu carregue isso pra você?
- Não pai, me sinto bem com ela - Com dificuldades coloquei na cintura
- Precisa mesmo disse Gu? - Era Sofia
- Sim ele precisa - Meu pai respondeu - Um policial tem a obrigação de portar sua arma o tempo inteiro.
Terminamos de arrumar as coisas e descemos até o carro, bem humilhante ir em uma cadeira de rodas, mas era norma do hospital, Sofia pareceu se divertir empurrando a cadeira pelos corredores até chegar ao carro, mamãe se despediu e ficou de passar lá mais tarde.
Ao chegarmos meu pai nos deixou na portaria, tinha que correr para trabalhar pois já estava atrasado, aproveitei para cadastrar Sofia, para ela ter livre acesso sem mim, o porteiro, Sr. Francisco ficou muito preocupado comigo também, disse que saiu na Tv e tudo, se prontificou a me ajudar a subir mas rejeitei, preferia ele cuidando da portaria, algum tipo de terror tinha começado a me abater, comecei a sentir insegurança ali fora das paredes.
- Sofia - Disse olhando para os lados - Vamos entrar por favor.
- Claro - Disse me olhando preocupada - Esta com dor?
- Não, só quero entrar - Disse colocando a mão na arma por cima da camiseta
- Vamos Gu
Finalmente estávamos dentro de casa, respirei aliviado, fui até minha cama e me estirei lá.
- Vou preparar algo pra você comer, deve estar com saudades da comida da sua irmã né?
- Sofia? - Disse olhando para ela
Tão linda, tão frágil, um nó muito grande veio em minha garganta, não sei por que comecei a chorar igual criança, Sofia correu e se deitou ao meu lado, colocando minha cabeça em seu colo.
- O que foi meu bem? Disse alisando minha cabeça - Foi muito difícil lá né?
- Foi terrível, não ter sido baleado, mas... - Parei de falar
- O que foi Gu? - Disse Sofia alisando meu rosto
- Quando eu cai após ser baleado, pensei que morreria ali mesmo, não estava com medo, mas pensei em você, tive o maior medo da minha vida
- Como assim Gu? - Sofia já enchia os olhos de lagrimas
Eu a abracei pela cintura e afundei meu rosto em seu seios, sem nenhuma maldade, eu só queria ficar o mais próximo dela.
- Eu tive tanto medo de não te ver novamente Sofia, eu levantei e lutei por isso, talvez eu tivesse morrido ali se não fosse o medo de te perder.
- Oh Deus Gu - Sofia me abraçava chorando comigo
- Você poderia ficar comigo mais um pouco? Me desculpe por isso, sei que estou abusando de você, mas deite aqui comigo.
- É claro seu bobo - Ela me beijou rosto com carinho me abraçando - Descanse um pouco, não vou sair daqui prometo.
Aos poucos fui me acalmando e nem percebi o momento que adormeci em seus braços, porém tive um pesadelo terrívelEu estava chegando de mais um dia árduo de trabalho, estava ansioso para ver minha esposa e filhos, a poucos meses Sofia tinha dado a luz a Julia, quando cheguei em casa algo me chamou atenção, a porta da frente estava aberta, entrei em casa preocupado com o ocorrido, assim que entrei levei um choque, a casa toda revirada
- SOFIA? - Gritei
Nada de resposta, instintivamente coloquei a mão na cintura a procura da minha arma, mas não tinha nada ali, na minha mão tinha apenas uma pasta de escritório.
- HENRRIQUE?
Sem resposta, um cheiro de sangue e morte terrível se espalhava pelo ar.
Subi as escadas correndo, com o coração na boca, primeiro fui ao quarto das crianças, tudo revirado e nenhum sinal deles, comecei a escutar barulhos de batidas secas vindo do nosso quarto, tremi as pernas, caminhei até ele pisando em ovos, ao abrir a porta minha vida desmoronou, vi os corpos das crianças ensanguentadas, ambas mortas e Sofia também mais a frente.
Duas figuras sinistras me encaravam rindo sem parar, apesar das lagrimas ofuscando minha visão os reconheci, eram os dois que eu tinha baleado na comunidade, sentados se banhando com o sangue da minha família.
- Esta vendo seu verme, achou que ficaria por isso mesmo? - Disse o primeiro
- Ainda é pouco irmão - Disse o segundo levantando o cadáver de Sofia - Ele tirou tudo de nós
Eles desataram a rir histericamente, uma risada ensurdecedora que só ia aumentando de volume, cai de joelhos em meio ao sangue que se espalhava rapidamente pelo chão e o barulho infernal de suas risadasNÃOOOOOOOOOO - Gritei me sentando na cama
Acordei totalmente suado, olhei ao redor ainda era manhã, devo ter pegado por pouco tempo no sono mas foi o suficiente para ter um pesadelo que me deixou totalmente fora dos eixos.
Mas algo me incomodou, eu estava sozinho no quarto e a porta fechada.
- Sofia? - Disse comigo mesmo desesperado.
Fiz um esforço e me levantei da cama, eu vestia somente uma calça de moletom e estava sem camiseta, peguei minha arma e coloquei na cintura, ao sair do quarto um silencio absurdo no apartamento, comecei a chama-la mas nada de resposta, onde ela estava? Senti um medo terrível, aquele sonho me veio a mente.
Olhei na porta a chave ainda estava lá, peguei meu celular e liguei para ela, chamou, mas o que mais me aterrorizou foi que o celular tocou dentro de casa. Nesse momento eu agi somente por instinto, sai do apartamento mancando, minhas costelas doíam e meu ferimento na perna latejava, apertei o botão do elevador uma 10 vezes quando ele chegou dei de cara com Sofia dentro do elevador, trazendo sacolas.
- Amor? - Disse escorando na porta do elevador
- Oh Deus Gu - Sofia soltou as sacolas no chão e veio me amparar
Ela me levou até dentro do apartamento e me sentou no sofá, voltou e pegou as sacolas.
- Eu... eu estava tão preocupado com você, tive sonhos terríveis
- Calma meu bem, eu estou aqui, só fui comprar coisas para o almoço - Ela tocou a mão na minha testa - Deus Gu, você esta com febre, vou pegar um remédio
Antes dela se afastar eu segurei seu braço, Sofia parou e me encarou, seu rosto estava tão preocupado, eu não resisti e a puxei a e a beijei.
Sofia não resistiu, me beijou com vontade segurando minha nuca
- Eu não posso te perder novamente - Disse aflito - Não vou aguentar uma terceira vez, eu te amo tanto Sofia
Ela se sentou ao meu lado acariciando meu rosto
- Como assim meu amor? Uma terceira vez?
- Sim, foi terrível
Contei para ela sobre meus sonhos, ela ouviu tudo e se emocionou limpando as lagrimas
- Então quer dizer que eu fui mãe? - Ela disse sorrindo e chorando - E como foi?
- Você estava linda, e nossos filhos, eram lindos, puxou nos dois, você tinha que ver, mas ai vieram eles - Disse olhando para o chão - Tiraram tudo de mim
- Calma meu amor, foi só um sonho, e você esta com febre, espere só um segundo vou pegar seu remédio
Sofia levantou pegou o remédio e me serviu, eu segurei sua mão novamente e a conduzi para outro beijo.
- Amor - Ela disse - Preciso preparar o almoço
- Tudo bem, vou tomar banho, estou todo suado - Alisei seu rosto - Me desculpe Sofia, me de mais uma chance por favor, minha vida não tem sentido algum sem você.
Sofia sorriu e me beijou novamente com carinho
- Vai lá tomar seu banho, depois conversamos, consegue tomar banho só?
Sorri mais aliviado
- Consigo - Disse me levantando
- Ei amor, deixa essa arma de lado, aqui você esta seguro, prometo
Coloquei a arma no criado mudo e entrei pra o banho, sai do banho somente com um Shorts, tinha dificuldades de vestir camisetas, foi para cozinha e Sofia cozinhava nosso almoço, me sentei na cadeira e fiquei assistindo ela terminar o almoço.
Tão linda, tão dedicada, toda hora ela se virava com um sorriso lindo no rosto para se certificar que estava tudo bem.
- Muito bem, deixa eu medir sua febre, se sente melhor?
Sofia veio em minha direção com um termômetro, se inclinou e com cuidado colocou um termômetro em baixo do meu braço.
- Me sinto bem Sofia, como não me sentir? Você é tão atenciosa
Ela sorriu e tocou minha testa
- Parece que sua febre abaixou, vou fazer curativos novos na sua perna e passar pomada no seu peito, esta tão roxo - Ela disse olhando preocupada.
- Eu estou bem amor - Disse segurando sua mão e acariciando - Vamos almoçar primeiro, aposto que ficarei melhor após isso.
- Tá bom meu anjo - Ela acariciou minha mão também - Vou colocar a mesa
Sofia me deu um selinho e foi colocar a mesa, almoçamos muito bem, ali eu me sentia o homem mais feliz do mundo.
Após o almoço Sofia trocou meus curativos e começou a aplicar pomada na região superior do meu corpo, sentir o toque de sua mão direto na minha pele começou a me dar um tesão incrível, mesmo sentindo dores comecei ficar extremamente excitado, quando tomei banho por comodidade eu vesti somente um shorts fino, foi inevitável formar uma barraca enorme no meu shorts que foi notada por Sofia, ela corou o rosto e sorriu vendo a situação.
- É estou vendo que o Sr. esta melhor mesmo, já esta todo animadinho
- Desculpe por isso, foi involuntário - Disse realmente envergonhado
Apesar de querer muito, o que eu gostaria de demonstrar pra ela era amor, não somente tesão, eu sabia muito bem que a amava muito, mas o evento do tiroteio me fez repensar muito mais sobre isso.
- Estou tão perdida Gu - Sofia abaixou a cabeça
Peguei seu rosto com carinho e levantei, Sofia me encarou com os olhos cheio de lagrimas e prosseguiu:
- Eu achei que estava te esquecendo, mas quando soube que te veria novamente no dia do churrasco meu peito se apertou muito e de fato quando te vi me causou um desequilíbrio muito grande, e agora quando vi a possibilidade real de te perder para sempre eu quase morri. Oh Deus Gu, eu te amo tanto.
Eu avancei a beijando, Sofia abriu sua boquinha e retribuiu o beijo com ternura.
- Pois a mesma coisa aconteceu comigo Sofia, a diferença é que em momento algum eu duvidei de que te amava, eu procurei durante todo esse tempo de esquecer, dormi com dezenas de mulheres, mas nunca nenhuma supriu o amor que eu só tenho por você.
Sofia me encarava e escorria lagrimas de seu rosto, ela limpou e me beijou novamente
- Mas e a Bianca?
- Amor, Bianca é uma criadora de conteúdos, comecei a sair com ela como uma garota de programa, embora ela diz que nunca foi, pelo simples fato dela ser idêntica a você, isso sim foi bizarro, quando vi que nenhuma garota me completava acabei conhecendo ela, mas ainda assim nunca foi nada de mais para mim, acredite Sofia, eu te amo muito.
Sofia enxugou as lagrimas que vinham em seu rosto
- Comigo aconteceu o mesmo, apesar do Bruno ser um amor de pessoa eu nunca consegui ama-lo, e mesmo não querendo admitir você tinha razão naquele dia, ele nunca me satisfez - Sofia dizia envergonhada - Só fico satisfeita com você Gu, e não é só isso, eu me sinto amada de verdade quando estou com você.
- Meu amor, vamos dar mais uma chance pra gente? Eu mesmo não consigo mais viver essa situação, será uma chance perfeita com você passando um tempo comigo.
Sofia se levantou e sentou com cuidado em meu colo, abraçou meu pescoço e me puxou para um beijo quente, mesmo sentindo dores no meu tórax e na perna eu não queria sair dali nunca mais, a abracei com o máximo de forças e a beijei com volúpia, ela se separou no beijo ainda com lagrimas nos olhos porem sorrindo e alisou meu rosto.
- Eu aceito meu amor - Ela alisava meu rosto - Eu não suporto mais ficar longe de você, mas por enquanto vamos só namorar, você esta muito ferido, quero você inteiro para mim de novo.
- Eu farei tudo que for preciso, só o fato de você estar aqui comigo já me faz o homem mais feliz do mundo
Sofia sorriu deixando cair suas lagrimas e me beijou novamente
- Pois eu também, sou a mulher mais feliz do mundo com você, mas me conta mais, como era nossa família no seu sonho?
Tentei me lembrar de todos os detalhes e contei a Sofia, que ouvia tudo se emocionando com cada detalhe que eu contava, após muito tempo juntos sem se separar e namorando ela foi para o banho e passamos o restante da tarde assistindo filmes agarrados, dormimos juntos um nos braços o outro no sofá.
Acordei com minha mãe e Sofia me observando dormir, nem a escutei chegando.
- E ai filho, Sofia esta cuidando bem de você?
- Muito bem mãe - Disse bocejando - Não poderia ser pessoa melhor, com todo respeito a senhora
- Que bom meu amor, fico tão feliz por isso, trouxe comida - Disse me mostrando uma sacola - Vamos deixe eu te ajudar a levantar
- Pode deixar mãe - Sofia veio ao meu encontro - Eu já peguei a pratica de movimentar o Gu
- Mãe não precisa fazer isso, eu estou bem abastecido aqui, além do mais minha irmãzinha se mostrou uma excelente dona de casa, ela já pode se casar sabia?
Sofia me encarou sorrindo de costas para mamãe e mordeu os lábios, mamãe deu uma risada gostosa e foi arrumar a mesa.
- Pois é, eu sei disso, eu criei bem minha filha, você tem algum plano com o Bruno Sofia?
Sofia ainda me encarava com um sorrido no rosto
- Nenhum mãe, na verdade só estou pensado no Gu atualmente, ele é minha maior prioridade
Mamãe parou de arrumar a mesa e olhou seria pra Sofia, essa que com a maior cara de pau me ajudou a sentar na cadeira e arrastou a sua para meu lado se sentando e abraçando meu braço com a cabeça no meu ombro e acariciando minha nuca.
- Fico muito feliz com isso filha, você não sabe quanto eu orei para reconciliação de vocês dois, mas Bruno é um excelente homem, não pode deixa-lo para segundo plano.
- Desculpe mãe, mas não tem como, vou ficar com ele até ele ficar cem por cento, não vou desviar a atenção do meu irmão para agradar alguém que não amo.
- Me desculpe mãe mas vou acabar sequestrando Sofia, sinto te dizer mas ela não voltara mais pra sua casa.
Sofia apertava minha mão e acariciava minha nuca me encarando e sorrindo, tudo que eu mais queria era que mamãe fosse embora logo, pois estava me segurando para não atacar Sofia ali mesmo.
- Vocês dois viu - Disse mamãe sorrindo - Tinha até me esquecido de como são melosos, vamos se sirvam, ainda tenho coisas pra fazer em casa.
Nos três comemos juntos e mamãe foi embora fazendo dezenas de recomendações para Sofia e para mim.
Após Sofia arrumar a cozinha fomos para o quarto se deitar, já tínhamos dormido juntos muitas dezenas de vezes, até mesmo em um hotel sozinhos, mas estar em um lugar realmente nosso, onde podíamos sermos nos mesmo era totalmente diferente.
- Essa é a parte do dia que estava mais ansiosa sabia?
- Acho bom você se acostumar, não falei brincando que vou te sequestrar
Sofia sorriu e me beijou, alisou suavemente meu peito e abdômen, ao chegar na minha pélvis tocou meu pênis com carinho, sorriu em meus lábios e enfiou a mão por baixo do meu shorts, começou a massagear minha ereção.
- Não vamos poder transar, você esta muito machucado, mas nada me impede de te fazer relaxar e dormir gostoso - Disse com um sorrisinho safado
- Que saudades eu estava de você - Disse revirando os olhos de prazer
- Eu também estou morrendo de saudades disso aqui - Disse apertando - Você me deixou louca final de semana passado
Sofia se abaixou e ficou cara a cara com meu membro, começou alisar seu comprimento com os dedos, olhando com fascinação, passava os dedos em suas veias, na pele e na cabeça que já começava a molhar, passou o dedo no liquido que saia da uretra e levou na boca.
- Hummm, que saudades desse pau delicioso - Ela disse beijando meu membro
Sofia começo beijando a base do meu pau, foi subindo dando beijinhos no corpo e na cabeça deu um beijo bem estalado, colocou a língua pra fora e foi lambendo da cabeça até a base, chegando da base abriu a boca, levantou meu pau e me olhando nos olhos colocou uma das bolas na boca, lambeu com mastreia meus ovos, meu pau pulsava de tesão da sua mão.
- Deus.... como você é boa nisso amor - Disse extasiado de tesão
Sofia sorriu, colocou a cabeça de lado e abraçou o corpo do meu pau com os lábios, veio subindo no seu comprimento passando a língua deixando rastro de saliva, ao chegar na cabeça ela endireitou a sua e abocanhou inteira de uma só vez, rodopiou a língua fazendo pressão com os lábios me deixando em êxtase, quando pensei que não poderia ficar melhor Sofia foi abaixando a cabeça e engolindo centímetro por centímetro, sempre brincando com a língua deixando tudo mais gostoso.
- Puta que pariu amor - Disse segurando seus cabeços da nuca - Ninguém nunca chega aos seus pés, você é demais
Sofia retirou a boca do meu pau respirando fundo procurando ar, lambeu os lábios e começou a masturbar meu pau todo babado de sua saliva.
- Esse pauzão também amor, que delicioso, quero seu leitinho, me da na boquinha?
Sofia olhou profundamente nos meu olhos e abaixou a cabeça novamente, engoliu a cabeça do meu pau rodopiando a língua nela, com uma mão ela me masturbava e a outra acariciava minha bolas, sentia minha bolas se contorcerem como se estive agitando uma erupção eminente, enquanto a cabeça do meu pau inchava ainda mais esticando seus lábios, agarrei com força seus cabelos da nuca e senti um jato violento, depois outro e mais outro e mais vários.
Fechei os olhos em um torpor orgástico que pareciam décadas que não sentia, minha audição ficou abafada enquanto eu só sentia um prazer intenso e ouvia ao fundo o barulho molhado de sua chupada e de sua garganta engolindo o liquido espesso.
Ao abrir os olhos eu via aquela cena linda da minha doce irmã trans, que agora era o amor da minha vida se deliciando com meu esperma, Sofia olhava para minha uretra espremendo meu pau como se procurasse por mais sêmen, ela espremia meu pau e encostava a língua.
- Tão gostoso - Sofia dizia lambendo meu pau o deixando bem limpinho - Estava precisando tanto disso
- Sofia - Disse tocando seu rosto - Te amo tanto
Ela sorriu, após guardar meu pau com carinho dentro do meu shorts subiu e se deitou ao meu lado alisando meu rosto e fazendo caricias com as unhas no meu cabelo.
- Eu te amo muito meu amor, agora durma, descanse, seu amor vai ficar do seu lado.
Sorri sentindo meus olhos pesarem e apaguei ao seu lado.