Capitulo 10 - Amor e ódio
Já no carro a caminho do mercado, conversamos mas eu conseguia ver um certo nervosismo da parte de Bianca
- Você tem certeza que estou apropriada para conhecer sua família?
Ela estava linda, um vestidinho colado ao corpo de mangas regata, vestia uma jaquetinha por cima, nos pés uma sandália de salto alto, cabelos penteados e maquiagem leve.
- Você esta linda Bianca
- Ai Gu, sei que é encenação mas estou tão insegura? Ela dizia aflita
- Relaxa Bianca, você esta ótima, com certeza o estilo de namorada que eu levaria em casa de verdade.
Ela Sorriu e me deu a mão.
No mercado compramos carnes e bebidas, segui para a casa dos meus pais, como eu tinha o controle da garagem a abri e entrei com o carro, descemos e vi que era nítido seu nervosismo, resolvi deixar as sacolas no carro e entrar com ela de uma vez, depois voltaria para busca-las.
Segurei em sua mão e arrastei Bianca casa adentro, ao subir da garagem para sala já podíamos sentir o cheiro de carvão queimando e musica ao fundo.
- Perai, isso é Pearl Jam? - Bianca perguntou impressionada
- Já sabe de onde vem meu gosto musical, é meu velho, vamos você tem que conhece-lo
Chegamos a área de festas, lá estavam eles, mamãe e papai, ambos de costas para nós, meu pai na churrasqueira e minha mãe preparando algo no balcão da pia, larguei a mão de Bianca e fui sorrateiramente para trás do meu pai, com a mão imitando uma arminha encostei em suas costas.
- É estou vendo que tá velho mesmo, perdeu Sr. João
- Ahhh seu vagabundo, esta vivo porra?
Disse meu pai se virando e me abraçando forte
- Olha a boca João - Mamãe se virou e meu viu - Meu amor
Ela me abraçou comovida, chorando e me apertando
- Meu Deus do céu, você cresceu mais? Olha essa barba João, nosso menino é um homem
- Não é pra tanto mãe e eu te ligo todo dia
- Mas não vem me visitar - Disse ela chorosa - O que aconteceu com você?
Ela dizia alisando meu rosto e apalpando meus músculos, a verdade é que depois de ir embora me dediquei ainda mais na academia, descontei minhas frustrações tanto no treino quanto na policia, deixei a barba crescer pouco, não era barbudo mas tinha uma barba apesar de cheia baixa, o cabelo também mudei o visual, deixei crescer mas mantinha as laterais aparadas, jogava ele para trás, diferente de antes que o penteava para os lados.
- Mãe e Pai, gostaria que conhecessem minha namorada Bianca
Os dois olharam para Bianca de boca aberta, ela por sua vez se encolheu toda e ficou vermelha feito um pimentão.
- Meu Deus do céu Gustavo, que coisa mais linda - Disse mamãe indo em sua direção a abraçar - Muito prazer querida, minha nossa Gustavo, Bianca se parece muito com Sofia
- Sofia? - Perguntou Bianca - Quem é Gu?
- Ele não falou nada pra você sobre a irmã?
- Irmã? - Bianca me olhava
Abaixei a cabeça e encarei o chão, será que tinha sido uma boa ideia ter vindo? Agora estando ali, só de ouvir seu nome me causou cala frios.
- É querida, os dois eram tão próximos, não sei o que aconteceu mas simplesmente não se falam mais, do dia pra noite, esse almoço eu fiz de proposito para reunir a família, mas confesso que quando te vi meu coração encheu de alegria, que bom que meu Gu tem uma namorada tão linda.
- Oi Bianca sou João, muito prazer - Disse meu pai a cumprimentando
- Prazer Sr. João - Disse Bianca
- Caramba Gu, agora sim, vou ganhar netos lindos - Disse meu pai dando risada
Bianca corou o rosto me procurando com os olhos
- Pai? Não liga pra ele Bianca, vamos, deixa eu te mostrar a casa, por falar em Sofia onde ela esta?
- Saiu o Bruno, foram comprar algo, estarão de volta em breve, você tem que conhece-la Bianca
Bruno, seu namorado, meu cunhado, apesar de conhece-lo eu tive pouca convivência, por mamãe fiquei sabendo que era um cara bacana, que desde o inicio já sabia sobre a condição de Sofia ser uma mulher trans e a amava de verdade, apesar disso me corroer por dentro não poderia me intrometer, não pessoalmente, Sofia merecia ser feliz e mesmo querendo que fosse comigo eu perdi totalmente esse direito.
- Estou ansiosa - Disse Bianca me encarando
- Vamos lá? - Disse pegando Bianca pela mão
Fui mostrar a casa para ela, cômodo por cômodo, ao chegar ao andar de cima abri meu quarto, quase me emociono ao velo perfeitamente arrumado como antes, abri os armários e ainda tinha muitas roupas minhas.
- Linda casa Gustavo, então é aqui que trazia suas namoradinhas? - Perguntou com um sorriso nos lábios
- Não Bianca - Respondi sorrindo com um sorriso amarelo
- Esta tudo bem? - Disse Bianca se aproximando e me beijando
Demos um beijo ardente, que foi evoluindo para caricias, fui a empurrando para a cama e a deitei, Bianca dava risada em meus lábios enquanto nos beijávamos, deitei por cima dela e ataquei seu pescocinho.
- Ahhh para Gu, vai ficar ruim se alguém aparece e nos pegar assim?
- Desculpe Bianca, é que não resisti, esse não era o acordo né?
Ela segurou meu rosto e me impediu de levantar
- Seu bobo, meu acordo inicial seria um programa normal, acha que não estou louca pra de dar? - E me beijou se esfregando em mim.
- Quer fazer isso aqui e agora?
- Nãooo - Ela disse sorrindo e me empurrando - Aqui não seu doido, alias preciso usar o banheiro
- Pode ir - Disse apontando para o banheiro do meu quarto - Te espero aqui
Bianca foi ao banheiro, eu me sentei na cama analisando meu quarto e minhas coisas, escutei barulho de salto alto caminhando com pressa no corredor da casa, senti um aperto na garganta e uma ansiedade absurda escutando a se aproximar cada vez mais do meu quarto, olhei na direção da porta aflito, eu sabia muito bem quem era, sua figura surgiu na porta, Sofia demonstrava ansiedade, seu peito inflava e desinflava como se tivesse corrido uma maratona, quando seus olhos me encontraram se marejaram instantaneamente.
Sofia estava linda, mais linda do que nunca, seus cabelos haviam crescido mais, chegavam a sua cintura, negros e lisos, ela vestia um saia uma blusinha de alcinhas, com alças no pescoço, na cor preta, colada ao corpo, marcando seus seios médios e sua cinturinha fina, uma saia branca abaixo dos joelhos com uma fenda generosa, também marcava muito bem seu quadril e pernas torneadas, nos pés um sapato preto de salto agulha.
- Gu? É você mesmo? - Disse com a voz embargada
Me levantei da cama me tremendo inteiro, eu sabia que esse reencontro poderia me afetar, mas não dessa maneira, puta merda como eu amava Sofia, tinha mais de um ano que não a via nem falava com ela, desde que sai de casa, mas meus sentimentos por ela não mudaram nada.
Após me levantar eu não me contive, corri em sua direção e a abracei forte, Sofia retribuiu o abraço me apertando contra ela emocionada.
- Meu.. - Eu já ia dizendo amor, mas me contive - Sofia
- Ah Gu, você foi embora, como pode me abandonar assim? - Sofia chorava em meu abraço
- Como eu poderia ficar Sofia? - Disse me afastando dela - Eu estava morrendo aqui sabia?
Ouvimos o barulho da porta do banheiro se abrindo, Sofia deu uma passo para trás se recompondo, Bianca surgiu
- Bianca quero que conheça minha irmã, essa é Sofia - Disse a puxando pelo braço
- Muito prazer Sofia, eu...
Bianca parou de falar assim que viu Sofia, as duas se olharam estarrecidas, eu conseguia ver o nervosismo de ambas, principalmente de Sofia, vi seus olhos lacrimejarem novamente e ela virou de costas.
- Desculpem, não quis interromper nada, espero vocês lá em baixo. - Sofia disse e saiu com pressa
Sofia saiu pelo corredor pisando firme no chão, Bianca ficou parada olhando sem entender nada, se virou para mim me com ar de questionamento.
- Espere um pouco Gustavo, Sofia e eu, somos praticamente idênticas
- Sim - Disse a encarando
- Oh Deus, não me diga que? - Bianca encarava o nada
Parecia que ela estava ligando os pontos, sua aparência, a briga, meu mistério.
- Eu te disse que era bizarro, que tinha muito mais problemas que você
- Deus - Bianca se sentou na cama - Mas isso não é possível
- Pode piorar - Disse me sentando ao seu lado.
- Mas como Gu? Como algo pode ser pior que isso?
Pela primeira vez na minha vida contei minha historia para alguém, senti um alivio muito grande, um peso que tinha em minhas costas irem embora, não omiti nada, meu namoro com Jessica, meu caso de tesão a amor intenso com Sofia e meu erro com Rosana, Bianca ouvia tudo atenta com lagrimas nos olhos.
- Meu Deus Gu, que peso terrível - Ela dizia chorando - Agora tudo faz tanto sentido, até sua fascinação por...
- Sexo anal? - Completei
- Sim - Bianca respondeu enxugando os olhos
- Você deve estar me achando um nojento né? Sei que tínhamos um acordo mas vou entender se você quiser ir embora, não deveria ter te trazido para esse furação que é minha vida.
- Oh Gu - Ela dizia emocionada - Você ainda a ama tanto assim?
- Muito Bianca, demais na verdade
- Tadinho vem cá - Ela me puxou para seu colo - O que posso fazer por você?
- Nem seu sei ao certo Bianca, de momento eu queria causar algum impacto em Sofia, mostrar que eu tinha superado, já que ela parecia ter superado, sei que é criança da minha parte ter pensado dessa maneira, mas agora acho que foi um erro vir aqui novamente, vamos embora.
- Não Gu, e sua mãe? Coitada, planejou tanto isso, estava tão feliz em te ver, e você esta certo, tem que mostrar a ela que superou, te garanto que ela vai demonstrar a todo custo junto com o namorado, vamos, eu vou fazer um papel perfeito de namorada.
- Você não me odeia por isso?
- Seu bobo - Ela disse me beijando nos lábios - Eu sinto inveja dela sabia? Mesmo sendo bizarro tudo isso, e é mesmo, não vou passar pano, seu amor por ela é tão genuíno, eu nunca te deixaria escapar
- Vamos - Disse me levantando - Obrigado Bianca
- Me chama de amor aqui tá bom?
Sorrimos, nos ajeitamos e descemos.
Pegamos as coisas no carro e fomos para a área de churrasco, senti o olhar de meu pai com um sorrisinho malicioso nos lábios.
- Demoraram - Disse me olhando sacana nos olhos
- Nem vem pai - Cortei ele - Não na frente de Bianca.
Olhei em volta, Sofia me encarava com cara de estressada, Bruno seu namorado estava sentado ao seu lado, peguei na mão de Bianca e a conduzi até eles.
- Bom, agora sim, Bianca essa é Sofia minha irmã e esse é... - Fingi demência
- Bruno - Disse Sofia ríspida - Meu namorado - Disse me encarando.
- Isso esse é o Bruno o namorado de Sofia - Disse
Ela os cumprimentou e logo se agarrou em mim, me alisando e beijando meu ombro
- Me serve uma bebida amor? - Disse se sentando de frente com Sofia - Pode ser vinho
- Claro, mais alguém quer alguma coisa?
Sofia bufava disfarçadamente, eu a conhecia mais que ninguém, confesso que naquela hora consegui dissipar aquele sentimento de angustia e até comecei a gostar da situação, ela sentia ciúmes.
- Quero uma cerveja - Disse Bruno alegremente
Olhei para Sofia, ela me encarava, vi seu rosto avermelhar e ela olhou para o chão
- Sofia? - Perguntei
- Pode ser vinho Gustavo - Ela disse ríspida novamente
- Amor? - Bruno a encarava com curiosidade - Tudo bem?
- Tudo Bruno - Disse ela se desvencilhando do seu braço
Sai para pegar as bebidas, escutei Bianca puxando assunto e Bruno se desdobrando para manter uma conversa aminada.
- Precisam de ajuda ai? - Perguntei ao meu pai e minha mãe
- Não querido, podem conversar já esta tudo encaminhado aqui, por favor Gu, faça as pazes com Sofia. - Mamãe disse preocupada
Não respondi, peguei as cervejas e a garrafa de vinho e as taças, fui fazendo malabarismo até a mesa tentando não deixar cair nada, Bruno veio alegre para me ajudar.
- Caramba Gu, vocês se conheceram na internet? - Perguntou Bruno - Bianca estava nos contando.
Olhei para Bianca, que ria me olhando, servi uma taça de vinho para ela e outra para Sofia.
- Estava é? - Perguntei
- Sim amor - Ela disse apertando minha mão e beijando - Seu irmão me procurou nas redes sociais, quando o vi foi amor a primeira vista, quem seria louca de jogar fora um partidão desses? Eu não fui, corri atrás dele e o fisguei.
- Ah é? - Sofia disse num tom acido - Não sabia que tinha redes sociais Gustavo.
- Hum - Tomei um gole de cerveja - Você sabe como fiquei arrasado com meu termino anterior né? Eu criei uma mas já não possuo mais.
Sofia me encarava com olhar faiscante, tomou a taça inteira de vinho de uma vez e esticou para ser servida novamente, a servi, Bruno a encarava estranhado sua atitude.
- Nossa que rápido Gustavo? - Disse virando a taça novamente - Pelo jeito não deveria amar tanto assim sua ex
- Ah Sofia, não mais rápido que ela, ela arrumou um bem antes de mim sabia? Eu até que demorei, mas enfim achei alguém que me preencheu esse vazio - Disse olhando para Bianca
Bianca por sua vez apertou minha mão e me beijou com volúpia
- Você que me preenche amor - Ela chegou mais próximo de meu ouvido - Me preenche por inteira se é que me entende.
Rimos um para o outro, Sofia bateu a taça na mesa.
- Me sirva mais - Disse estressada
- Amor, não acha que esta na hora de ir mais de vagar? O que deu em você? - Bruno perguntou
- Só mais uma - Disse servindo Sofia - após o almoço você toma mais
- Idiota - Sofia gesticulou com os lábios
- E você quer mais uma cerveja Bruno? - Perguntei
- Preciso ir ao banheiro - Disse se levantando - Na volta eu pego pra gente.
- Pode deixar que eu pego - Disse Bianca - Vou conversar um pouco com sua mãe
Os dois se levantaram e eu fiquei sozinho com Sofia na mesa, estiquei minha mão e peguei a dela, ela não recuou, me encarou disfarçadamente, aqueles olhos azuis, de onde vinha minha perdição.
Alisei seus dedos, estavam suados, ela retribuiu e alisou os meus.
- Sua namorada, fascinante foi de proposito sua aparência?
Tomei um gole de cerveja e continuei alisando seus dedos, Sofia parecia mais calma somente com minha presença.
- O que acha Sofia?
Seu rosto corou, ela tomou um gole de vinho e retribuiu o carinho em minha mão
- Você a ama?
- Eu gosto dela Sofia, Bianca é uma ótima pessoa, mas eu nunca amei mais ninguém, não como eu te amo.
- Para Gu, não faça isso, você soube de Jessica? Acho que não né? Ela foi embora pro exterior, mais uma pra sua conta Gustavo, das mulheres que magoou, é isso que quer fazer comigo?
- Isso é injusto Sofia, você é totalmente diferente, eu te amo mais que tudo, eu poderia provar pra você agora mesmo
- Será Gu?
- É só você me dizer uma palavra Sofia, eu te arrasto daqui agora mesmo, vamos embora pra sempre, deixo tudo para trás.
Sua boquinha entreabriu, ela me encarava totalmente ofegante e apertava com força minha mão, olhos desviaram para trás de mim e ela puxou sua mão, olhei e vi Bruno retornando do banheiro, Bianca pegou as bebidas e retornou também.
- Perdemos algo? - Bianca perguntou ao chegar - Sua mãe estava eufórica Gu, por ver vocês dois conversando, pareciam íntimos.
Sofia encarou o chão sorrindo.
Comemos e bebemos a tarde inteira, todos reunidos, tanto meu pai quando minha mãe já estavam pra lá de Bagdá, ao cair da noite os dois vieram cambaleando na minha direção, Sofia e Bruno estavam mais afastados em uma mesa pequena nesse momento
- Gustavo, vocês já beberam de mais, fiquem aqui essa noite, seu quarto ainda é seu - Disse meu pai
- Oh não Sr. João, não queremos incomodar - Bianca respondeu
- Bianca tem compromisso amanha pai, não sei se ela esta disposta a ficar fora de casa. - Inventei
- Oh querida fique por favor - Disse minha mãe - Amanhã almoçamos juntos novamente, a casa é espaçosa, não vou impedir de dormir com o Gu - Ela disse piscando para Bianca
Minha cara foi ao chão, meu pai ria sem parar e Bianca também
- Se não for problema pra você Gustavo - Bianca me encarou maliciosamente - Eu poderia ficar
- Tem certeza? Não vou abusar do combinado?
- Que combinado? - Era meu pai - Vamos garoto, você passa meses sem vir em casa, passe um tempo conosco
- Bom se a Bianca aceitar ficaremos
- Ótimo - Disse mamãe - Se quiser podemos escolher algo para vestir, garanto que as roupas de Sofia irão servir direitinho em você.
- Tudo bem eu fico - Bianca disse alegre
- Venha, vamos escolher algo então, já vou arrumar o quarto para vocês e preparar as roupas de banho.
Mamãe e Bianca entraram para dentro de casa, meu pai anunciou que já iria se deitar, eu voltei a me sentar e continuei bebericando uma cerveja, disfarçadamente eu olhei na direção de Sofia e Bruno, pareciam ter uma espécie de discussão, mas não estavam exaltados, mesmo assim vi Bruno se levantando e deixando Sofia sozinha na mesa.
Continuei onde estava, Sofia bebia vinho sozinha, cruzamos os olhares e ela se levantou e veio andando em minha direção, minha garganta secou, ela vinha desfilando em cima daquele salto, bebi mais um gole para molhar a garganta, ela se sentou comigo.
- Tudo bem? - Perguntei
- Tudo - Ela respondeu desanimada
- Se precisar conversar ou desabafar, ainda sou seu irmão sabia? - Disse pegando em sua mão
Sofia apertou com força minha mão e me olhou nos olhos.
- Não sei se deveria é intimo de mais
- Mais intimo do que já fomos um dia? Acho impossível
- Pare Gustavo - Ela disse se levantando
Eu me levantei também, e sem que ela esperasse a agarrei e a beijei.
De inicio ela tentou se esquivar mas aos poucos ela foi cedendo, seus braços que estavam caídos ao lado do seu corpo se ergueram passando pela minha cintura, alisando minhas costas até chegarem em minha nuca e me apertarem com força contra seus lábios.
Sofia enfiou a língua com desejo em minha boca, eu acolhi e enfiei a minha de volta, nossas línguas serpenteavam e nossos lábios comiam um ao outro, tanto Sofia como eu já ofegávamos, como era bom provar aqueles lábios novamente depois de tanto tempo.
Largamos nossas bocas ofegantes, eu a abracei com carinho e tesão, não resisti ataquei seu pescocinho alvo, cheirosa como sempre, aquele cheiro que eu conhecia tão bem, o toquei primeiro com dos lábios, beijei e chupei, Sofia ainda agarrada na minha nuca suspirava forte, quando passei a língua do seu pescoço até sua orelha Sofia gemeu e me empurrou.
- Ahhhh, o que pensa que esta fazendo? - Ela disse com a voz tremula
- Só estou pegando de volta o que é meu - Disse e agarrando sua cintura
Outro beijo quente aconteceu, fomos andando e nos beijando até eu encosta-la e uma parede, me soltei do seu beijo, Sofia me olhava totalmente corada e com a boca entreaberta, ela suspirava forte e sei que estava excitadíssima, pois eu mesmo senti sua ereção roçando em mim.
- Eu não sou mais sua - Ela disse ofegante
- Será mesmo? - Disse beijando seu pescoço
- Ahhh, não... pare... por favor - Sofia suspirava forte
Peguei forte em seus ombros e a girei, Sofia ficou de frente para a parede, encostei meu pau em sua bunda, eu estava extremamente excitado, tão excitado que minha ereção doía e meu pau pulsava dentro da cueca doido para se libertar.
Empurrei forte meu pau entre suas nádegas, como uma boa anfitriã suas carnes abriram através do tecido leve de sua saia e mesmo através da minha calça e cueca senti um calor absurdo naquela região.
- Aiiiii, filho da putaaaa - Sofia gemeu forçando a bunda para trás
- Me diga Sofia, me diga que não me ama, eu te solto agora mesmo
- Ahhhh - Sofia rebolava na minha ereção - Cala a boca, você não sabe de nada
Resolvi ser mais ousado, olhei em volta estávamos em um lugar muito exposto, dentro de casa estavam meus pais e Bianca, provavelmente todos no banho ou até mesmo dormido, soltei Sofia, que virou o rosto para trás me procurando com angustia, sorri internamente
- Vou para a garagem - Disse em seu ouvido - Lá é um lugar seguro caso alguém saia de dentro de casa, se quiser que te faça se sentir mulher venha atras de mim
Sofia mordeu os lábios me encarando, vi claramente sua pele se arrepiar, me afastei e sai lentamente em direção da garagem, antes de sair da área de churrasco olhei para trás, Sofia retirava seus sapatos e vinha em minha direção, voltei a olhar pra frente sorrindo.
Cheguei e encostei no meu carro, estava eufórico e extremamente excitado, segundos depois Sofia apareceu descendo as escadas, totalmente ofegante, correu ao meu encontro me abraçando e procurando meus lábios, a apertei contra mim e iniciamos um beijo quente novamente.
- Esse beijo é imoral sabia? - Sofia disse ofegante
- Eu sei, me lembro como se fosse ontem, nunca esqueci da sensação dos seu lábios - Respondi desabotoando minha calça
Sofia arregalou os olhos ao ver eu colocando meu membro ereto pra fora, meu tesão por Sofia era tão grande que nem eu mesmo me lembro a ultima vez que senti meu pau mais grosso que o comum, até eu me assustei com o tamanho e seu estado de rigidez.
Ela suspirou dando um passo para trás olhando estarrecida, com as mãos tremulas Sofia o tocou e o agarrou e com a boca entreaberta ela se abaixou na minha frente, parecia um sonho, e em câmera lenta eu vi Sofia abrindo bem sua boquinha e aproximando do meu pau, consegui sentir o calor de sua boca antes mesmo dela toca-lo e assim que ela o fez senti uma descarga elétrica atravessar meu corpo.
- Puta que pariu - Exclamei revirando os olhos - Que saudades dessa boca
Sofia não respondeu, me encarando fez só o que ela sempre foi capaz de fazer, vi meu membro sumindo para dentro de sua boquinha que se esticava em torno do diâmetro do meu pau.
Encostei as costas no carro e toquei aquele rosto lindo e perfeito com a mão, acariciei, Sofia fechou os olhos recebendo o carinho, empurrei uma mecha de cabelo para trás de sua orelha e Sofia voltou a abrir os olhos me encarando e retirou meu pau de sua boca sorrindo olhando minha expressão
- Humm que deliciso, estava com saudades disso também
- Sabe o que também sinto falta?
- O que? - Sofia sorriu curiosa
A peguei pelos ombros e a levantei, a beijei com volúpia, Sofia se agarrou no meu pescoço suspirando em meus lábios, eu troquei de lugar com Sofia e a virei de costas para mim, a debrucei no capo do carro e ergui sua saia.
- Deus do céu, que bunda linda - Disse alisando sua pele
Sofia rebolava enquanto eu alisava e apertava suas carnes, deveria estar treinando pesado também, parecia maior que da ultima vez, afastei sua calcinha de lado, lá estava meu sonho de consumo, meu suprassumo do prazer, seu cuzinho rosa, lisinho, sem mais conseguir me conter avancei com minha boca nele de maneira esfomeada, espalmando a língua lambi toda sua extensão, Sofia levou a mão na boca para conter seus gemidos rebolando a bunda na minha cara.
- Ahhhhh, que delicia, que saudades dessa sua língua, Uhhhh
Abri bem suas nádegas e comecei a passar a ponta da língua, passava em todas a direções, de cima para baixo, de baixo para cima, da esquerda para direita e da direita para esquerda após um bom tempo desse jeito foquei no centro tentando penetra-la, Sofia esticou a mão para trás forçando minha cabeça contra seu orifício.
- Aiii, me come logo, não temos tanto tempo.
Me levantei atrás de Sofia, peguei as alças da sua blusinha e passei pelo pescoço desnudando sua parte superior inteira a virei de frente para mim e vi seus seios, seus novos seios, ficaram lindos, não ficaram exagerados como eu temia, tinha um lindo formato de gota, ainda pequenos, sorri os tocando
- Hummm, você gostou? - Sofia perguntou ofegante
- Eu amei - Disse olhando admirado
Sofia sorriu se pendurando em meu pescoço e sentando no capo do carro, passei um punhado de saliva na cabeça do meu pau e Sofia ergueu bem as pernas, antes de penetra-la retirei minha camiseta, Sofia encarou meu corpo com desejo alisando meus músculos
- Sabia que tinha ficado mais gostoso, adorei o visual novo também
Sorri pegando meu pau e pincelando no seu rabinho, Sofia me encarava com tesão erguendo as pernas o máximo possível com as mão deitada no capo, quando achei a portinha fiz pressão, Sofia arregalou os olhos mordendo os lábios, comecei a forçar a entrada, senti seu lindo anelzinho abrir e a cabeça do meu pau ir rompendo a resistência.
- Oh Deus - Exclamei - Cheguei a pensar que nunca mais sentiria isso
- Ahhhhh que pau duro Gu - Sofia dava reboladinhas - Que pau gostosoooo, Ahhhhh
Apertei sua cintura e fui forçando cada vez mais, meu pau foi deslizando lentamente para dentro daquele rabinho quente
- Posso te fazer uma pergunta? - Disse continuando a empurrar
- Hummmmmm, pode, Uiiii
- Seu namorado te satisfaz Sofia? Assim como eu?
Sofia me olhou com os olhos arregalados e a boca aberta sentindo eu encostar minha bolas em sua bunda, meu pau estava inteiro dentro de Sofia
- Nãoooo, Ahhhhhh que delicia, Ahhhh não é possível, Aiiiiiii
Olhei para baixo sentindo jatos quentes, Sofia ejaculava forte em meu abdômen, jato após jato se chocando contra mim com força, seu corpo se tremia inteiro, Sofia agarrou meu pescoço me puxando para um beijo quente, a beijei e comecei a o movimento de penetração, que tesão ver Sofia com tesão, nem eu aguentei
Senti meu pau inchar ainda mais dentro do seu cuzinho e lancei uma torrente forte de esperma dentro de Sofia, que abriu os olhos em nosso beijo e começou a revira-los, mais jatos acertaram meu abdômen enquanto Sofia gemia abafado na minha boca e se contorcia inteira em baixo de mim.
Desgrudei de sua boca quase caindo com as pernas moles do meu torpor pós orgasmo, Sofia continuava deitada no capo do carro de olhos fechados ainda gemendo e ofegante.
- Ahhhhh, Ahhhh, que tesão meu Deus
- Eu te amo tanto Sofia - Disse avançando em seus lábios novamente
- Eu também te amo muito Gu - Sofia retribuía o beijos escorrendo lagrimas dos olhos - Mas sabemos que não da certo
Me afastei de Sofia chateado, meu coração doía, senti lagrimas descendo de meus olhos, Sofia se levantou me abraçando chorando junto comigo
- Amor - Disse pegando em seu rosto - Vamos tentar, minha vida sem você não faz sentido
- Para amor - Sofia chorava compulsivamente - Não vou resistir a outra separação, só Deus sabe o quanto isso me doeu
- Amor - Disse pegando sua mão - Vem me visitar, lá teremos liberdade, ficamos um tempo juntos, vou te mostrar o quanto te amo de verdade, vai fazer bem para gente eu prometo.
- Mas e Bianca Gu?
- Eu já te disse, ela não e nada pra mim, quem eu amo e sempre amei é você
- Não sei Gu - Sofia disse se ajeitando - Tenho medo
Me vesti novamente, totalmente arrasado, tentei reorganizar minha mente, que perca de tempo, nunca deveria ter voltado ali, só serviu para me machucar ainda mais, tinha que voltar aos eixos, Sofia continuava ali ao meu lado me encarando inquieta
- Eu... Essa foi a ultima vez Sofia - Disse ajeitando meu cabelo - Provavelmente eu não volte mais aqui, não consigo suportar ver quem eu amo, caso mude de ideia pense no que eu disse, vou te esperar até semana que vem, depois disso vou me libertar.
Sofia abaixou a cabeça e chorou sentida, mesmo cortando meu coração eu virei as costas e sai dali a deixando sozinha, subi para meu quarto, Bianca me esperava na cama, ao ver meu estado correu me abraçar, chorei em seus braços como uma criança, após o banho nem tive o clima para sexo como Bianca esperava, ela continuou me consolando e eu dormi em seus braços.