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Labirinto de sombras

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Um conto erótico de Gabriel
Categoria: Gay
Contém 544 palavras
Data: 22/02/2025 18:29:00
Assuntos: Gay, Drama, Romance

Os dias seguintes ao encontro no Parque Ibirapuera foram marcados por desencontros e provocações. Max não conseguia entender a presença magnética de Roberto, enquanto este se esforçava para manter distância. Mas a conexão entre eles se tornava inevitável.

— Você sempre trata estranhos assim? — Max provocou, cruzando os braços.

— Apenas os que fazem questão de me desafiar. — Roberto respondeu, um sorrisinho de lado.

O destino parecia decidido a entrelaçá-los. Um acaso os reuniu novamente: Max conseguiu um emprego temporário na firma de arquitetura de Roberto. Os primeiros dias foram tensos, repletos de silêncios carregados e olhares furtivos. Max, com sua ousadia natural, admirava a genialidade de Roberto. O arquiteto, por sua vez, lutava contra um desejo reprimido. Não poderia permitir-se repetir o passado. Não outra vez.

Certa noite, um evento da empresa mudou a dinâmica entre eles. O coquetel acontecia em um elegante salão envidraçado no alto de um edifício imponente. Max vestia um terno escuro, perfeitamente ajustado ao corpo. Roberto o observava de longe, cada fibra sua em alerta. A música suave preenchia o ambiente, e as luzes da cidade refletiam nos copos de cristal.

Quando Max se aproximou, trazendo duas taças de vinho, Roberto sentiu a respiração falhar por um instante.

— Se vamos trabalhar juntos, talvez devêssemos brindar a isso. — Max sugeriu, entregando-lhe uma das taças.

— Trabalho e bebida nem sempre combinam. — Roberto murmurou, mas aceitou o vinho.

— Então me diga… o que combina com você? — Max ergueu uma sobrancelha, o olhar fixo no dele.

Roberto hesitou. Havia algo perigosamente encantador naquele homem. Como se cada palavra, cada gesto, puxasse um fio invisível que o ligava a ele. O passado sussurrava advertências, mas o presente queimava com uma intensidade que ele não sabia controlar.

A noite avançou, e quando o evento chegou ao fim, Max se ofereceu para dividir um táxi com Roberto. No carro, a tensão entre eles se tornou densa, palpável.

— Você sempre se controla tanto assim? — Max quebrou o silêncio, a voz baixa, quase um sussurro.

— E você sempre insiste em testar limites? — Roberto rebateu, virando-se para encará-lo.

Max sorriu, deslizando os dedos pelo próprio queixo, como se saboreasse a resposta. O jogo entre eles era perigoso e irresistível. O carro avançava pela cidade iluminada, e cada olhar trocado acendia faíscas no espaço estreito entre eles. Max se inclinou levemente, apenas o suficiente para que Roberto sentisse o calor de sua presença.

— Você pode até fugir — Max murmurou, a voz carregada de desafio —, mas sabe que isso só torna tudo mais interessante.

Roberto fechou os olhos por um instante, como se tentasse se recompor. Sentia-se dividido entre o receio e o desejo que crescia a cada segundo. Quando o carro parou diante do edifício de Roberto, ele hesitou antes de sair. Max segurou seu pulso, apenas por um segundo, os dedos firmes, a pele quente contra a dele.

— Um dia, você pode querer parar de fugir. — Max sussurrou, os lábios perigosamente próximos.

O silêncio se alongou. Os olhos de Roberto deslizaram até a boca de Max, o ar entre eles carregado de tensão. Mas, em vez de ceder, ele puxou a porta e saiu rapidamente, caminhando para dentro do prédio. Sentia cada batida acelerada do coração ecoar no silêncio da madrugada, ciente de que aquela fuga não duraria para sempre.

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