​O Segredo do Papai

Um conto erótico de Rodrigo
Categoria: Heterossexual
Contém 573 palavras
Data: 01/07/2024 06:38:14
Última revisão: 14/03/2026 13:16:24

​"Ai, ai, tá machucando! Quer que eu pare?"

"Não, continua! Me fode, maltrata meu cu, porra! Você é fraco? Então, deixa meu rabo arrebentado!"

​Ouço esse diálogo quando volto para casa para pegar o meu notebook, que esqueci em cima da cama. Saí com pressa. Sou o Rodrigo, estudante, moro com meus pais e minha mãe está viajando a trabalho, com perspectiva de retorno para o final do mês.

​O fato aconteceu apenas dois dias após a partida dela. Eu estudo pela manhã, levantei atrasado e achei que meu notebook estava na mochila. Só percebi que o havia esquecido quando já estava longe de casa; e, sem ele, estudar fica muito difícil. Retornei e, ao entrar, observei que havia calçados femininos na entrada. Ignorei por conta do atraso e fui às pressas para o meu quarto. Peguei o aparelho e já ia saindo quando ouvi uma mulher gemendo alto.

​Ela dizia que estava doendo, e ouvi a voz nítida do meu pai perguntando se era para parar. A mulher — cuja voz não identifiquei — dizia que não, que era para continuar. Perguntava se meu pai era fraco, enquanto ele a xingava com aquelas palavras naturais na hora do sexo. Ela gemia muito alto, até que meu pai perguntou de quem era o "cu" dela, e ela respondeu que era "de quem pagasse mais por ele".

​Sinceramente, esqueci o atraso da aula. Sentei-me, coloquei uma cápsula de café na máquina e esperei. Enquanto o aroma exalava pela casa, a mulher saiu do quarto totalmente nua, andando como se fosse a dona do lugar. Quando ela se deparou comigo sentado, bebendo café, meu pai saiu logo atrás, ainda de pau duro, chamando-a: "Josefa, volta aqui! Ainda não terminei, gostosa!".

​A mulher parou, olhando para mim e para o meu pai. Quando ele me viu, ficou em choque. Começou a gaguejar — e quando ele fica nervoso, não para mais. Perguntou o que eu fazia ali. Lembrei a ele que eu morava lá e que podia entrar e sair a hora que quisesse. Então, indaguei: "Quem é a moça?".

​Meu pai pediu para ela ir embora. Ela voltou ao quarto e, em dois minutos, saiu de vestido e bolsa na mão. Antes de sair, passou pelo meu pai e lembrou que o PIX dela era o número do celular. Deu tchau e partiu. Meu pai, ainda pelado na minha frente (o pau já tinha arriado diante do flagrante), tentou se explicar. Apenas desejei bom dia e fui para a faculdade, pois já tinha extrapolado totalmente o horário.

​Na rua, enquanto esperava o carro de aplicativo, vi a mulher entrando em um veículo que acabara de estacionar do outro lado da praça. O motorista deu um beijo na boca dela; provavelmente, o dia de trabalho para ela seria agitado.

​Após a aula, já em casa, meu pai tentou conversar. Só disse a ele que deveria se lembrar da mamãe e não trazer putas para casa — e o pior: usou o quarto do casal. Ele reconheceu o erro, mas disse que era uma "fantasia antiga". Perguntou se eu queria algo, tentando comprar meu silêncio. Saí e o deixei falando sozinho.

​Dois dias depois do episódio, a tal mulher me enviou uma mensagem no WhatsApp: "Seu pai pagou uma hora extra. Quando você vai usar?". Nem respondi.

​Minha mãe chegou e os dois seguem vivendo normalmente. Sinceramente, preferi ignorar, porque sei que ela o ama.

​Beijos e até a próxima loucura!

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