Era aniversário da minha esposa e ela insistiu que deveríamos ir à nova boate que tinha inaugurado na cidade vizinha. Sinceramente, eu não estava a fim, mas era o dia dela. Concordei compulsoriamente, embora tivesse sugerido que ela fosse apenas com a amiga.
A Valéria já tinha bebido no almoço, em uma churrascaria onde fomos comemorar. O aniversário caiu em um sábado e ela completava quarenta anos. A "preta" estava linda, muito gostosa; estamos casados há quinze anos e ela só se perde um pouco na bebida, pois no resto se cuida muito — é dona de uma bela rabeta. Eu sou o Gilson: moreno, franzino e com um casamento que já teve altos e baixos, traições de ambos os lados e reconciliações. Enfim, levamos a vida como ela é.
À noite, como diz a letra da música: "Todo mundo espera alguma coisa de um sábado à noite / Bem no fundo todo mundo quer zoar". Valéria estava visivelmente alta, pois bebeu o dia todo. Colocou o vestido mais justo e curto do armário e fomos para a balada. O som estava agradável, com músicas da nossa época; acredito que era uma noite de flashback. Dançamos muito, bebemos mais ainda e encontramos a Silvia, amiga de infância dela que nunca falta às comemorações. As duas ora sumiam, ora apareciam, e eu ali, apenas atendendo aos desejos da minha mulher.
O DJ cantou parabéns para os aniversariantes e a turma ficou eufórica. A casa estava bem lotada. Voltamos para casa, a Silvia dormiu por lá e foi embora pela manhã. Valéria, com uma puta ressaca, disse durante o café que a Silvia a havia "salvado" na noite anterior. Tentei entender e ela me explicou: disse que entrou no banheiro errado e quatro caras que estavam lá a pegaram. Colocaram-na para mamar — e ela mamou os quatro. Fecharam a porta e a comeram também.
A Silvia contou que entrou no banheiro masculino porque não achou a Valéria no feminino; como a amiga tinha dito que ia urinar, ela teve certeza de que estava no lugar errado. Entrou no masculino, forçou a porta de uma cabine e viu a Valéria sendo penetrada enquanto chupava os outros. Ela a arrancou de lá, apesar dos protestos dos machos, levou-a ao banheiro feminino, limpou seu rosto (que estava sujo de porra) e ajeitou sua roupa, já que o vestido estava todo desalinhado e ela estava sem calcinha.
Ouvi o relato e perguntei o porquê de tantos detalhes. Primeiro, porque eu não tinha visto nada; segundo, porque se ela gostou e concordou, o que eu poderia fazer? Valéria foi categórica:
— Contei porque eu tinha essa fantasia e, sem premeditação, a realizei. Alguém pode ter filmado e você pode acabar recebendo o vídeo da sua mulher sendo enrabada por quatro estranhos. Quis antecipar para não causar surpresas.
Ela completou dizendo que, pela violência e rapidez da "ciranda do sexo", estava com a ppk assada, o rabinho machucado e hematomas pelo corpo — achava até que tinha levado uns tapas na cara. Mais uma vez, repeti que, se ela gostou, não havia o que eu fazer. Ela foi deitar e eu fui fazer o almoço, já que minha esposa estava realmente maltratada. De fato, dava para ver o estrago: havia até marcas de mordidas na bunda.
Agora é esperar ela acordar e torcer para que fique bem. Até o próximo aniversário.
