Após o flagrante desastroso do Mateo nos encontrando na nossa própria cama, todas as minhas investidas para uma reconciliação pareciam fracassar. Durante dez dias, desfilei nua pela casa, provocando-o com o meu silêncio e o meu corpo, mas ele se manteve gélido. Nem um toque, nem um olhar de desejo. Eu gozava sozinha, masturbando-me nas madrugadas frias, mergulhada em um contato zero que cheirava a fim de linha. Quando ele marcou o jantar naquele restaurante que amamos, fui preparada para assinar o divórcio.
Cheguei primeiro. Escolhi um vestido frente única preto, sem sutiã, e uma calcinha fio-dental vermelha que era pura provocação oculta. Estava impecável: salto agulha, perfume marcante e uma maquiagem de festa. O ar-condicionado do restaurante fez o trabalho sujo, deixando meus mamilos enrijecidos sob o tecido fino, marcando o vestido de forma obscena. O garçom mal conseguia desviar o olhar do meu decote enquanto me servia a primeira taça de vinho branco.
Mateo atrasou vinte minutos. Quando chegou, sentou-se com o peso do mundo nos ombros, pedindo desculpas protocolares. Antes que ele começasse, pediu a garrafa de vinho de sempre. "Você está linda e elegante", ele disse, mas seus olhos não tinham o brilho de quem queria me possuir.
"Vou direto ao ponto", ele continuou, após o garçom nos servir. "Devo te desculpas por não ser o marido que você esperava. Sei que sexualmente não sou o homem que desejas, embora tenha tentado dar o meu melhor." Ele engoliu o vinho de uma vez e soltou a bomba: "Eu sou gay. É isso."
Fiquei estática. Ele revelou que, desde a viagem, o irmão caçula havia contado tudo: a iniciação sexual que eu lhe dei e o fato de o pai estar me comendo. "Eu tentei, Mateo confessou, mas sou passivo. Tenho um relacionamento extraconjugal e precisava ser honesto. O flagrante foi a chave que eu precisava virar."
O nó na garganta desceu com um gole generoso de vinho. Ele não queria o divórcio. "Quero que vivamos um casamento aberto. Você continua saindo com o meu pai — já conversei com ele — e eu sigo com o meu caso. Continuamos sendo marido e mulher diante do mundo."
Aproveitei a honestidade para ser brutal. Disse que o Sr. Joaquim havia ressuscitado a mulher que ele deixou adormecer. Inclinei-me sobre a mesa, fixando meus olhos nos dele, e sussurrei: "Eu preciso foder. Agora." Pedi outra garrafa. Jantamos rindo, lavando a alma com a verdade, enquanto eu mandava uma mensagem para o sogrão me buscar ali mesmo.
Mateo saiu antes dele chegar. Quando o carro do Sr. Joaquim parou, eu já estava em chamas. "Me leva para um motel. Agora. Quero tirar esses dez dias de atraso."
No estacionamento do motel, a urgência foi maior. Ele rasgou minha calcinha vermelha antes mesmo de sairmos do carro. Me prensou contra o capô quente do motor; eu estava tão fervendo quanto o metal. "Seja selvagem, me bate, deixa marcas", eu implorava. Queria ser maltratada por aquele macho viril. Ele me levou no colo para a suíte e me possuiu na posição de papai e mamãe, mas de um jeito animal. Suas mãos apertavam meu pescoço, controlando meu fôlego enquanto ele me levava ao ápice.
O Sr. Joaquim é uma força da natureza. O perfume dele me embriaga e a pegada me destrói. Exigi que ele fizesse tudo sem tirar meu vestido; eu queria me sentir a "puta de luxo" dele. Minha cara ficou vermelha de tapas, minha ppk ardia e meu cu chegou a sangrar levemente com a força da entrega. Nunca gozei tanto na vida.
Ao chegar em casa, o clima era outro. Deitei nua ao lado do Mateo e, em um gesto de carinho e nova cumplicidade, fiz uma chupeta deliciosa nele. Eu queria mais leite, e ele me atendeu, gozando na minha boca com uma paz que nunca tivemos antes.
Acordei com o café da manhã na cama e um pix generoso do marido para eu gastar no salão. Mandei um áudio para o sogrão xingando-o de safado por ter me deixado toda dolorida. O pilantra respondeu que a "encomenda" tinha chegado: um par de algemas novas. Ele prometeu me vendar, me amordaçar e me bater com o cinto no próximo encontro.
Fiquei excitada no ato. O Mateo é um grande homem pela sua sinceridade, e o Sr. Joaquim... bom, ele é o mestre que meu corpo precisava.
Beijos, e até a próxima loucura.
