Na luta diária para bater a cota e garantir uma renda razoável, o motorista de aplicativo precisa ser um estrategista: fugir dos assaltos, desviar das crateras, driblar os radares e filtrar corridas para áreas de risco. É o resumo da vida do trabalhador, como diz a música: "Hoje o herói aguenta o peso das compras do mês...". No meu caso, o herói aqui é o Silvanei: moreno, baixo, um "semi-coroa" que ainda dá muito para o gasto.
Já se tornaram clássicas as histórias de quem não tem como pagar a viagem e oferece o famoso "xerecard" ou o "cupix". Comigo não poderia ser diferente. Eram 2h30 da madrugada quando tocou uma chamada no Polo Gastronômico de Vista Alegre, reduto boêmio da Zona Norte, com destino a Piratininga, em Niterói.
A passageira era um espetáculo: branca, cabelos castanhos escuros, vinte e poucos anos, vestindo um pretinho básico que valorizava suas curvas. O "pulo do gato" veio logo no embarque: ela pediu para sentar na frente. Quando mulher pede para ir no banco do carona a essa hora, a sugestão de pagamento alternativo é quase certa.
Subindo a Ponte Rio-Niterói, com aquela vista sensacional da Baía de Guanabara, ela soltou a voz de "cachorra que caiu da mudança":
— Moço, estou sem dinheiro... tem outra opção de pagamento?
Eu estava exausto, mas com a meta do dia batida. Olhei para o lado e vi aquela carinha de santa com um fundo de safadeza. Não estava alcoolizada, sabia exatamente o que queria. Respondi que sim e sugeri um boquete ali mesmo. Ela aceitou na hora, sem hesitar.
Como diz o ditado, "uma mamada e um copo d'água não se nega a ninguém". Ela jogou a bolsa para o banco de trás e se acomodou de um jeito que facilitasse o acesso. Abri o zíper, libertei meu pau já pulsante e ela começou o trabalho. A "Paula" — vamos chamá-la assim — parecia ter nascido para aquilo.
A subida da Ponte virou um cenário de luxúria. Ela descia e subia com uma maestria impressionante, envolvendo toda a extensão com a boca quente, fazendo um vácuo delicioso enquanto me olhava fixamente. A língua dela trabalhava cada detalhe, explorando a cabeça do meu brinquedo com uma técnica de profissional. Eu sentia o calor da sua boca em contraste com o ar-condicionado do carro.
No vão central, a adrenalina subiu. Dei uma puxada no vestido dela, revelando uma bunda clarinha e uma calcinha preta minúscula, um fio-dental que desaparecia entre as nádegas. Tentei arriscar umas dedadas naquele "cofrinho" perfumado, mas dirigir a 80 km/h fazendo peripécias é um desafio perigoso.
Perto do pedágio, a pressão aumentou. Ela intensificou o ritmo, usando as mãos e a boca em uma sincronia perfeita. Gozei gostoso, uma explosão que preencheu a boca dela. Sem fazer careta ou desprezar, ela engoliu tudinho, limpou o canto dos lábios com o polegar e ainda perguntou, com um sorriso sacana: "Gostou, motorista?".
A viagem foi muito bem paga. É assim a vida de quem está no corre: ninguém vê os perrengues, mas as recompensas, às vezes, valem cada quilômetro rodado.
Até a próxima.
